Autoridades dos Estados Unidos e do Irã discutem um possível acordo que vincula um cessar-fogo à reabertura do estratégico Estreito de Ormuz — uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
Segundo fontes ouvidas pelo site Axios, as negociações não necessariamente ocorrem de forma direta, podendo ser conduzidas por mediadores. Mesmo assim, autoridades norte-americanas indicam que o tema já chegou ao presidente Donald Trump, que considera o fechamento de um acordo tanto com assessores internos quanto com interlocutores internacionais.
O tema teria sido um dos assuntos tratados em conversa recente entre Trump e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, reforçando o peso geopolítico da negociação.
Nos bastidores, o vice-presidente J.D. Vance também atua como canal de comunicação com mediadores – ao ponto de uma fonte afirmar que o vice-presidente teria sinalizado ao Irã com um cessar-fogo desde que algumas condições fossem atendidas, entre elas a reabertura do Estreito de Ormuz
Ao mesmo tempo, Vance reiterou ameaças de intensificação militar contra infraestrutura iraniana caso não haja acordo.
Disputa de narrativas
Trump afirmou publicamente que o Irã teria solicitado um cessar-fogo, mas condicionou qualquer avanço à normalização do tráfego no estreito. A declaração foi contestada por Teerã, que negou tanto o pedido quanto a existência de negociações diretas com os EUA.
A possível origem da interpretação de Trump pode estar em declarações do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que sinalizou disposição para encerrar o conflito, desde que os ataques norte-americanos cessem e haja garantias de que a guerra não será retomada.
Em postagem nas redes sociais, Trump elevou o tom ao afirmar que os EUA continuarão a “destruir o Irã” caso não haja avanços — retórica que evidencia o grau de tensão e incerteza nas tratativas.
Enquanto aliados regionais como Israel e países do Golfo pressionam por uma linha mais dura, setores dentro da Casa Branca avaliam saídas diplomáticas para o conflito.
Paralelamente, China e Paquistão já apresentaram uma proposta de paz com termos semelhantes aos discutidos nos bastidores. Analistas apontam, no entanto, que apesar do discurso mais moderado de Pezeshkian, setores mais duros do regime iraniano seguem exercendo influência decisiva nas decisões estratégicas
Rui Ribeiro
1 de abril de 2026 8:17 pmIrã condiciona reabertura do Estreito de Ormuz a prévio cessar-fogo.
E agora, José?
O fechamento foi motivado pelas agressões $ionista/Falcão-Galinácea. Então, cessando a causa, cessam os efeitos.
Rui Ribeiro
1 de abril de 2026 8:22 pmSe não houver acordo, Trump continuará destruindo o Irã em benefício dos próprios iranianos que ele diz defender contra a autocracia. E ainda tem imbecil que acredita