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História

A vez do Petróleo na Era Vargas, por José Augusto Ribeiro

 
Por José Augusto Ribeiro 
 
Prezado Nassif,
 
Acabo de ler seu artigo sobre o projeto do Pedro Parente na Petrobrás e associei o que você escreveu ao que eu escrevi em meu livro A Era Vargas, de 2001, no qual estou trabalhando para desdobrá-lo em seis volumes que possam ser lidos independentemente um do outro e publicá-lo nos próximos dois anos, de modo a estarem todos disponíveis em 2020, nos noventa anos da Revolução de 30.
 
Como você, com certeza, vai voltar muitas vezes ao tema Parente/Petrobrás, e o tema vai ser um dos principais da campanha eleitoral, mando em anexo, trechos da Era Vargas que vão até além de seu protesto.
 
Não é só a questão da integração que está em jogo. É a questão do refino, base de uma indústria petrolífera sólida mesmo em países que não disponham de petroleo em seu território ou no mar, como ficou demonstrado desde os anos 20 do século passado, com a criação da YPF argentina e das refinarias do Uruguai, que não produz petróleo bruto.
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A verdade sobre o assassinato de JK, por Luis Nassif

Em meados do ano passado, um grupo de professores da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e de historiadores da USP decidiu investigar as circunstâncias da morte de Juscelino Kubitscheck. Resultou do trabalho um volume alentado com um conjunto significativo de indícios apontando para o assassinato.

Presidida por Pedro Dallari, a Comissão da Verdade ignorou os estudos. Agora a Comissão da Verdade de Minas Gerais se junta à Comissão da Verdade de São Paulo endossando a tese do assassinato.

Aqui, trechos da reportagem publicada pelo GGN ˆEntenda por JK foi assassinado” em 6 de julho passado, a partir de entrevista com Léa Vidigal Medeiros, coordenadora do projeto.

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A criação da antiga lei do 13º salário é ainda educativa para os trabalhadores, por Roberto Bitencourt da Silva

A criação da antiga lei do 13º salário é ainda educativa para os trabalhadores

por Roberto Bitencourt da Silva

Chega o mês de dezembro, hora de os trabalhadores com vínculo empregatício formal receberem o seu 13º salário. O comércio e o fiapo de indústria ainda existente tendem a aquecer, por conta da elevação da capacidade de consumo da classe trabalhadora.

A princípio, muitos ficam felizes. Contudo, em especial, as frações do grande ao micro empresariado manifestam descontentamento em pagar o benefício aos seus empregados. Vistas curtas, sobretudo do micro ao médio capital, almejam consumidores para seus produtos e serviços, sem a contrapartida da dilatação do poder de compra na sociedade.

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Stalin visto por George Kennan, por André Araújo

Stalin visto por George Kennan

por André Araújo

George Kennan foi o maior diplomata americano no Século XX. Ingressou no serviço diplomático na década de 20, optou desde o inicio por especializar-se em Rússia.

O Departamento de Estado tem uma escola para formação de diplomatas, o Foreing Service Institute. Em 1925 os EUA não tinham relações diplomáticas com a União Soviética e para um diplomata estudar a Rússia era preciso fazer cursos no exterior, nos EUA não havia escolas para essa especialização. Kennan começou a carreira como vice-cônsul em Genebra e estudou língua e cultura russa na Universidade de Berlim e depois em Riga, nos países bálticos.

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Carlos Motta: A esperança permanece, equilibrista

Arte: Camila Camargo 

A esperança permanece, equilibrista

por Carlos Motta

Há músicas e músicas.

Há músicas que de tanto tocar no rádio acabam esquecidas: doces demais, enjoam. 

Há músicas que permanecem na memória coletiva porque representam um sentimento, uma época, um ideal.

É o caso de "Disparada", de Geraldo Vandré e Théo de Barros, vencedora do Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, no ano de 1966, junto com "A Banda", de Chico Buarque, e de "Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores", do mesmo Vandré, que ficou em segundo lugar no Festival Internacional da Canção de 1968, promovido pela Rede Globo de Televisão.

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A morte de Eduardo Modiano, um dos pais da privatização, por Luis Nassif

Falecido hoje, o economista Eduardo Modiano foi um dos grandes blefes da abertura econômica, especialmente quando assumiu a presidência do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) no governo Fernando Collor.

Sua carreira acadêmica foi na PUC-RJ, ao lado dos futuros economistas do Real.

