A dinâmica parlamentar da crise e a omissão da esquerda, por Aldo Fornazieri

A dinâmica parlamentar da crise e a omissão da esquerda

por Aldo Fornazieri

Em termos políticos, o Brasil é um dos países mais esquisitos do mundo. Ocupa uma das primeiras posições no ranking das desigualdades sociais e, contudo, essa ignominiosa condição não se traduz em indignação, em ação em luta política. Nunca fomos capazes de fazer uma revolução social e nem uma revolução política. Somos uma sociedade acostumada ao mando. Primeiro, ao mando dos colonizadores, dos senhores de engenho; depois, ao mando dos coronéis das oligarquias estaduais, enfim, ao mando de um rosário de chefes, delegados, empresários, empreiteiros, prefeitos, paramentares, padres, pastores, doutores etc. Uma visceral disposição para mandar de alguns e de obedecer dos muitos.

As lutas sindicais, com uma exceção aqui outra acolá, terminam em bom convívio entre o trabalho e o capital. No campo, em que pese toda a violência, prevalece o mando do senhor das terras. Quando os representantes dos trabalhadores chegam ao poder, verifica-se o bom convívio, os bons modos, a conciliação.

No Brasil, o Estado sempre foi tudo: criou, serviu e serve o capital; mais dele do que das lutas sociais descenderam alguns parcos direitos e políticas sociais; fez banqueiros, empreiteiros e os grandes conglomerados da agroindústria (vide a JBS); salvou os cafeicultores, os usineiros e os trambiqueiros em geral. Grosso modo,  o dinheiro tem uma via única: sai do suor dos trabalhadores e dos pobres, vai para o Estado e daí para os ricos.

Em que pese as brutais desigualdades e tragédias sociais, os principais conflitos políticos se situam no teatro do Estado e nas suas instituições. Lá é o espaço onde os interesses sociais e econômicos são decididos e onde as decisões são descendidas para um povo acostumado ao mando  e resignado à obediência. O teatro do Estado expressa a aparência da tragédia real e, ao mesmo tempo, é o real que a constitui. No Brasil, a política é autônoma quase que no sentido estrito do termo. Lá os partidos representam a si mesmos, não têm lastro social, ou representam quadrilhas. Servem os diversos grupos do capital, destinam migalhas aos mais pobres. Lá indivíduos e grupos criam sublegendas dentro dos partidos, bancadas específicas que atravessam vários partidos e surgem políticos que representam a si mesmos.

No Brasil não tivemos a impetuosidade de uma revolução burguesa, não tivemos a êxtase da fúria destruidora do jacobinismo, não tivemos uma revolta camponesa, uma rebelião de escravos, uma guerra da independência, uma revolução republicana. Não tivemos nem a fantasia e nem a poesia da emancipação proletária. Tivemos golpes, presidentes que não terminam os seus manados e quase nenhuma resistência popular

A dinâmica parlamentar da crise e a segunda derrota das esquerdas

Talvez a autonomia do teatro do Estado e esta tipologia do par mando/obediência expliquem, ao menos em parte, a conduta das esquerdas e das forças progressistas no processo do golpe-impeachment. Note-se, antes de tudo, que o capital ficaria com Dilma se esta tivesse mostrado capacidade de articular a governabilidade com o Congresso e se tivesse feito um ajuste fiscal que fosse satisfatório para os seus interesses. Desembarcou do governo Dilma e embarcou no governo Temer que, para se viabilizar, prometeu reformas retrógradas. Agora, pode desembarcar do governo Temer para embarcar no governo de Rodrigo Maia ou de outro qualquer, desde que haja uma continuidade da política econômica. Este mesmo capital que financiou quase todos os partidos extraindo recursos do Estado.

A dinâmica do golpe teve um elevado grau de autonomia em relação a esses interesses. Por um lado, foi articulado pelos caprichos individuais de Aécio Neves que queria “encher o saco do PT”. Por outro, foi ardilosamente construído pela quadrilha do PMDB, liderada por Temer, que queria tomar o poder para continuar cometendo crimes e para garantir o foro privilegiado para alguns de seus membros.

