10 de junho de 2026

O impacto do boicote ocidental à agência da ONU para socorro da Palestina

Eventual colapso da UNRWA por falta de dinheiro pode gerar efeito em cadeia em termos econômicos e políticos no Oriente Médio
Foto de TIMO via pexels.com

Diversos países europeus bloquearam o financiamento à agência da ONU (Organização das Nações Unidas) que socorre a Palestina, e um eventual colapso dessas operações pode gerar efeito em cadeia por todo o Oriente Médio.

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Até o momento, 16 países que financiam a agência – como Estados Unidos, Alemanha e a União Europeia – suspenderam o financiamento à agência, que trabalha graças a doações voluntárias de estados que integram a ONU.

Todas as suspensões tiveram como base a investigação em torno das alegações de que 12 funcionários da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras aos Refugiados da Palestina) teriam participado dos ataques promovidos pelo Hamas no dia 07 de outubro.

Reportagem do site Deutsche Welle destaca que o impacto da falta de recursos da UNRWA não será sentido apenas na Palestina, mas também na região da Cisjordânia e em países como Líbano, Síria e Jordânia.

Colapso em março

Com a falta de recursos do Ocidente, acredita-se que a UNRWA vai começar a sentir o impacto da falta de dinheiro no final de março, o que vai afetar as operações em Gaza, Líbano, Síria, na Cisjordânia e na Jordânia.

Entre os serviços passíveis de colapso, estão as infraestruturas de socorro a refugiados palestinos no Líbano, que já tem passado por problemas econômicos. Assim, o acesso a educação, saúde e benefícios sociais para os necessitados seria interrompido.

Com isso, existe o temor de uma escalada de violência nas regiões afetadas, inclusive com a possibilidade de mais pessoas ingressando em gangues ou organizações militantes em busca de um salário para sobreviver.

Para manter suas atividades, a UNRWA abriu uma página em seu website para receber doações. Clique aqui para fazer sua contribuição.

Página da UNRWA pedindo doações para manter seu trabalho

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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