No governo Collor, foi um dos responsáveis por um modelo irresponsável de privatização, inspirado nele e em Pérsio Arida, que consistia em dividir o máximo possível os setores, a exemplo do que ocorria com o mercado de investimentos nos Estados Unidos – no qual a venda das partes supostamente melhoraria o preço final conseguido.

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A maldição da Nova Inglaterra, por Fábio de Oliveira Ribeiro

A maldição da Nova Inglaterra

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Quando os portugueses cá chegaram eles rapidamente se adaptaram à dieta indígena, que era composta basicamente de mandioca e outros tubérculos, peixe fresco e seco, pássaros e pequenos animais. O clima ameno brasileiro, que permite diversas colheitas por ano, facilitou o estabelecimento dos primeiros núcleos de colonos.

Algo diferente ocorreu nos EUA. Os primeiros colonos da Nova Inglaterra tiveram dificuldade em encontrar alimento em quantidade suficiente. O clima frio não lhes permitia realizar diversas colheitas ao ano. Em consequência, alguns assentamentos amargaram a fome e reverteram à mais abjeta barbárie.

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Como surgiu o Dia Nacional do Samba em 2 de dezembro

Enviado por Márcio José Gomes

 

A história sobre a origem do Dia Nacional do Samba é essa:

Entre os dias 28 de novembro e 2 de dezembro de 1962 foi realizado no Palácio Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, o Primeiro Congresso Nacional do Samba, evento patrocinado pela Confederação Brasileira das Escolas de Samba (CBES), pela Associação Brasileira das Escolas de Samba (ABES), pela Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, pelo Conselho Nacional de Cultura e pela Ordem dos Músicos do Brasil.

Na Presidência do Congresso estava o folclorista Edison Carneiro, responsável pela redação da Carta do Samba, a qual menciona, em sua página 6, que “Foi sancionada lei estadual declarando o dia 2 de dezembro Dia do Samba, à base de projeto apresentado, nesse sentido, pelo deputado Frota Aguiar”.

Ao mencionar a sanção da lei, a Carta do Samba contava, antecipadamente, com a aprovação do Projeto de Lei n° 681, de 19 de novembro de 1962 (publicado no Diário da Assembleia Legislativa do dia 20 de novembro de 1962), que em seu artigo 1° dispõe: “Fica o dia 2 de dezembro oficialmente considerado como o Dia do Samba”. Todavia, apesar de aprovado em plenário, o projeto foi vetado pelo então Governador Carlos Lacerda. 

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Zé Dirceu decide doar seus arquivos para a Casa de Mariana

no Nocaute

Zé Dirceu decide doar seus arquivos para a Casa de Mariana

O primeiro lote de documentos do ex-ministro segue nos próximos dias para Minas Gerais. O material será organizado, catalogado e digitalizado por professores e estagiários da Universidade Federal de Ouro Preto.

Por Nocaute

O ex-ministro José Dirceu anunciou neste fim de semana sua decisão de doar à Casa de Mariana, instituição criada pelo jornalista e escritor Fernando Morais, todos seus arquivos políticos e pessoais acumulados ao longo de meio século.

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O novo fardo do homem branco, por Fábio de Oliveira Ribeiro

O novo fardo do homem branco

por Fábio de Oliveira Ribeiro

A verdade histórica é uma donzela arredia. As vezes ela se esconde nos detalhes que os historiadores desprezaram, mas a maior parte do tempo ela se mostra por inteiro porque os agentes históricos não conseguem ver o que realmente estão fazendo.

"Transitórios são quaisquer pensamentos, credos, ciências, depois de terem se extinguido os espíritos em cujos mundos as suas 'verdades eternas' pareciam necessariamente verdadeiras." (A Decadência do Ocidente, Oswald Spengler, editora Forense Universitária, Rio de Janeiro, 2014., p. 88)

O ultra-nacionalista Jair Bolsonaro bate continência para a bandeira dos EUA e é condenado a indenizar a deputada que ofendeu moralmente. O bem sucedido advogado Ives Gandra leva uma vida segura e farta, mas reclama que tem menos direitos que gays, negros e suspeitos diariamente agredidos e mortos por policiais. Michel Temer entrega aos estrangeiros, a preço de banana, nosso petróleo. Os homens brancos que derrubaram Dilma Rousseff são agora obrigados a pagar a gasolina mais cara do planeta e ficam em silêncio.