Tudo isto se articulou, com acordos e desacordos, com o Partido do Estado, que também tem seus grupos específicos internos. O Partido do Estado é constituído pelo Ministério Público, pela PGR, pela PF, pelo STF e outros setores do Judiciário. O Partido do Estado sempre se articula quando o sistema político entra em colapso pela via da ingovernabilidade e da corrupção. Em vários momentos, o Partido do Estado foi representado pelas Forças Armadas, que agora ficaram à margem da crise.

Desde o início do processo do golpe as esquerdas e as forças progressistas ficaram na defensiva, seja por incompreensão da conjuntura, por arrogância, por incompetência ou por covardia. Perderam as ruas e, sem forças sociais organizadas e mobilizadas, o governo Dilma foi derrubado. Naquele momento, a decisão política combinou mobilização de rua e agregação de força paramentar em favor do golpe.

Consumado o golpe e com o governo ilegítimo caminhando para um isolamento social crescente, as oposições não tiveram capacidade para impor uma dinâmica das ruas para protagonizar um evento de mudança política. A partir disso, a política brasileira voltou ao seu leito tradicional, ao teatro do Estado.

O governo foi sendo sustentado pelo Congresso, aceito pelo mercado, mas acossado pelo Partido do Estado confrontado pela quadrilha de Temer, determinada a esvaziar a Lava Jato. As ruas passaram a ficar de fora desse processo, sem protagonismo, e as esquerdas, sem força congressual,  tornaram-se expectadoras das lutas e dissensões alheias. Sem as ruas, a demanda pelas diretas já está inviabilizada e FHC tornou-se quase o principal defensor dessa consigna. Se as reformas forem freadas não será pela forças das ruas, mas pelas conveniências eleitorais dos partidos e dos políticos que derrubaram Dilma. Isto fica evidente nos movimentos de Renan Calheiros, que é uma espécie de líder informal das oposições.

Independentemente de qual for o desfecho de Temer, as oposições saem derrotadas. Se Temer permanecer no governo, será a continuidade da derrota do golpe. Se Temer sair, será algo decidido sem a participação das oposições e sua substituição não passará de um rearranjo de nomes para dar continuidade à mesma política, ao mesmo bloco de poder, cada um visando se posicionar em relação a 2018.

No Brasil não há nenhuma revolução à vista, nenhuma transformação social profunda no futuro próximo, nenhum caminho promissor de justiça e de igualdade. Não temos heróis para ressuscitar para que possam glorificar novas lutas, não há fantasias para exagerar, nem espectro da revolução e menos seu espírito. O que há é uma contínua comédia política para acobertar a normalidade trágica da realidade. Normalidade trágica porque naturalizamos a tragédia social do país e seu modo violento de ser. Parece que os nossos políticos se sentem mais confortáveis com a máscara da comédia política  para dançar no baile brasiliense, fruição prazerosa que esconde o mal-estar da sociedade. E nós, que estamos nas planícies, nos entretemos, nos distraímos, com as danças cínicas dos planaltos.

Para encontrar um caminho promissor de mudanças, precisamos criticarmo-nos constantemente a nós mesmos, interrompendo esta paralisia, esta marcha para o retrocesso, este olhar fixo num passado inglório. Precisamos encarar com sobriedade e responsabilidade o fracasso das forças progressistas na história do Brasil. Fracasso que se traduz nesta desigualdade inaceitável, nos precários direitos, nos poucos avanços e nas muitas derrotas.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).

