A atuação das 27 unidades estaduais dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal resultou, em 2025, em pedidos de bloqueio e sequestro de bens que superam R$ 28 bilhões. Ao longo do ano, mais de 60 operações foram deflagradas, com 126 prisões e a apresentação de 126 denúncias à Justiça Federal contra 929 pessoas, segundo dados consolidados pela coordenação do Gaeco Nacional.
O levantamento aponta ainda a existência de mais de 400 investigações em curso contra organizações criminosas. O Gaeco de São Paulo lidera em número de investigações ativas e de denúncias apresentadas, enquanto o do Rio de Janeiro concentra o maior volume financeiro em pedidos de bloqueio de bens, além de registrar o maior número de operações desencadeadas no período.
Os valores envolvidos estão ligados principalmente a investigações sobre organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. A atuação, porém, variou conforme as realidades regionais, abrangendo também crimes ambientais, corrupção, tráfico de armas, delitos contra o sistema financeiro, crimes cibernéticos, usurpação de bens da União e ações de repressão a atos antidemocráticos.
Criado em julho de 2025, o Gaeco Nacional passou a funcionar como estrutura de apoio especializado para investigações de alcance nacional e transnacional, em parceria com os grupos estaduais. Em apenas seis meses de operação, a unidade nacional já participou de casos complexos que ultrapassam fronteiras, com três operações deflagradas e duas denúncias apresentadas e recebidas pelo Judiciário.
Para o coordenador do Gaeco Nacional, subprocurador-geral da República José Adonis Callou de Araújo Sá, os resultados demonstram o impacto da nova estrutura no enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, a prioridade para 2026 será apresentar ao Conselho Superior do MPF uma proposta de sistematização e fortalecimento dos Gaecos, ressaltando que esses grupos atuam sempre em apoio aos procuradores naturais e representam apenas parte do esforço do Ministério Público Federal no combate à criminalidade organizada.
Com informações do MPF
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