Estados Unidos Invadem a Venezuela e Capturam Nicolás Maduro
por Luis Filipe Chateaubriand
Na madrugada de 02 de Janeiro para 03 de Janeiro de 2026, os Estados Unidos da América invadiram a capital venezuelana, Caracas, e capturaram o mandatário local, Nicolás Maduro.
Foi uma operação com serviço de inteligência exemplar, mas, antes de tudo, ilegítima.
Está óbvio que a estrutura política da Venezuela é dotada de impropriedades, vilipêndios aos cidadãos, autoritarismo.
Trata-se de problema que cabe à Venezuela e aos venezuelanos, e não a estrangeiros e, especialmente, aos Estados Unidos da América.
A captura de Maduro teve ações espetaculares e o ex-Presidente está sendo conduzido a Nova York por navio, onde ficará sob custódia e será julgado à luza da lei norte-americana.
Se repete um roteiro, embora com mais veemência, que já foi cumprido na Líbia, no Iraque, no Afeganistão.
O motivo alegado para a deposição de Nicolás Maduro pela força seria combater o tráfico de drogas, já que, pretensamente, a Venezuela seria ponto estratégico para distribuição destas para os Estados Unidos da América.
Falso.
Venezuela não é produtora significativa de drogas.
O motivo real objetivo é, na verdade, o petróleo.
Produtora contumaz do “ouro negro”, a Venezuela tem optado por uma política para o setor que não é conveniente para a grandes empresas petrolíferas norte-americanas estabelecidas no país.
Mas outo motivo, subjetivo, que também concorre para o ocorrido é que os investimentos chineses na América Latina são significativos, crescentes, vultosos.
A China ajudou a construir, no Peru, um porto de primeiríssima grandeza e tem planos de construir, no Brasil, uma malha ferroviária que seja conectada a este porto – em um dos diversos investimentos previstos pelos chineses para nossa região.
O recado dos Estados Unidos da América para a China é duro e direito, sobre a América Latina: “este quintal é nosso, não de vocês”.
Colômbia, Cuba e Irã serão os próximos alvos?
A ver.
Luis Filipe Chateaubriand é professor de Administração Estratégica e autor do livro “Futebol Brasileiro: Um Novo Projeto de Calendário”.
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Carlos
3 de janeiro de 2026 8:48 pmMe pareceu algo combinado.