 

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19 comentários

  1. Caríssimo,
    Tirando o exagero

    Caríssimo,

    Tirando o exagero de que não tivemos rebeliões de escravos, nem camponesas, concordo com sua avaliação de que, mais uma vez, as assim chamadas esquerdas, no mínimo, se omitiram (particularmente considero que foram cumplíces) em um momento crucial de nossa História e, também, mais uma vez deu no que deu. Pois é, o que me espanta é a repetição do mesmo discurso do não (não tivemos, não fizemos…) numa clara adesão ao complexo de vira-lata que nossas oligarquias tanto se esforçam em propalar. Que tal se, para a superar a situação descrita no texto, nossas “esquerdas” passassem a pensar e agir como esquerdas: em vez de condenar o povo brasileiro por não fazer a revolução que elas (as tais “esquerdas”) sabem como deve ser, passassem a valorizar a capacidade  de resistência deste mesmo povo a 500 anos de poder, quase sempre discricionário e violento, de nossas oligarquias? Que tal ouvir o povo (não para dissertação ou tese) e tentar aprender suas estratégias de sobrevivência e luta diária, sentar junto, dividir angústias e expectativas? Que tal, por pelo menos uma vez, voltar seu imenso cabedal crítico para si e refletir sobre suas responsabilidades na manutenção do status quo, em vez de culpar a suposta mansitude dos brasileiros por tudo que aqui ocorre?

    Lembro sempre que este mesmo povo, com consciência e ação políticas sempre abaixo das expectativas destas que se autodenominam “esquerdas”, quando pôde elegeu os governos mais progressistas (estes, também, sempre menos progressistas do que as “esquerdas” gostariam) que tivemos em nossa História – e não me refiro só aos últimos anos,não – e que agora, após 3 anos de exposição negativa e ataque sistemático à sua pessoa (à direita e à esquerda) elegeria Lula novamente pelo (muitíssimo pouco, dirão as “esquerdas”) que proporcionou ao País e seu Povo. 

    Não, senhoras  e senhores quando a realidade teima em não corresponder ao que achamos que deveria ser,  em vez de criticá-la por isto, podemos tentar transformá-la … tarefa impossível se teimarmos em desqualificá-la.

     

  2. Ficar “passeatando” por aí ou

    Ficar “passeatando” por aí ou realizando “manifestashows” não vai levar a nada, os donos do Partido do Estado não estão nem aí com isso. Talvez algum dia surjam líderes que não tenham medo de dizer que é preciso chegar às vias de fato, não só no brasil, mas em toda a América Latina.

  3. Sectarismo: o veneno da justiça social

    O maior problema da esquerda é consumir quase toda sua energia no embate político no interior das instituições (parlamento, academia, sindicatos…). Cada grupo tem a sua “solução verdadeira” baseada numa análise histórica realizada por meio de seu “método dialético infalível”. Penso que esta é a origem do sectarismo.

    Se os esclarecidos, conscientes e comprometidos com a justiça social estivessem junto ao povo, vivenciando suas necessidades e compartilhando seus conceitos e seus valores, acredito que estaríamos noutro patamar civilizatório.

     

     

  4. Quando Renan se torna o líder

    Quando Renan se torna o líder informal das oposições é um sinal claro de que há algo muuito mas muuuito errado no país. Mas é lógico que isso aconteça = está bem claro que o grupo de Temer foi posto lá pelos que mandam pra passar reformas que até mesmo os republicanos dos EUA se assustariam. Fazer isso num momento de quase depressão econômica é o mesmo que fazer uma amputação (não necessária) com um serrote e sem anestesia. Isso, para boa parte dos políticos do PMDB significará não ter futuro político nenhum. E no caso de Renan, o filho dele é dono, quero dizer, governador de Alagoas e o próprio Renan tem que se reeleger pra alguma coisa ano que vem pra não ter o risco de ver seu lindo implante, pago por nós, tirado como foi do Eike. Ou seja, o maior fator prum fracasso do PMD em cargos excecutivos em 18 é o paritdo ficar associada às reformas. Então, tirar Temer e pôr Maia é vantajoso pra todos = Maia é do DEM, um partido que sempre pregou essas reformas; portanto, o partido não terá muitos estragos eleitorais. E além disso o PMDB saí de uma posição na qual nunca se deu bem= a de ter os holofotes que o poder central traz. PMDB é o partido das sombras. Ali ele é mestre – vide Cunha. 

