Guerra de mundos: exílio, por Arkx

por Arkx

o Brasil não passa por uma crise, estamos em guerra. o Capitalismo não está em crise, a crise se tornou um modo de governar. se a guerra é o hardware no qual se processa atualmente o Capitalismo, a crise é agora a continuidade da guerra por outros meios.

estamos numa guerra concebida para ser infinita. seja como guerra ao terror, como guerra às drogas ou mesmo como guerra à corrupção. são as muitas guerras travadas no âmbito da grande guerra dos 1% contra os demais.

uma guerra fazendo de populações inteiras refugiados ainda dentro daquele mesmo território ao qual anteriormente denominavam de “pátria”.

é esta crise e esta guerra que padecemos agora no Brasil. não haverá nenhum retorno delas. não há nenhum saída delas. vivemos agora todos no exílio. um exílio do qual já não há nenhum lugar para nos abrigar, e muito menos para voltar.

de nada adiantará nossas bocas procurarem por alguma “Canção do Exílio”. como era mesmo a “Canção do Exílio”?

uma guerra travada contra todos os que não se submeterem incondicionalmente ao projeto interno de “São Paulo Ltda.”, a serviço do modelo global de “USA Incorporation”, executado no Brasil pela força-tarefa da “Lava Jato & Associados”.

(e ainda mais uma vez de nada adiantará explicar aos naturais de São Paulo: uma insistente e arrogante identificação com a casta governante sediada na capital do estado, apenas confirma a cega submissão a um projeto inimigo de seus interesses).

esta guerra planetária da Tirania Financeira global contra o mundo, nos coloca numa encruzilhada e diante de dois portais de entrada: ou o Estado de Exceção permanente, ou um processo de reconstrução radical da Democracia.

com todas as máscaras no chão, e todas as faces reveladas pela guerra, enfim nos damos conta que o inimigo sempre esteve por toda a parte. inclusive no âmago de cada um de nós. na própria constituição de nossa subjetividade, não apenas por nossos valores, mas principalmente por nossos desejos.

é nesta encruzilhada que tentam novamente nos reedipianizar. o desejo como falta. a castração. o controle. cabe a cada um de nós encontrar um outro rumo: o desejo como excesso. a conexão. a vida como contínua criação.

esta é uma escolha coletiva, mas deverá ser tomada por cada indivíduo compondo esta monstruosidade que ousamos batizar de “sociedade humana” .

mesmo após a reconfiguração neoliberal do Capitalismo, a Esquerda prossegue imobilizada pelos obsoletos paradigmas. abatida numa guerra de extermínio, faz de suas últimas palavras uma súplica pela conciliação. frente a uma crise permanente, aspira a um retorno impossível aos anos dourados do keynesianismo. confrontada com a total mercantilização da vida, ainda levanta a patética bandeira de uma “gestão humanitária” do capital.

no Brasil pós-golpeachment a fratura institucional é irreversível. entre o poder instituinte, a soberania do poder do povo, e os poderes constituídos, com todas instituições em colapso, restaram apenas os escombros do Estado Democrático de Direito e os farrapos da Constituição de 1988.

e mais além, o rompimento do tecido social também é irreparável. a casta dominante atirou completamente fora seus derradeiros laços com qualquer projeto de Nação. os grandes empresários cruzam em júbilo a “Ponte para o Futuro”, para levar o país de volta a um status pré revolução de 1930, entregando o Brasil a uma condenação perpétua no modelo neocolonial.

nesta guerra de mundos, a barbárie e a catástrofe são o cotidiano. enfrentamos no dia a dia a guerra climática. já não vivemos no mesmo planeta no qual nascemos. habitamos um mundo alienígena, onde progressivamente se deterioram as condições ambientais para a existência da vida tal a conhecíamos.

experimentamos este processo impactando o funcionamento de nossos corpos através de *sintomas”. estresse crônico. náuseas e tonteiras. distúrbios do sono e problemas de pele. a “doença” da crise ecológica.

não haverá nenhuma saída deste armagedon. avançamos para o holocausto generalizado de espécies, inclusive a nossa própria. sequer precisamos nos angustiar com a morte e a extinção. elas já estão asseguradas. a esperança de nada mais nos vale.

ainda assim, precisamos viver a única vida que temos para viver. como náufragos, vagamos num oceano de infâmia e destruição. ninguém nos apontará nenhum rumo, até mesmo porque ele não existe. então, é preciso criá-lo: um outro jeito de viver.

