e tal beleza flui teu corpo cru
que nego-me a revê-la de manhã.
a tua assaz tamanha reticência
é um valor de ossos, todo então.
cabe dizer-te cada coisa nua
que a amplidão da fala me apavora.
se te contemplo, dizes-me mistério
se te revelo, nada me revela.
tanta beleza soa falsa e dela
arranco meu tropeço, minha noite.
a goela se apavora, a nua cara
de visgo, teu passo de cadela.
romério rômulo

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