  5. O pessemismo e a realidade

    “No Brasil não há nenhuma revolução à vista, nenhuma transformação social profunda no futuro próximo, nenhum caminho promissor de justiça e de igualdade.”

    Essa é nossa triste realidade. E pelo andar da carruagem não vai ser essa geração que fara a tão necessaria revolução brasileira. Os que manipulam os fios do teatro politico e econômico continuarão ainda dando as cartas por muito tempo, sobretudo porque vejo com o coração apertado a situação de Lula nas mãos de Sergio Moro, que o condenara sem nenhuma prova e sera mantida, provavelmente, na segunda instância. O que vira de 2018 não parece, vis-à-vis da atualidade, nada de muito bom. Possivelmente que os fascistas levarão a melhor.

    • O Brasil é mais um sob ataque

      “… nenhum caminho promissor de justiça e de igualdade.” 

           Esse pedaço do texto serve para os diversos países do mundo que estão sob ataque do mesmo inimigo . O inimigo que promoveu o golpe por aqui e está  destruindo nossas poucos avanços sociais, definindo padrões trabalhistas e previdenciários próximos à escravidão, além de se apropriar de nossos tesouros naturais.

          Mas os países centrais da Europa (e até os EUA) estão, gradativamente, destruindo o estado de bem estar social que criaram no pós guerra. E poucos tem noção de quem são os vilões a combater, voltando-se contra governos subjugados.         

          Nosso caso, lógico, é dramático pq  tinha muito ainda por fazer na questão da desigualdade e temos enormes riquezas naturais, alvos da cobiça. Infelizmente, discute-se nosso drama, atribuindo importância demasiada a conflitos internos e a personagens que não passam de meros e descartáveis instrumentos de um poder global avassalador que sequer identificamos.

  6. Desejos e realidade

    Não consegui ler até o final, parece que o autor mora em outro pais. Vou tentar alguns números, mais de 50 mil mortos, assainados por ano, polícia que mais mata no planeta, uma das maiores populações carcerárias do mundo e uma imprensa monopolista praticante devota do pensamento único. Claro que temos um grande vizinho sempre pronto a ajudar contra aventuras populistas. Além disto a oposição de esquerda não tem nem representatividade nem um mínimo de unidade ou projeto.

  7. Nossas esquerdas são reflexos de uma sociedade escravocrata

    Nossas esquerdas são reflexos de uma sociedade escravocrata,e reproduzem interligações entre obediência e mandonismo, seitas e culto aos salvadores da pátria ou pai dos pobres,e aversão imediata ao dissenso e a alternativas ousadas (q sempre contêm riscos).Se surge um Mangabeira Unger,é tido como um bicho exótico q “nada sabe da realidade brasileira” e evita ou é evitado pela chamada inteligencia local(Unger mete o pau no colonialismo cultural da gente).Aldo c/Ruy Fausto,TarsoGenro com outros lançaram e cito 2 entrevistas q sem surpresa o meu comentário não recebe nenhuma estrelinha https://jornalggn.com.br/blog/alexandre-tambelli/a-eleicao-para-a-esquerda-reflexoes-sobre-como-vencer-e-governar-por-alexandre-tambelli

  8. É chegada a hora

     

    Apesar de todo mundo saber, sempre deixamos de abordar o fundamental papel das diversas facções da turma de preto (informação) durante todo o processo do golpe até os dias de hoje, inclusive, das gigantescas badernas por todas as principais capitais, acelerando o desmantelamento da economia e do Governo Dilma/PT, de muita confiança interna e externa, de pleno emprego e grande consumo, inclusive, exercido pelas classes mais desfavorecidas, até então, bem longe de inúmeros produtos mais caros, próprios das classes de maiores poderes aquisitivos.