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29 comentários

  1. Traga-me cicuta

    Lisbon revisited (1926)

     

       Nada me prende a nada.   
       Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo.   
       Anseio com uma angústia de fome de carne   
       O que não sei que seja –   
       Definidamente pelo indefinido…   
       Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto   
       De quem dorme irrequieto, metade a sonhar.  

       Fecharam-me todas as portas abstratas e necessárias.   
       Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua.   
       Não há na travessa achada o número da porta que me deram.   
      

       Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido.   
       Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota.   
       Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados.   
       Até a vida só desejada me farta – até essa vida…  

       Compreendo a intervalos desconexos;   
       Escrevo por lapsos de cansaço;   
       E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia.   
       Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme;   
       Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me naufrago;   
       ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso.  

       Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma…   
       E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei,   
       Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa   
       (E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas),   
       Nas estradas e atalhos das florestas longínquas   
       Onde supus o meu ser,   
       Fogem desmantelados, últimos restos   
       Da ilusão final,   
       Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido,   
       As minhas cortes por existir, esfaceladas em Deus.  

       Outra vez te revejo,   
       Cidade da minha infância pavorosamente perdida…   
       Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui…  

       Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,   
       E aqui tornei a voltar, e a voltar.   
       E aqui de novo tornei a voltar?   
       Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram,   
       Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória,   
       Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim?  

       Outra vez te revejo,   
       Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.  

       Outra vez te revejo – Lisboa e Tejo e tudo -,   
       Transeunte inútil de ti e de mim,   
       Estrangeiro aqui como em toda a parte,   
       Casual na vida como na alma,   
       Fantasma a errar em salas de recordações,   
       Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem   
       No castelo maldito de ter que viver…  

       Outra vez te revejo,   
       Sombra que passa através das sombras, e brilha   
       Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,   
       E entra na noite como um rastro de barco se perde   
       Na água que deixa de se ouvir…  

       Outra vez te revejo,   
       Mas, ai, a mim não me revejo!   
       Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,   
       E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim –   
       Um bocado de ti e de mim!… 

     

                                                 Álvaro de Campos

    • guerra de mundos: exílio

      ->Traga-me cicuta

      e por que não absinto?

      “Sentir tudo de todas as maneiras,

      […]

      E depois dêem-me a cela que quiserem que eu me lembrarei da vida.”

      “A Passagem das Horas”- Álvaro de Campos

      .

  2. Nem tudo está perdido.
    Os

    Nem tudo está perdido.

    Os mesmos que fazem esta guerra contra o povo estão guerra com a natureza, um inimigo silencioso e avassador.

    O aquecimento global provocará o aumento do nível do mar. Este levará ao desaparecimento das áreas costeiras onde os capitalistas tem suas propriedades milionárias em cidades que, não por acaso, também são portuárias.

    No Rio de Janeiro, quando desaparecerem os prédios de alto padrão e o porto na orla restarão os mocambos pindurados nos morros. Os novos favelados terão que disputar espaço e alimentos com os menos favorecidos. 

    Em São Paulo os consumidores de alto padrão ficarão sem seus carros, roupas, jóias e eletro-eletrônicos importados, pois o Porto de Santos desaparecerá (para infelicidade geral dos políticos que enriquecem desonestamente explorando operações portuárias clandestinas). 

    A construção de novos portos será demorada. A reativação da economia global que produz pobreza e luxo será impossível, pois os aviões não conseguirão transportar o que os barcos transportavam. 

