21 de julho de 2026

Sâmia propõe proibir publicidade de plataformas de conteúdo adulto no esporte

Projeto altera a Lei Geral do Esporte para proibir publicidade e patrocínio de plataformas de conteúdo adulto em eventos, arenas e uniformes
Deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP). Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados

Deputada Sâmia Bomfim apresentou PL que proíbe publicidade de conteúdo pornográfico em eventos e uniformes esportivos.
Projeto altera Lei Geral do Esporte para vetar patrocínio de empresas de conteúdo adulto e serviços sexuais no esporte.
PL 3782/2026 tramita na Câmara e visa impedir naturalização da publicidade adulta em espaços esportivos com apelo social.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) apresentou à Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 3782/2026, que proíbe a publicidade comercial e o patrocínio de empresas e plataformas digitais voltadas à divulgação de conteúdo pornográfico ou à intermediação de serviços sexuais em eventos esportivos e nos uniformes de clubes e entidades esportivas.

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O texto altera a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023) e veda a publicidade e o patrocínio de empresas cuja atividade econômica envolva a produção, divulgação, comercialização ou disponibilização de conteúdo pornográfico ou adulto de natureza sexual, bem como a oferta, promoção ou intermediação de serviços sexuais.

A restrição alcança uniformes de clubes, arenas, placas publicitárias, painéis eletrônicos, transmissões audiovisuais, conteúdos digitais e materiais promocionais vinculados a eventos esportivos.

O projeto também afirma que a medida não interfere na livre iniciativa nem busca regulamentar ou restringir as atividades das empresas atingidas, limitando-se a impedir sua publicidade em eventos esportivos e nos uniformes de clubes e entidades esportivas.

A iniciativa foi apresentada em meio ao crescimento desse tipo de patrocínio no futebol brasileiro. Na justificativa do projeto, a parlamentar cita como exemplos a presença da Fatal Model em clubes da Série B do Campeonato Brasileiro, como CRB, Vila Nova e Operário, além do Esporte Clube Vitória, que estampou em diferentes momentos as marcas Fatal Model e Skokka.

Em janeiro de 2026, a marca Fatal Model também fechou patrocínio com o Clube do Remo, que voltou a disputar a Série A do Campeonato Brasileiro após mais de 30 anos. Recentemente, o principal nome dentre os times patrocinados pela marca é o Corinthians, que possui um contrato válido com a Fatal Model até o fim de 2027 com exposição nos uniformes das equipes de futebol masculino, futsal e basquete.

“O futebol e o esporte ocupam um espaço de enorme relevância social e reúnem milhões de crianças, adolescentes e famílias. Não faz sentido transformar esse ambiente em vitrine para plataformas de conteúdo adulto ou de intermediação de serviços sexuais. O que propomos não é proibir essas atividades, mas impedir que esse tipo de publicidade seja naturalizado justamente em um espaço que tem função educativa, cultural e de formação”, afirma a deputada.

Além disso, a parlamentar argumenta que o ordenamento jurídico brasileiro já prevê restrições à publicidade de determinadas atividades quando há necessidade de proteção do interesse público. Entre os exemplos citados estão a propaganda de produtos fumígenos, disciplinada pela Lei nº 9.294/1996, e as limitações impostas à publicidade das apostas de quota fixa, conhecidas como “bets”, pela Lei nº 14.790/2023.

Com a apresentação, o PL 3782/2026 inicia sua tramitação na Câmara dos Deputados. A proposta será distribuída às comissões temáticas competentes antes de seguir para votação pelos parlamentares. Caso a Câmara aprove a proposta, o texto segue para o Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.

Leia abaixo a íntegra do PL 3782/2026, apresentado pela deputada Sâmia Bonfim.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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