Bolsonaro elogia policiais que mataram 25 na Vila Cruzeiro: “guerreiros”

Operação policial que matou 25 pessoas na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro, foi elogiada pelo presidente Bolsonaro.

Policiais em UPP na Rocinha, RJ – Foto: Agência Brasil

A operação policial que matou 25 pessoas na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro, foi elogiada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Sendo a terceira mais letal da história recente da região metropolitana do Rio, para Bolsonaro, os policiais que assassinaram as pessoas são “guerreiros”.

Ao se pronunciar sobre o episódio nas redes sociais, o mandatário usou termos militares como “neutralizar” para se referir ao assassinato.

“Parabéns aos guerreiros do Bope e da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que neutralizaram pelo menos 20 marginais ligados ao narcotráfico em confronto, após serem atacados a tiros durante operação contra líderes de facção criminosa”, disse.

Até o final do dia de ontem (24), havia sido contabilizado 24 mortos na operação policial. Nesta quarta, subiu para 25 o número de vítimas, entre eles dois que faleceram no Hospital Estadual Getúlio Vargas e um menor de idade que foi levado para a UPA do Alemão. Outras 6 pessoas permanecem internadas, um deles em estado grave.

Leia: Complexo da Penha é alvo de operação militar

Na divulgação dos números pela polícia, contudo, não consta nem o menor de idade, nem uma moradora morta por bala perdida durante a operação, Gabrielle Ferreira da Cunha, de 41 anos, atingida por um tiro.

A Polícia Militar alega que, “pelo menos”, 15 dos mortos eram suspeitos de integrar tráfico de drogas.

Para o presidente da República, se “fez necessário o uso da força para conter as ações”. Em defesa dos policiais, Bolsonaro disse que a operação foi planejada por meses e que o objetivo era prender os suspeitos fora da comunidade.

A PM afirmou que o objetivo era prender 50 traficantes de vários estados que se dirigiam à favela da Rocinha, na zona sul da capital, mas que um grupo de policiais foi descoberto na entrada da Vila Cruzeiro, na madrugada desta terça (24), e atacada.

Enquanto elogiou o assassinato dos policiais, descrevendo-os como “guerreiros”, Bolsonaro afirmou que os alvos da operação é que teriam “assassinado” policiais: “Bandidos, parte dos alvos da operação, foram responsáveis pelo assassinato de 13 agentes de segurança pública somente em 2022.”

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3 Comentários

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ze sergio/sorocabanoburaco

- 2022-05-26 12:27:45

Explosão de Criminalidade, Assassinatos e Latrocínios a partir da década de 1980. Isto é fato, é história, não é opinião. A chegada da farsante Redemocracia pós Lei da Anistia, Fundação do PT e volta dos Exilados pseudo-socialistas. A barbárie que chega a 100.000 Assassinatos por ano, fantasiados em "apenas" uns 70.000. 70 mil parece ser mais civilizado. Os Cemitérios Clandestinos descobertos por toda Grande São Paulo passaram ao largo, na Imprensa Ideológica e Panfletária. Quem não conhece sua história... A repetição das Políticas Esquerdopata-Fascistas de Filinto Muller a mando do Ditador Assassino Getúlio Vargas e todo Nepotismo adjacente entre Cemitérios Clandestinos e Prisões Políticas desde 1930. Coincidência ou Política de Estado, Política de Poder?? O Culpado deve ser esta PM e seus Policiais Rasos. Afinal estes Policiais agem sem ordens de Comandantes de Batalhão, Delegados, Oficiais, Secretários de Segurança que foram empossados e indicados por Governadores que comandam todo o Processo. Processo Cleptocrático. Não é exatamente a repetição da Invasão do Carandiru, que deixou 2 Ícones da USP e OAB de fora de citações, condenações e processos criminais? OAB(1930 / USP (1934). Pobre país rico. Deve ser tudo coincidência. Mas de muito fácil explicação.

Eduardo Pereira

- 2022-05-26 07:57:46

Aguardando a " opinião " abalizada do Bozo sobre a operação que prendeu ainda há pouco , 12 PMs no Rio, acusados por achacar traficante e facilitar o tráfico. Parece que tem até Comandante de Batalhão envolvido.

AMBAR

- 2022-05-25 17:11:58

O que chama a atenção é que nessas "operações", parece não haver interesse em manter vivos os líderes locais do tráfico. Vai que num interrogatório eles entregam as fontes...

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