    A luz no fim do túnel é a vingança natural inevitável que não pode ser nem interrompida, nem subornada, nem controlada, nem adiada e nem removida do horizonte com doses cavalares de cocaína.

    Se o capitalismo global é uma doença, o aquecimento global é a cura. Vou, portanto, desregular meu carro para poluir ainda mais o meio ambiente. Esta é a única forma de ganhar a guerra imposta a mim por capitalistas que não conheço e que provavelmente não quero conhecer. 

    • Se toda essa guerra está

      Se toda essa guerra está sendo feita para que os pobres paguem pela crise do capitalismo, não acha que os pobres pagarão pelo aquecimento global ??

      • Eles certamente pagarão.
        Mas

        Eles certamente pagarão.

        Mas os ricos não deixarão de pagar.

        Todavia, os pobres estão acostumados a levar ferro.

        O mesmo não se pode dizer dos ricos.

        Logo, eles sofrerão mais do que imagina a sua vã filosofia. 

    • guerra de mundos: exílio

      -> Se o capitalismo global é uma doença, o aquecimento global é a cura.

      -> e nem removida do horizonte com doses cavalares de cocaína.

      -> Esta é a única forma de ganhar a guerra

      Fábio,

      estava eu hoje na hora do almoço passando pelo Largo da Carioca, no Rio. poucos passos à minha frente tinha uma mulher negra e pobre, de mãos dadas com uma garotinha de uns 8/9 anos.

      a mulher insistia com a menina para se acalmar e não se preocupar. afinal, ela argumentava, “o exame não tinha dado nada”.

      coloquei-me andando ao lado da mulher. assim pude entender do que se tratava. a menina reclamava de seus ouvidos. estavam “fechados”  e com “zumbidos”.

      não pude me esquivar de participar da conversa. assegurei às duas que, como o exame nada acusara, era um típico caso de “sintomas” dos desequilíbrios climáticos. este tipo de sensação nos ouvidos, também acompanhados de tonturas, como numa labirintite, estão se tornando muito comuns.

      os tempos estão mudando. e rápido.

      grande abraço

      .

       

  3. Caro Arkx

    Gostaria de repostar tua análise em meu blog pois está brilhante e dar uma pequena ajuda pois veja nesta guerra do extado de exceção como a guerra da emancipação  da humanidade dos tempos negros da selvageria para os novos tempos da consciencia cósmica.

    Enxergo nestes tempos não um fim, mas o começõ do fim, quando as esperanças trazidas pelo iluminismo e a rápida evolução com os novos tempos, trouxe a contradição do estado selvagem que o homem vive com o novo estado que a ciencia nos prometeu mas que ainda não conseguimos edificar. Nesta transição o homem teve de fato a escravatura abolida, mas as promessas de homem livre nunca vingaram pois o poder que mantinha aquela estrutura ainda persiste: alguns homens ainda são mais iguais que outros e como consequencia ainda brigamos por ser mais igual.

    O efetivo estado de direito só é possivel com a efetiva abolição do mais igual. conseguimos a liberdade pela verdade que a cincia nos proporcionou mas ainda somos lobos do próprio homem.  Mas os tempos chegaram, amigo, a promessa de tordos sermos iguais está vencendo, somos mais livres, estado de direito já é ar para muitos de nós, de fato as esquerdas estão preplexas pois crescemos, crescremos, fizemos o papel da social democracia mas nos anos que vivemos os selvagens perceberam que irão perder a condição de mais igual. Por isso eles estão tentando rasgar a história mas a história irá rasgar este tecido que voce bem apontou.

    Precisamos de um novo paradigma, um novo modi operanti que permita de facto o sepultamento do capitalismo e a possibilidade de construirmos o socialismo.

    • guerra de mundos: exílio

      -> os novos tempos da consciencia cósmica.

      ->Precisamos de um novo paradigma, um novo modi operanti que permita de facto o sepultamento do capitalismo e a possibilidade de construirmos o socialismo.

