29 de julho de 2026

Fed mantém juros entre 3,5% e 3,75%, em decisão dividida

Três dirigentes defenderam alta de 0,25 ponto, mas maioria decidiu manter patamar, Kevin Warsh reafirma compromisso com meta de inflação
Sede do Federal Reserve, o Banco Central dos EUA. Foto: Federal Reserve Board.

O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros entre 3,5% e 3,75% nesta quarta-feira (29).
Três membros do FOMC votaram por aumento de 0,25 ponto, enquanto nove optaram por manter os juros.
Presidente Warsh destacou compromisso com meta de inflação de 2% e evitou indicações sobre futuros passos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira (29) manter a taxa básica de juros na faixa de 3,5% a 3,75%, preservando o patamar vigente desde dezembro, mas em decisão que evidenciou a divisão entre os dirigentes da instituição em meio às preocupações persistentes com a inflação.

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Embora a manutenção dos juros já fosse esperada pela maior parte do mercado, três integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) votaram a favor de um aumento de 0,25 ponto percentual, enquanto os outros nove membros, incluindo o presidente do Fed, Kevin Warsh, optaram por manter a política monetária inalterada.

Votaram pela elevação dos juros a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, e a presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan.

No comunicado divulgado após a reunião, o Fed afirmou que a atividade econômica continua crescendo em ritmo sólido, apesar das incertezas associadas, entre outros fatores, ao conflito no Oriente Médio.

O texto repetiu praticamente a mesma avaliação divulgada na reunião de junho e não trouxe sinais claros sobre a possibilidade de novas altas de juros ainda este ano.

A ausência de mudanças na comunicação reforçou a estratégia adotada por Kevin Warsh desde que assumiu a presidência da instituição: evitar oferecer indicações antecipadas sobre os próximos passos da política monetária.

Durante entrevista coletiva, Warsh enfatizou que o banco central continua comprometido com a meta de inflação de 2%, apesar de os preços permanecerem acima desse objetivo há vários anos. Segundo ele, o Fed não trabalha com uma meta implícita mais elevada para acomodar a inflação.

O presidente da autoridade monetária reconheceu que o processo de convergência dos preços será gradual e afirmou que alguns meses de inflação mais baixa não são suficientes para compensar um período prolongado de alta acima da meta.

Kevin Warsh também defendeu uma redução do chamado forward guidance, prática pela qual bancos centrais sinalizam previamente os rumos futuros da política monetária. Segundo o presidente do Fed, permitir que os mercados reajam às informações econômicas sem antecipações excessivas pode contribuir para uma melhor formação dos preços dos ativos financeiros.

Com informações da Axios

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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