28 de junho de 2026

MP de Goiás acusa Caiado e esposa de improbidade por uso de segurança pública em campanha eleitoral

Ação aponta que mais de 50 policiais militares e aeronaves do estado foram usados para proteger o ex-governador, pré-candidato à presidência, e a mulher, que mira o Senado
Foto: Agência Brasil

MP de Goiás ajuíza ação por improbidade contra ex-governador Ronaldo Caiado, esposa e secretário da Casa Militar.
Mais de 50 PMs foram destacados para proteger Caiado e familiares após mandato, com custo mensal acima de R$ 900 mil.
Portaria que ampliou segurança a familiares é considerada inconstitucional; MP pede ressarcimento e responsabilização.

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O Ministério Público do Estado de Goiás entrou com ação por improbidade administrativa contra o ex-governador Ronaldo Caiado, sua esposa Maria das Graças Landim de Carvalho Caiado, conhecida como Gracinha, e o coronel Marco Aurélio Godinho, secretário-chefe da Casa Militar do estado. Segundo a promotoria, os três são responsáveis pelo uso irregular de recursos públicos para financiar a segurança pessoal do casal durante o período de campanha eleitoral.

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De acordo com a ação, mais de 50 policiais militares foram destacados para a proteção de Caiado e de familiares após o encerramento de seu mandato como governador, em 1º de abril de 2026, número considerado pelo MP “significativamente superior” ao padrão historicamente adotado pelo estado. O custo mensal ultrapassa R$ 900 mil. Além do efetivo policial, foram utilizados veículos oficiais, passagens aéreas, hospedagens, diárias e aeronaves pertencentes ao governo de Goiás.

O ponto central da acusação é uma portaria assinada pelo próprio coronel Godinho no mesmo dia em que assumiu o cargo, e também no mesmo dia em que Caiado deixou o governo. O documento, de número 084/2026, ampliou o rol de beneficiários da segurança estatal para incluir não apenas o ex-governador, mas também a esposa e outros familiares.

Para o MP, a portaria é inconstitucional e foi criada para contornar as limitações previstas na Constituição do Estado de Goiás.

A ação destaca ainda o contexto político em que os fatos ocorrem: Caiado está em campanha pela presidência da República, o que exige deslocamentos por todo o país, enquanto Gracinha articula candidatura ao Senado Federal. Para a promotoria, a coincidência entre o uso da estrutura de segurança pública e as atividades de campanha reforça o caráter irregular da situação.

O MP pede ressarcimento integral dos danos ao erário, a declaração de inconstitucionalidade da portaria e a responsabilização dos três réus por atos de improbidade administrativa que, segundo a ação, lesaram o patrimônio público e violaram os princípios da administração pública.

Confira o documento na íntegra:

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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