    Hoje, à beira do desmonte definitivo de nossa economia, com milhares e milhares de desempregados e de falências, rumando para uma guerra civil, bem sabemos do baita erro cometido. Mas, se essas mesmas facções que depuseram Dilma/PT injustamente, tomarem direção patriota retornando para as ruas, o quanto antes, em bombástica oposição ao deslavado Temer e sua quadrilha de corruptos e de entreguistas, quem sabe ainda poderemos evitar as gigantescas privatizações a preços de bananas que estão sendo arquitetada na calada da noite pela quadrilha de Temer, já não bastasse a vergonhosa entrega do riquíssimo campo de petróleo e gás de Carcará, da Petrobras, a preço irrisório. Seria uma forma de redimirem do grave erro cometido, diante Deus, do Brasil e de nosso sofrido povo. Coragem! 

  9. DA DIALÉTICA EMPUNHADA OUTRORA PELAS ESQUERDAS E PROGRESSISTAS

                De repente me veio à lembrança uma aula de dialética onde os ciclos constantes da tese, antítese e síntese são dados como propostas de solução dos conflitos permanentes dos interesses da sociedade, dinâmica por natureza, através das suas representações.

                Trazendo essa fala para a vida prática, aliás, como interessa objetivamente à dialética, e aplicando-a ao campo político, isso implica dizer que o pensamento das esquerdas e progressistas não pode aceitar ser extinto na síntese primária que adotou como se fora sua alternativa única, plano A insubstituível diante do plano B da direita que foi o golpe com viés de perpetuação mas, ao contrário, ela, a síntese primaria, deveria servir de sua nova tese, esboço de um novo plano B, C… até se alcançar o ideal.

                Dito isso, não estariam as esquerdas e progressistas brasileiros aceitando ser levados como boi ao matadouro por ancorarem-se nesse único e exclusivo plano A, a meu ver de conotação masoquista, que é a síntese denominada lulismo e/ou lulopetismo por André Singer, inviável com o sistema de coalizão ora vigente?

                Portanto, se a dialética serviu outrora a essas forças para as percepções que alavancaram suas opções de luta afuniladas por fim no plano A com o PT à frente, porém oras em via de alijamento da arena política por seus contrários, parece-me que está passando da hora delas consensuarem-se em torno do que seria a nova tese posta, a síntese do lulopetismo depurado das concessões à direita, com vistas não só a alcançar, e de modo não efêmero, mas também a preservar as mudanças da nossa cruel realidade, porque navegar é preciso

  10. POR QUE FRACASSAMOS?

    “do processo do golpe as esquerdas e as forças progressistas ficaram na defensiva, seja por incompreensão da conjuntura, por arrogância, por incompetência ou por covardia.”

    Para nós, que já estamos com o saco cheio desse tipo de “progressistas”, acrescentaríamos outra opção às explicações do Aldo, a

    CORRUPÇÃO!

    É isso mesmo! E se nossos ditos “progressistas” estiverem se entupindo de propina, para permitir a venda do Pré Sal e da Petrobrás, uma fortuna em torno de 5 trilhões de DÓLARES, vendida a preço de banana? Afinal, propina paga com ações ao portador nos paraísos fiscais, que não identificam seus proprietários, quando sua origem vem do exterior (petroleiras que querem comprar a Petrobrás), fica impossível de ser rastreada.

    Imaginem essa hipótese, já que não temos  como provar nada. Os gringos chegam com um saco cheio de dólares, jogam na mesa do PT, e perguntam: E aí, vamos vender o Pré Sal?

    Eles olham uns para os outros com os olhos arregalados, e dizem: Não “cumpanheru”, manter a soberania sobre os campos de petróleo é um compromisso histórico do partido, isso seria nosso fim! E despacham os estrangeiros.

    Depois de alguns dias eles voltam com 800 carretas carregadas de dólares, que não cabem nem na quadra poliesportiva do PT, e perguntam: E agora, vamos vender o Pré Sal? 

