6 de novembro de 2026

TSE abre investigação contra chapa Lula/Alckmin por suposto abuso de poder político

Ação do Partido Novo questiona medidas provisórias e decretos que ampliaram benefícios em 2026; corregedor ressalta que decisão não reconhece irregularidade
Lula no Rio de Janeiro - foto de Ricardo Stuckert

TSE aceitou pedido do Partido Novo para investigar Lula e Alckmin por possível abuso de poder político nas eleições.
Corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva determinou notificação para defesa em cinco dias, sem reconhecer irregularidades.
Partido Novo alega que 35 atos normativos com benefícios sociais foram editados em período eleitoral, indicando possível desvio.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolheu pedido do Partido Novo e determinou a abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O objetivo é apurar se houve abuso de poder político nas eleições deste ano, em razão da edição de medidas provisórias e decretos que criaram ou ampliaram benefícios sociais e econômicos durante o ano eleitoral.

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A decisão de admissibilidade foi assinada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou a notificação de Lula e Alckmin para apresentarem defesa no prazo de cinco dias.

A decisão, porém, não significa reconhecimento de irregularidade. Cueva apenas entendeu que a petição inicial cumpre os requisitos legais para que a investigação seja processada. A análise sobre a existência de abuso de poder político ficará para depois da apresentação das defesas e da instrução do processo.

Novo

Segundo a ação, entre 1º de janeiro e 16 de outubro, Lula editou 35 atos normativos, entre medidas provisórias e decretos, que criaram ou ampliaram benefícios à população ou trataram de temas de grande apelo popular.

O partido afirma que o volume é expressivo em comparação com os anos anteriores do mandato. De acordo com o levantamento apresentado, foram 17 atos dessa natureza em 2023, quatro em 2024 e 14 em 2025. Ou seja, o total registrado até outubro de 2026 equivale à soma de todas as medidas identificadas nos três anos anteriores.

Para o Novo, a concentração das iniciativas no período eleitoral indica desvio de finalidade no uso da estrutura administrativa do governo federal. A legenda sustenta que a proximidade entre a implementação dos benefícios e a votação pode ter favorecido eleitoralmente a chapa presidencial.

O partido argumenta ainda que a configuração do suposto abuso não depende apenas da quantidade de medidas, mas também do momento escolhido para anunciá-las e implementá-las. Segundo o Novo, manipular o cronograma de concessão de benefícios perto das eleições pode caracterizar abuso de poder político.

A legenda pede que o TSE reconheça a prática de abuso, casse os registros ou diplomas de Lula e Alckmin e declare a inelegibilidade de ambos por oito anos após a eleição.

Requisitos legais

Ao admitir o processamento, o corregedor-geral considerou que o Novo tem legitimidade para propor a ação, conforme o artigo 22 da Lei Complementar 64/1990, que regula as investigações judiciais eleitorais.

Cueva também entendeu que a ação foi apresentada dentro do prazo, antes da diplomação dos eleitos, e que a petição descreve fatos determinados, identifica os atos normativos questionados e traz estimativas de custo das iniciativas.

Outro ponto avaliado foi a documentação anexada. Segundo a decisão, o partido apresentou levantamentos comparativos das medidas editadas entre 2023 e 2026, cópias dos atos questionados, notas técnicas de consultorias orçamentárias e reportagens jornalísticas.

Para o ministro, esses elementos são suficientes para delimitar o objeto da investigação e permitir que os investigados exerçam o direito de defesa.

Cueva deixou para um momento posterior a análise dos pedidos de requisição de informações e documentos a órgãos públicos, bem como a possibilidade de juntada de documentos supervenientes.

*Com informações do Conjur.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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