      é verdade. precisamos. só que estamos em meio a uma guerra de extermínio. aqui no Brasil, o aniquilamento ainda é de direitos. na Síria, um país inteiro foi destruído e toda uma população levada a se refugiar. não que Assad não seja também parte da tropa de dos assassinos.

      as próximas eleições no Império serão mais um capítulo desta guerra. acabei de ler as declraçòes de Hillary (não que Trump seja opção, esclareço):

      “Para se ter uma zona de exclusão aérea, se tem que tirar todas as defesas aéreas, muitss dos quais estão localizados em áreas povoadas. […] nossos mísseis matarão um monte de civis.”

      Did Hillary Call for ‘Killing a Lot of Civilians’ in Syria During the Debate?

      abraços

  4. Só nos resta cantar a música

    Só nos resta cantar a música do Doutor. Fantástico. Um dia nos encontraremos, ricos e pobres…em algum lugar. Um lugar que sobrar.

  5. A nova onda

    Mas o que foi que nos trouxe até aqui exatamente. Internamente, podemos dizer o julgamento do mensalão, as manifestações de 2013… Lava Jato. E no mundo? O que veio antes disso ? A crise do petroleo ? A crise de subprimes ? A crise da credibilidade politica? Ha varias explicações, mas ainda não sabemos quais os fatores que nos deixaram praticamente num sistema sem chão. Todos com muito medo de dar um passo em falso e ser fatal. Exilio não sei, mas que vamos ter que encontar nova forma de coabitação, ah, isso vamos.

    • guerra de mundos: exílio

      ->Mas o que foi que nos trouxe até aqui exatamente.

      em minha nada modesta opinião (mas sempre modestamente aberta a reconsiderações), o que até aqui nos trouxe foi a completa financeirização da economia, completando um ciclo do capitalismo. é impossível transformar tudo e todos em mercadoria. abraços.

      .

  6. Infelizmente a sociedade se

    Infelizmente a sociedade se destrói quando confrontada com o medo. No medo nos tornamos animais, cada um salva a sua cria, quando muito.

    E o 1% propaga o medo. Nada mais conveniente que crises de refugiados, terrorismo, drogas, violência, AIDS, H1N1, ebola, dívida e NÃO PODER CONSUMIR.

    Mas há muita gente que já saiu da matrix, que acordou para esse modus operandi do 1%. Hillary já estaria eleita em outros tempos, mas o sistema já sofre para elege-la. São Paulo, apesar de tudo, mostrou-se vulnerável porque lá vale mais o “poder de compra” que qualquer outra coisa.

    Mas uma coisa é certa. Não será por meios republicanos que encontraremos a saída dessa zona.

     

    • guerra de mundos: exílio

      -> Mas uma coisa é certa. Não será por meios republicanos que encontraremos a saída dessa zona.

      não, não será pelo “republicanismo”. será pelo enfrentamento. afinal, estamos numa guerra. mas ainda assim este enfrentamento não pode ser suicida. há muitas formas de guerra. a nós nos cabe um resiliente “enfrentamento assimétrico”. abraços.

      .

  7. Por estes dias estive

    Por estes dias estive pensando muito em Dante Aleghieri, de uma passagem de sua imortal obra em especial, aquela em que o poeta, acompanhado por Virgílio, está prestes a entrar no Inferno. Antes de entrar ele lê a uma mensagem que resume o mundo que vamos começar a viver: “Abandonem as esperanças vós que aqui entrais”. 

    • guerra de mundos: exílio

      ->”Abandonem as esperanças vós que aqui entrais”.

      a esperança de fato não é mais o que nos move. as mudanças climáticas são irreversíveis. mesmo se instantaneamente cessassem, por exemplo, todas as emissões de CO2, a quantidade já acumulada é suficiente para efeitos catastróficos.

      então precisamos de uma outra motivação para continuar vivendo que não a pura e ingênua esperança. a solidariedade radical, quem sabe? abraços.

