Historicamente, as Organizações Globo sempre foram implacáveis com quem pudesse colocar seus interesses em risco.
Foi assim com Ibrahim Abi Ackel, Ministro da Justiça no governo José Sarney, quando resolveu questionar a compra de equipamentos radiofônicos pela emissora, sem pagamento de impostos – operação vulgarmente conhecida como contrabando.
O atrito começou quando Abi-Ackel defendeu maior controle estatal sobre concessões de rádio e TV, endureceu o discurso sobre renovação e fiscalização das concessões e sinalizou que comunicação não era propriedade privada perpétua, mas serviço público. O Ministro foi alvo de uma campanha diária, através do Jornal Nacional, apresentado como inimigo da democracia. Culminou com acusações – jamais comprovadas – de que se valera das prerrogativas do cargo para contrabando de joias.
Outro caso chocante foi a campanha contra o Ministro de Fernando Collor, Alceni Guerra, quando propôs uma aproximação com Leonel Brizola. Houve uma campanha implacável, contra a principal obra do Ministro – aluguel de bicicletas para agentes de saúde -, acusando-o de corrupção. Liquidaram com a carreira de um dos mais promissores políticos da época,.
A campanha contra Alexandre de Moraes enquadra-se nesse estilo, conforme revelado por Roberto Barbosa, no Diário da Guanabara.
Tudo gira em torno da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou a constitucionalidade da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) sobre remessas ao exterior, no julgamento do Tema 914 de Repercussão Geral.
É interessante acompanhar o tema, porque reforça a hipótese de que todas as campanhas contra o STF tem como pano de fundo a ofensiva contra a lavagem de dinheiro e contra a engenharia tributária utilizada no mercado.
Até então, a cobrança do CIDE incidia apenas sobre contratos de transferência de tecnologia. Depois da decisão do STF, passou a incidir também sobre o pagamento de direitos autorais e licenciamento de conteúdos internacionais.
Entendeu-se que a CIDE-Remessas é um tributo de natureza extrafiscal, cuja validade decorre não do fato gerador em si, mas da finalidade constitucionalmente legítima: o financiamento do desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro.
No acórdão, o Ministro Flávio Dino entendeu que as contribuições de intervenção no domínio econômico não exigem “referibilidade direta” ou contraprestação em favor do contribuinte.
“É desnecessária a existência de benefício direto em favor dos respectivos contribuintes. A contribuição de intervenção no domínio econômico caracteriza-se pelo aspecto finalístico e não pelo elemento material (fato gerador).” — Trecho do Acórdão, Redator Min. Flávio Dino.
Foi uma votação apertada, de 6 a 5. O relator original, Luiz Fux, obviamente defendia teses favoráveis a Globo. Mas Dino abriu a divergência e conseguiu a maioria, consolidando a cobrança sobre royalties, serviços técnicos e assistência administrativa de qualquer natureza.
O voto de Dino foi acompanhado por Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Edson Fachin e Luis Roberto Barroso. Votos vencidos foram de Fux, Dias Toffoli, Carmen Lúcia, André Mendonça e Nunes Marques.
A decisão do STF impediu uma perda de R$ 19,6 bilhões para a União, valor que seria recuperado pelas empresas caso prosperasse a tese da inconstitucionalidade.
Segundo o artigo, “a impossibilidade de deduzir a CIDE como despesa operacional para fins de IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e CSLL (Constribuição Sobre Lucro Liquido) agrava o impacto, reduzindo diretamente o lucro líquido e a capacidade de investimento do grupo em novas aquisições internacionais”.
Se a tese estiver correta, o próximo alvo da Globo será o Ministro Flávio Dino.
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fabricio coyote
4 de janeiro de 2026 12:39 pmo csll então, o que há de sonegação. como fiscal de contrato de prestação terceirizada de uma autarquia apontei essa evasão (apenas para brincar como vernáculo juridiqués) e no outro dia ao apntamento da ilegalidade fui retirado da fiscalização do contrato. agora inicia a conjulgação dos impostos num único tributo. e aí entra a ilusão da isenção do imposto de renda, uma vez que pagamos icms sobre contas de água, energia, telefone, compras etc.
