Nos últimos dias, o jornalista Luís Nassif, fundador do Jornal GGN e do Projeto Brasil, foi intimado judicialmente. A ação partiu de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central com passagem pelo Santander e, atualmente, executivo do Nubank.
O motivo? Uma série de reportagens que revelam, em primeira mão, possíveis irregularidades no sistema financeiro, incluindo conflitos de interesse, operações suspeitas de lavagem de dinheiro para facções criminosas e decisões que beneficiaram os bancos investigados.
Campos Neto fechou um acordo com o BC e saiu ileso. O sistema permitiu que uma pessoa com evidente conflito de interesses comandasse o órgão regulador, alterasse regras em benefício do setor de onde veio, e depois se beneficiasse dessas mesmas mudanças.
Isso não é apenas uma falha individual. É uma falha institucional que expõe a fragilidade dos mecanismos de controle sobre o sistema financeiro no Brasil. E enquanto essas brechas existirem, casos como esse continuarão acontecendo — protegidos pelo silêncio e pela complexidade técnica que afasta o escrutínio público.
Enquanto a grande mídia manteve silêncio sobre o a relação de Campos Neto com as investigações, o GGN decidiu publicar. Por isso, fomos intimados.
Não se trata de um ataque ao GGN.
É um ataque ao direito de informar.
É um ataque ao direito de saber.
Infelizmente, não é raro se tornar alvo de retaliação ou assédio judicial por fazer jornalismo com coragem e visão crítica. São inúmeros os processos de figuras com poder político ou econômico tentando silenciar o trabalho do GGN. Magistrados, procuradores, governadores, parlamentares, bancos privados…
Mas nós resistimos. E resistiremos mais uma vez.
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Jose
29 de novembro de 2025 2:53 amA intenção dessas açõrs contra a liberdade de imprensa é a censura, bem como destruir canais independentes e seus editores
Daí a importância de nosso apoio para que o portal se mantenha
Gervásio
29 de novembro de 2025 6:09 amOh Nassif ! Não se pode investigar os intocáveis…pela justiça. O RABO ABANA O CACHORRO.
João de Deus souza Silva
29 de novembro de 2025 8:55 amEm momentos como este, tudo de pior se junta contra a liberdade de expressão. Bolsonarismo, sionismo e lavajatismo são três faces de uma mesma desgraça. Pra piorar, talvez seja no judiciário que essas forças estejam mais fortes hoje, só esperando a oportunidade de vingança contra uma das poucas vozes que juntam conceito profissional, conhecimento teórico e contundência em suas opiniões. Esta briga não pode ser só sua. É o futuro do país que está em jogo, ameaçado por novos ataques da maior organização terrorista de todos os tempos: a extrema-direita.
José de Almeida Bispo
30 de novembro de 2025 6:42 amA GRANDE MÍDIA (que invariavelmente sempre pautou a pequena e média) sempre foi, máxime, a porta voz da agiotagem. DESDE LONDRES. Foi razoavelmente o ponto de equilíbrio para o estabelecimento da democracia. Até o sistema, ele mesmo se converter numa espécie de ditadura de natureza religiosa; sectária.
Logo, quem não comungar da ditadura…