    Novamente, olham uns para os outros, com os olhos quase saltando pra fora, e dizem: É “cumpanherada”, agora não tem jeito, ninguém é de ferro! Em seguida voltam-se para os gringos, e dizem: Só tem um problema, se vocês não derrubarem a Dilma, ela veta tudo…

    Aí está explicado, porque tanta facilidade! Afinal, o PT entregou o poder de bandeja. Não convocou greve geral, o Lula nem no comício de primeiro de maio (a poucos dias da votação do impeachment) compareceu no Anhangabaú em SP, quando deveriam convocar a greve. Aliás, o governo, que durante seu período elevou o Brasil 10 posições no ranking mundial de qualidade de vida – IDH, não usou a CADEIA NACIONAL DE RÁDIO E TV, nem para dar essa notícia; que dirá para defender-se das absurdas calúnias, e denunciar o novo programa de governo que o Temer fez, sem submetê-lo ao nosso povo; explicando que essa era a essência do golpe de Estado…

    O PT não teve responsabilidade alguma, nem consideração com seus eleitores. Estamos a caminho de outra década perdida, por culpa de suas omissões. A situação é tão grave, que caberia à Dilma acionar a ABIN, e, no menor indício de participação de grupos estrangeiros (algo fácil de se constatar), convocar um estado de sítio, novas eleições gerais, e uma Assembleia Constituinte. Reparem que a ORDEM deve ser mantida acima de tudo, e isso cabe inclusive às Forças Armadas. Porém, a ordem já havia sido rompida. A questão passou a ser de restabelecê-la… 

    Se fizesse isso, contando com apoio das Forças Armadas, não se trataria de golpe militar ou golpe de Estado. Golpe se dá, quando um grupo se aproveita do rompimento da ordem, por vias militares ou não, para se aproveitar da situação, e assumir o controle do país, impondo soluções, sem consultar o povo. Quando se convoca uma Assembleia Constituinte Popular e novas eleições, estamos falando de REVOLUÇÃO!

    POR QUE FRACASSAMOS?

    Porque nossas elites de segundo escalão (empresas médias, profissionais liberais de sucesso, etc), e até de primeiro, são as mais medíocres do mundo. Olham o povo miserável, sentem-se privilegiados, e não querem mudar nada, são ULTRA CONSERVADORES. Por isso fracassaram com Getúlio Vargas, com João Goulart, e agora com a Dilma. E, quem olha para baixo, só pode afundar cada vez mais. Basta olhar para cima, e constatar essa realidade. Afinal, nossas elites não passam de mendigos, quando comparados com os estrangeiros, que ocupam as mesmas funções.

    E esse conservadorismo extremo acaba fazendo com que o país tome um caminho diferente do mundo desenvolvido, onde as elites nacionais aliam-se ao povo, sem medo, sem receio, conscientemente, para fazer valer seus interesses frente ao imperialismo colonialista internacional, que são os mesmos do próprio povo. Essa é a grande diferença entre nós e eles. Imaginem se, desde Getúlio Vargas, o povo tivesse o direito de convocar PLEBISCITOS e REFERENDOS com seus ABAIXO ASSINADOS, como fazem os europeus desde o século 13, e os americanos, desde sua independência…

    Porque nossas esquerdas não exigem esses direitos em seus carros de som, blogs, sites, faixas, e programas de TV, acabamos de responder acrescentando a outra hipótese ao texto do Aldo lá em cima. Afinal, respeitamos a inteligência deles…

    Ou seja, a solução para nossos problemas não passa apenas pela esquerda, é necessário unir interesses com a direita nacionalista, exploradora do mercado interno, que também sofre com o arrocho salarial. E a receita para isso chama-se DEMOCRACIA DIRETA!

     

  11. Não dá ânsias de vômito, mas

    Não dá ânsias de vômito, mas a leitura deste artigo não trouxe nada de útil. A não ser que a crítica à esquerda inclua o próprio crítico.