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Latino-americano, brasileiro e nordestino: o legado de Celso Furtado, por Fernanda G. Cardoso e Cristina F. B. Reis

Latino-americano, brasileiro e nordestino: o legado de Celso Furtado

por Fernanda Graziella Cardoso e Cristina Fróes de Borja Reis*

O mês de novembro é simbólico para os furtadianos, merece ser lembrado sempre que se fala de Projeto Nacional de Desenvolvimento. O décimo e o vigésimo dia de novembro de 2004, compreendem o intervalo entre o último texto de Celso Furtado, publicado no Jornal do Brasil – “Para onde caminhamos?” – e o dia de seu falecimento.

Celso Furtado, pensador latino-americano, brasileiro e nordestino. Sua origem não será apenas um acidente do destino, um fato sem maior relevância. Pelo contrário, será o diferencial a determinar a direção do seu legado, teórico e vivido.

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Um saber para os outros ou um saber para si?, por Fernando Horta

Um saber para os outros ou um saber para si?

por Fernando Horta

Em 1923, após conseguir, por decreto, um ano de poder total na Itália, o regime fascista de Benito Mussolini fazia uma reforma educacional, também chamada de Reforma Gentile. Giovanni Gentile não era propriamente um fascista, mas o fascismo não tinha projeto educacional próprio e, como costuma acontecer, os fascistas e os liberais encontraram um ponto comum. A Europa dos anos 20, aquela penalizada pela primeira mundial, empobrecida pelos anos de luta entre sociedades capitalistas, via com assombro a mais antiga monarquia absolutista ser colocada no chão por camponeses e trabalhadores.

O exemplo da Revolução de Outubro provocou uma renovada esperança em todo o velho continente e os partidos comunistas tiveram um crescimento espantoso. Tanto na Itália com o PCI (Partito Comunista Italiano), quanto na Alemanha com o KPD (Kommunistische Partei Deutschlands) a revolução se mostrava como uma real alternativa. Não é, pois, nenhuma novidade que a direita se una contra qualquer ameaça de mudança social. Os liberais passariam por cima de sua argumentação em favor do indivíduo (e contra qualquer autoritarismo político) se os fascistas implementassem as mudanças econômicas em favor do mercado. O dinheiro sempre teve precedência sobre as pessoas na luta para obter “mais liberdade”.

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Os modelos de revolução do século XX e seus limites, por Ion de Andrade

Os modelos de revolução do século XX e seus limites

por Ion de Andrade

Em Marx e Engels, a revolução socialista é entendida como um processo de tomada do poder por um partido operário que, ato contínuo, coletiviza os meios de produção. A primeira revolução socialista no mundo, a Comuna de Paris de 1871, veio a corroborar esse modelo de revolução, dando-lhe uma comprovação científica objetiva e exterior à intervenção dirigente de um Partido Comunista. A Comuna de Paris funcionou como uma espécie de “fenômeno natural” que provou uma teoria científica.

Entretanto, a comuna foi dramaticamente derrotada e esmagada. O terror que afligiu os revolucionários de Paris e que nos chega até hoje em fotos de época obrigou o movimento internacionalmente a avaliar as suas estratégias, consolidar os acertos e corrigir os erros.

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Fragmentos de uma vida no século XIX

Finalmente encontrei alguns documentos acerca do meu bisavô Faustino José de Oliveira Ribeiro.

Ele colou grau na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 1869, 38a. Turma, exatos 120 anos antes de eu mesmo colar grau na Faculdade de Direito de Osasco (1989).

Encontrei duas listas de presença da turma dele publicadas em jornais de 1866, 1867, 1868 e 1869.

Em 1873 meu bisavô foi nomeado juiz nomeado Juiz Municipal do 3o. Distrito, Paróquias de São Sebastião do Tijuco Preto e Bom Sucesso, Província de São Paulo.  Leia mais »

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É necessário ousar sonhar e lutar por um novo mundo, por Luís Felipe Miguel

É necessário ousar sonhar e lutar por um novo mundo

por Luís Felipe Miguel

Pelo menos desde o famoso texto de Plekhanov, no finalzinho do século XIX, o marxismo discute "o papel do indivíduo na história". Afinal, se o motor das transformações reside mesmo nas contradições estruturais, a ação de tal ou qual pessoa é sempre irrelevante.

A revolução que hoje completa cem anos é a prova de que a realidade é mais complexa. É difícil imaginar Outubro sem a genialidade política de Vladimir Ilich Lênin, que naquele momento foi capaz de decifrar com perfeição a fortuna e encarnou de maneira cabal a virtù.

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