Os chilenos rejeitaram, por ampla margem (62% a 32%), a proposta de nova Constituição, em votação neste domingo (4). Com isso, continua válida a Carta do regime autoritário de Augusto Pinochet.
No final da noite, com 99,97% das urnas apuradas, o placar era de 61,86% pela reprovação e 38,13% pela aprovação do novo texto.
Em meio a reprovação, o presidente Gabriel Boric – que apoiava a nova Constituição – convocou uma reunião com todos os partidos nesta segunda-feira (5), às 16h (17h em Brasília).
Pelo menos13 milhões de eleitores chilenos votaram em plebiscito, com participação recorde nas urnas, em razão da implementação do voto obrigatório.
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A nova Constituição defendia um “Estado social e democrático de direito”, com foco nos direitos sociais sobre a saúde, educação, meio ambiente, previdência, defesa dos direitos das mulheres – como o aborto – e diretos dos indígenas.
Apesar do resultado deste domingo, deve haver pressões para que haja algum acordo político para alterar a proposta ou propor uma nova versão do texto que foi votado.
O processo
O processo pela nova Constituição começou em 2019, quando o Chile passou por uma onda de manifestações, que teve forte repressão policial.
À época, em resposta aos atos, o governo decidiu fazer uma votação a respeito de uma nova Assembleia Constituinte.
Em 2020, os chilenos votaram para fazer uma nova Constituição. No ano seguinte, os constituintes foram eleitos para redigir o novo texto que chegou a 178 páginas, com 388 artigos e 54 normas transitórias.
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