  12. Políticos e blogs de esquerda fizeram jogo da Globo e da PGR!

    GLOBO E MORO VÃO ELEGER RODRIGO MAIA PRESIDENTE? E TEMER? RUIM SEMPRE PODE PIORAR! (PARTE 1)

    Por Romulus

    Parte (1)

    – Brasil: sucessão de golpes e contragolpes. “Do mal”, mas também “do bem” (!)

    – Segundo turno (literalmente? rs) dos infernos: “Fora, Temer” vs. “Fica, Temer”

    – Notem: a alternativa (?!) é… Rodrigo Maia!

    – Binarismo “do bem”: Globo a favor? Sou contra!

    – Churchill e Simone Veil: aliança ~tática~ até com o diabo, se Hitler invadisse o inferno

    – Parênteses – Siome Veil faz o feminismo avançar até na morte!

     

    Parte (2)

    Item (A): a “rodada” do “jogo” tomada no “atacado”

    – Marco Aurélio Mello e Delfim Netto

    – Núcleo duro debate: a marcha da História política no Brasil: golpes e contra-golpes

    Item (B): a “rodada” tomada no “varejo”

    – Os Juristocratas se autodefinem: Carlos Fernando, Dallagnol e Moro. Sem pudores

    – O vai ou racha do acordão: o HC de Palocci no STF

    – Armas de dissuasão para alvos distintos: “o fantasma de Lula Presidente” vs. “Parlamentarismo já” vs. “intervenção militar”

    – Nas mãos hábeis de peemedebismo, a combinação desse arsenal nuclear incentiva o acordão.

    – O drama dos blogueiros de esquerda: antes “perdidinhos” (?), agora alguns começam a “se encontrar”

    – Mas os políticos ~profissionais~ da esquerda continuam com o… ~amadorismo~.

    – Natural ou (bem) cultivado?

    – Cassandras continuarão gritando e arrancando seus cabelos, mas…

    – O contra-ataque juristocrático e o “lock-in” jurídico: deixar um fait accompli para os seus sucessores

    – A temeridade política de agir como se “toda a direita e todos os neoliberais fossem iguais”

    – Globo e Dallagnol confirmam, revoltados: Lula ~está~ contemplado no acordão!

    – ~Está~: fotografia do momento…

    – E no filme? Lula ainda restará, no final?

    Item (C): golpes do futuro

    – O “lock-in” via Tratado internacional

    – A farsa ~e~ a tragédia da operação “Macron/ En Marche!” brasileiros

    – A blindagem do STF contra um novo Presidente de esquerda

     

    Valha-nos…

    (ao gosto do freguês)

    – … Deus/ Espíritos de Luz/ “Design inteligente”/ “Energias ‘do bem’ ~não~ antropomórficas”/ “Universo”/ caos aleatório randômico…

    – Tá valendo qualquer apelo!

     

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    • “DEMOCRACIA” À IRANIANA (!): O “BENEPLÁCITO” A RODRIGO MAIA

      “DEMOCRACIA” À IRANIANA (!): O “BENEPLÁCITO” DOS PROCURADORES A RODRIGO MAIA

      Por Romulus

      Com uma mensagem aparentemente “contraditória” – (1) “Maia está livre de Cunha e da JBS”, mas (2) “está ~pendurado~ na Odebrecht” – os Procuradores dizem simplesmente que estão dispostos a sair do modo “guerra total”/ “tudo ou nada” em que se encontram.

      “Muito nobres”, resolvem fazer o primeiro gesto e propõem o armistício!

      A sequência lógica é que…

      – Deixam desde já o “convite” – na verdade, ~intimação~… – para… hmmm… “novas conversas”…

      – Já com o ~novo~ governo!

      Tomem nota:

      – Testemunhamos aqui o test drive da “democracia” (aspas!) à Iraniana no Brasil.

      Em que…

      – Cabe a Procuradores, em concurso com o Judiciário – e a Mídia!, dar o beneplácito a candidatos a candidatos à Presidência (!)

      Bem…

      Dar o beneplácito ou…

      – … vetar, né??

       

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