Para cumprir a meta determinada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a Argentina lançou a terceira versão do dólar soja na última segunda (28), medida que almeja ainda aumentar as reservas internacionais e incentivar a exportação de produtos agroindustriais do país.
De acordo com a imposição do fundo internacional, a Argentina tem de fechar o ano com US$ 5,6 bilhões em reservas líquidas. Segundo o jornal Clarín, o montante hoje soma US$ 4 bilhões e pode chegar a US$ 7 bilhões caso a expectativa do lançamento seja atingida.
Enquanto o câmbio oficial determina que a moeda americana vale 166 pesos, até 31 de dezembro, o dólar soja tem cotação fixa de 230 pesos, valor inferior às versões de julho (160) e setembro (200).
“Enxergamos essa nova condição como uma melhora que, mesmo que temporária, terá impacto direto no preço da soja no mercado interno”, disse Gustavo Idígoras, presidente da Câmara da Indústria do Petróleo e do Centro dos Exportadores de Grãos (Ciara-CEC) à imprensa do país.
Resistência dos produtores
A notícia, no entanto, vai de encontro às expectativas dos produtores. “Não nos enganemos, o governo não faz isso para favorecer o campo, mas porque é a única forma que tem de arrecadar dólares”, disse Jorge Chemes, presidente das Confederações Rurais Argentinas (CRA).
Segundo Nicolás Pino, titular da Sociedade Rural, o governo apenas age em benefício próprio, contrariando as expectativas dos produtores, que produtores querem receber o preço internacional do produto, tendo em vista que o câmbio é único.
O dólar soja é uma das 15 variações de cotação da moeda americana, medida criada pelo governo para aumentar as reservas internacionais. O Dólar Catar, para compras com cartão de crédito e débito maiores de US$ 300 por mês, e o Dólar Coldplay, cotado a 200 pesos, são duas dessas variações.
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