JOTADESTROYER.BR
4 de janeiro de 2026 12:55 pmEla é instrumento de manipulação e controle da percepção do povo,Groismann e seu programa virando moda nos jovens,globo contrata e põe nas madrugadas,vôlei ganhando a juventude,globo contrata e transmite em sinal aberto só a final,aline barros contratada no auge e…GELO .Só pra finalizar,jornalista dela famoso na defesa do golpe e lavajato PAROU na Academia de Letras na área cultural kkkk AFF!!!PAÇOCA,DEBATES,PEDALADAS E ETC…a lista de sabotagem vai longe e vcs aí o q acham?ELA TEM CREDIBILIDADE OU NÃO TEM???OBS.:Muitas pautas do jn parece interesses dos euaaa,e na lavajato como funcionou a relação deles com as mídias?Quem definia e autorizava as pautas?E com quem era decidido?Cirúrgico!!!Sem mais muito obg equipe ggn !!!
+almeida
4 de janeiro de 2026 5:45 pmMãos dadas com a ditadura, compra (?) da Tv Paulista, sonegação de impostos pela transmissão da Copa do Mundo de Futebol, parcerias estranhas no Edifício Solaris, no Guarujá (onde tentaram incriminar o presidente Lula, com um suposto mequetrefe triplex) e também envolvendo a famosa mansão em Paraty, denominada “Paraty House”.
Está sim, um verdadeiro, suntuoso, opulento, luxuoso, misterioso e infrator TRIPLEX, a beira mar.
(https://www.viomundo.com.br/denuncias/panama-papers-confirmam-viomundo-filha-de-joao-roberto-marinho-pagou-a-mossack-empresa-a-servico-de-delatores-e-traficantes-em-2009-foram-7-mil-dolares-para-reativar-vaincre-llc.html).
Nada abalou os seus poderes, a sua grande influência e os seus abusos, que fartamente continuam sendo denunciados, noticiados e comentados. Até hoje, exceto a humilhação imposta por Leonel Brizola, nada aconteceu e nenhuma punição vimos ser praticada e divulgada. Então, quem manda mais? A lei suprema constitucional ou o poder privado financeiro, que através das concessões públicas, fortalece seus poderes comunicativos, através de um conglomerado bélico de empresas de comunicação e telecomunição, que invade os lares brasileiros 24 horas por dia?
José de Almeida Bispo
4 de janeiro de 2026 8:41 pmInstituto Inovare… nada sai mais tão caro à pátria que certa tendência à vaidade por parte da magistratura, explicitada em mimos mediante títulos e artigos louvatórios. E os Marinho nadam nisso como ninguém. Por isso criaram o Innovare, para massagear egos, e colher a fartura que isso pode trazer. Quem não se enquadrar…
J. Alberto
5 de janeiro de 2026 7:55 amPrezado Nassif, muito esclarecedor esse paralelo entre a ação no STF e a vênus platinada.
Penso também que este artigo é uma excelente oportunidade para debatermos como a Globo, que nunca foi muito brasileira, ficou menos brasileira ainda nos últimos tempos, sendo comandada remotamente dos EUA onde os Marinho vivem e tocada por governantas e capitães do mato no Rio de Janeiro.
É sempre bom desmascarar essa instituição tão abjeta.
JULIO CESAR DOS SANTOS
6 de janeiro de 2026 10:23 pmHoje a Malu Gaspar denunciou que tem influenciadores em ON que lhe contaram que receberam ofertas de patrocinio para falar mal do banco central. Pelo jeito a Malu não participa então de todo esse “acordão” pra minar o STF e BC como vocês suporam. Todos esses ataques e calúnias para nada. Vocês deveriam pedir desculpas. Essa militância desrespeitosa de vocês esteve mais uma vez equivocada.
CARLOS A S V PROJET
9 de junho de 2026 4:02 pmOs que votaram contra nós ja conhecemos desrespeito com pa nossa população. E sao abençoados pela globo