      .

  8. Chapado

    Caramba, Arkx, teu texto me deixou chapado. Tenho tido sonhos pavorosos. Aquele tal “real” insimbolizável está vindo à tona e o bicho é muito feio. Inexiste outra alternativa senão enfrentá-lo com a ajuda dos nossos amigos-irmãos. E sendo enfrentado vi de esguelha o bicho comer sua própria boca, e partes do corpo numa autofagia decididamente horripilante. E o que é ainda também impressionante é que em seguida ao ato de autodevorar-se o monstro reapareceu bem mais mansinho, deslizando de fininho como o dragão para sua gruta ou seja lá o que aquilo for. A parada é realmente pesada e teremos que nos reinventar. 

    • -> E o que é ainda também

      -> E o que é ainda também impressionante é que em seguida ao ato de autodevorar-se o monstro reapareceu bem mais mansinho, deslizando de fininho como o dragão para sua gruta

      então não foi tão pavoroso assim. onde os psicanalistas vêem apenas representações edipianas, outros povos e seres crêem que os sonhos são mais reais do que aquilo que chamamos “realidade”. aqui mesmo no GGN Blog do Nassif li um intrigante conto do Borges sobre o tema (talvez ajude com o seu sonho): Vinte e cinco de agosto, 1983. abraços.

      .

  9. Vitória dos Incas

    Caro Arkx

    Relato aqui um conto sobre o fim do Imério Inca.

    Quando os espanhóis chegaram no Reino Inca, matando saqueando torturando e destruindo, os Incas que já esperavam por isto, pois tinham sido avisados antes, pelos Astecas, estavam preparados.

    Eles fugiram durante a noite para as montanhas, em sua cidade esconderijo, hoje ela é chamada Macchu Picchu, antes que os espanhóis chegassem, e só o Imperador Inca e sua comitiva ficaram distraindo os espanhóis enquanto o povo fugia.

    Aí os. Incas ficaram vivendo no exílio, mas sabiam que mais dia menos dia, os espanhóis os encontrariam. Então decidiram não ter mais filhos, até que o povo se extinguisse de vez. Cerca de cem anos depois o último Inca morria de velhice, mas pelo menos morria  seguro em Macchu Picchu.

    Quatrocentos anos depois os arqueólogos acharam Macchu Picchu com muitos esqueletos, e nenhum Inca vivo. Assim eles protegeram seu povo, pela extinção voluntária.

    ————-

    O Brasil não tem muita escolha. Quando eu falo que a elite não vai sossegar enquanto não revogar a Revolução Francesa, as pessoas não me levam a sério, mas é um fato.

    A única saída para o povo é emigrar, isto para quem conseguir,  ou seguir o destino dos Incas, de derrubar a taxa de natalidade ao mínimo, para que em um século não existam mais pobres para a elite explorar.

    • guerra de mundos: exílio

      ->um conto sobre o fim do Império Inca

      foram culturas muito “loucas”: incas, maias e toltecas. são um bom exemplo de como é difícil para nós nos entendermos culturas baseadas em paradigmas muito diferentes. em Uxmal (México) tem uma pirâmide super estranha, chamada atualmente de “Pirâmide do Mago (ou Adivinho)”. mas quem poderá de fato saber do que se tratava? qual o “funcionamento” desta construção naquela comunidade? nunca saberemos se pensarmos dentro de nossos modelos. grande abraço.

      .

  10. Sincronicidade jungiana? “Chimpanze do futuro”

    >>Homem: o “Chimpanzé do Futuro”? Ou o “Exterminador do Passado”?, por Romulus, André B & Antropólogo<<
     

     ROMULUS
     DOM, 09/10/2016 – 01:39
     ATUALIZADO EM 11/10/2016 – 06:57

    Homem: o “Chimpanzé do Futuro”? Ou o “Exterminador do Passado”?

