21 de maio de 2026

Bolsonaro elogia policiais que mataram 25 na Vila Cruzeiro: “guerreiros”

Operação policial que matou 25 pessoas na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro, foi elogiada pelo presidente Bolsonaro.
Policiais em UPP na Rocinha, RJ - Foto: Agência Brasil

A operação policial que matou 25 pessoas na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro, foi elogiada pelo presidente Jair Bolsonaro.

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Sendo a terceira mais letal da história recente da região metropolitana do Rio, para Bolsonaro, os policiais que assassinaram as pessoas são “guerreiros”.

Ao se pronunciar sobre o episódio nas redes sociais, o mandatário usou termos militares como “neutralizar” para se referir ao assassinato.

“Parabéns aos guerreiros do Bope e da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que neutralizaram pelo menos 20 marginais ligados ao narcotráfico em confronto, após serem atacados a tiros durante operação contra líderes de facção criminosa”, disse.

Até o final do dia de ontem (24), havia sido contabilizado 24 mortos na operação policial. Nesta quarta, subiu para 25 o número de vítimas, entre eles dois que faleceram no Hospital Estadual Getúlio Vargas e um menor de idade que foi levado para a UPA do Alemão. Outras 6 pessoas permanecem internadas, um deles em estado grave.

Leia: Complexo da Penha é alvo de operação militar

Na divulgação dos números pela polícia, contudo, não consta nem o menor de idade, nem uma moradora morta por bala perdida durante a operação, Gabrielle Ferreira da Cunha, de 41 anos, atingida por um tiro.

A Polícia Militar alega que, “pelo menos”, 15 dos mortos eram suspeitos de integrar tráfico de drogas.

Para o presidente da República, se “fez necessário o uso da força para conter as ações”. Em defesa dos policiais, Bolsonaro disse que a operação foi planejada por meses e que o objetivo era prender os suspeitos fora da comunidade.

A PM afirmou que o objetivo era prender 50 traficantes de vários estados que se dirigiam à favela da Rocinha, na zona sul da capital, mas que um grupo de policiais foi descoberto na entrada da Vila Cruzeiro, na madrugada desta terça (24), e atacada.

Enquanto elogiou o assassinato dos policiais, descrevendo-os como “guerreiros”, Bolsonaro afirmou que os alvos da operação é que teriam “assassinado” policiais: “Bandidos, parte dos alvos da operação, foram responsáveis pelo assassinato de 13 agentes de segurança pública somente em 2022.”

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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3 Comentários
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  1. AMBAR

    25 de maio de 2022 5:11 pm

    O que chama a atenção é que nessas “operações”, parece não haver interesse em manter vivos os líderes locais do tráfico. Vai que num interrogatório eles entregam as fontes…

  2. Eduardo Pereira

    26 de maio de 2022 7:57 am

    Aguardando a ” opinião ” abalizada do Bozo sobre a operação que prendeu ainda há pouco , 12 PMs no Rio, acusados por achacar traficante e facilitar o tráfico. Parece que tem até Comandante de Batalhão envolvido.

  3. ze sergio/sorocabanoburaco

    26 de maio de 2022 12:27 pm

    Explosão de Criminalidade, Assassinatos e Latrocínios a partir da década de 1980. Isto é fato, é história, não é opinião. A chegada da farsante Redemocracia pós Lei da Anistia, Fundação do PT e volta dos Exilados pseudo-socialistas. A barbárie que chega a 100.000 Assassinatos por ano, fantasiados em “apenas” uns 70.000. 70 mil parece ser mais civilizado. Os Cemitérios Clandestinos descobertos por toda Grande São Paulo passaram ao largo, na Imprensa Ideológica e Panfletária. Quem não conhece sua história… A repetição das Políticas Esquerdopata-Fascistas de Filinto Muller a mando do Ditador Assassino Getúlio Vargas e todo Nepotismo adjacente entre Cemitérios Clandestinos e Prisões Políticas desde 1930. Coincidência ou Política de Estado, Política de Poder?? O Culpado deve ser esta PM e seus Policiais Rasos. Afinal estes Policiais agem sem ordens de Comandantes de Batalhão, Delegados, Oficiais, Secretários de Segurança que foram empossados e indicados por Governadores que comandam todo o Processo. Processo Cleptocrático. Não é exatamente a repetição da Invasão do Carandiru, que deixou 2 Ícones da USP e OAB de fora de citações, condenações e processos criminais? OAB(1930 / USP (1934). Pobre país rico. Deve ser tudo coincidência. Mas de muito fácil explicação.

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