    Por Romulus & André B, com crítica de Antropólogo

    Como já registrei em várias oportunidades, prezo M U I T O os comentários que recebo dos leitores aqui no GGN – sem paralelos na blogosfera ou em toda a internet brasileira. Como disse recentemente ao próprio Nassif:

    Esse público (…) deixa comentários no GGN ou nas redes sociais riquíssimos, que costumam originar novos posts meus – justamente a graça da web 2.0 (ou 3.0 já…).
    Como já tive a oportunidade de dizer e de registrar, inclusive em post, esse “ativo” do GGN não tem par na blogosfera: comentários do junior50, do Arkx (que convenci a se cadastrar no GGN lá atrás!), da misteriosa Hydra, do André Araújo, do André B, da Vânia e de tantos outros. Sem esquecer, é claro, do meu amigo Ciro, que eu “arrastei de volta” para o GGN neste ano.
    Gente, inclusive, com posicionamento ideológico e background totalmente diferentes do meu. As visões deles costumam ser diferentes das minhas. Isso me força a retrabalhar as teses. Ou para reafirmá-las, com maior convicção, ou para refutá-las, ou para ficar no meio do caminho, numa síntese (os 3 já aconteceram!).

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     (i) “Bonobo – nosso parente mais próximo” – e TARADO!! – Documentário da ‘Nature’; mais (ii) Trailer do filme “Elysium” (2013); e (iii) Chacrinha “vem para confundir”; porque afinal é tudo (iv) “Voyage Voyage!” (Desireless) e mais (v) “Voyage Voyage” (Kate Ryan) 

     

    • guerra de mundos: exílio

      vai ser desse jeito

      vai ser dizendo a verdade

      sem aliança vendida

      em troca de tempo de televisão

      vai ser desse jeito

      na rua, na rede, na raça

      foi desse jeito que Freixo derrotou o PMDB e avançou para o 2º turno

      ps: vou comentar lá no seu post. abraços.

  11. A ‘batalha’ perdida ontem. E a guerra?

    >>Podem soltar Lula: com PEC 241 eleição vira concurso de Miss, por Ciro d’Araújo, Marcos Villas-Bôas & Romulus<<
     

     ROMULUS
     SEG, 10/10/2016 – 22:31
     ATUALIZADO EM 11/10/2016 – 06:46

    Podem deixar Lula solto: com PEC 241 eleição presidencial vira apenas concurso de Miss
    Por Ciro d’Araújo, Marcos Villas-Bôas & Romulus

    >> NÃO IMPORTA QUEM VAI SER ELEITO EM 2018. Lula vai estar inelegível ou preso, mas mesmo se não estiver, se ele for eleito o programa que vai governar não será o dele. Pode ser a Dilma, pode ser o Ciro Gomes, pode ser a Luciana Genro. Simplesmente NÃO IMPORTA. Teremos eleições, eleições irrelevantes. A única minimamente relevante será a legislativa, e apenas na construção da SUPERMAIORIA <<

    >> Ciro d’Araújo:
    Amigos, eu estava tranquilo da vida (na medida do possível), até que resolvi LER a PEC 241.

    O Romulus sabe que eu sou favorável ao ajuste fiscal. Acho inevitável que seja feito. Sabe também que eu acredito numa consolidação fiscal de longo prazo, aos poucos. Um ajuste estilo “Levy”, intenso e rápido, eu sei que nunca daria resultados.

    Porém nada pode justificar essa excrecência que é a PEC 241.

    Primeiramente, a PEC 241 é literalmente o novo pacto constitucional seguido da ruptura institucional. Muita gente dizia que não haveria (haverá) eleições em 2018. Eu agora tenho certeza que haverá, e essa eleição será absolutamente irrelevante. O programa que tomará posse já está definido aqui.

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     (i) PEC 241: “eu quero é que pobre se exploda!”; (ii) acima da Constituição só as Tábuas da Lei, não é mesmo, Dallagnol? 

     

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