“Escola Sem Partido” é arquivado com encerramento da comissão

Patricia Faermann
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.
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Presidente da comissão afirmou que isso não significará o fim do projeto, que deverá ser endurecido na próxima legislatura, com o acréscimo da punição de professores
 

Foto: Agência Câmara
 
Jornal GGN – O projeto de lei “Escola Sem Partido” foi arquivado e não será votado mais este ano. A medida ocorreu após a Comissão dedicada a votar a matéria encerrar seus trabalhos, nesta terça-feira (11), já esvaziada.
 
O presidente da comissão especial, deputado Marcos Rogério (DEM-RJ), concluiu a comissão voltando as críticas não à oposição, que já vinha atuando para barrar a aprovação da matéria, mas aos próprios parlamentares favoráveis ao projeto, que não compareceram mais às sessões.
 
“Quem está sepultando o projeto nesta legislatura, não é a oposição. Quem não está deliberando é quem tem maioria neste parlamento que não comparece”, criticou. 
 
“A oposição cumpriu o seu papel, ela fez uma obstrução sistemática, com a presença dos parlamentares. A maioria absoluta dos parlamentares que são favoráveis, eles vinham votar e saiam da comissão. Isso acabou gerando esse ambiente que não permitiu a votação”, acrescentou o deputado.
 
Com o impedimento da análise da pauta na comissão que havia sido criada com este fim, o projeto de lei foi automaticamente arquivado. O tema poderá voltar na próxima legislatura, mas dependerá dos deputados eleitos. 
 
“A próxima legislatura terá uma nova comissão, novo presidente, novo relator, novos componentes. Eu recebi apelo de muitos parlamentares novos para participar dessa comissão”, explicou.
 
Tentando negar que o arquivamento colocaria fim à discussão, o deputado Marcos Rogério disse que foi procurado por parlamentares eleitos que, segundo ele, pediram para que o projeto fosse adiado para 2019 para participarem da nova comissão.
 
Já com a pauta do plenário e de votações mistas, junto ao Senado, ocupando toda a agenda de fim de ano, que aos poucos também vai sendo esvaziada para o recesso parlamentar, o deputado resolver encerrar os trabalhos:
 
“O trabalho da comissão acaba concorrendo com o plenário, gera obstrução lá. Eu também tenho que ter consciência que existem outros temas importantes para o país que precisam ser votados no plenário”, justificou.
 
Sem querer admitir a derrota, o presidente da comissão disse que a tendência do ano que vem é que o debate foi levado para a sociedade e que isso já é “uma grande vitória” e que no próximo ano o texto deverá ser ainda endurecido, impondo, por exemplo, punição para os professores.
 
 
 
Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

3 Comentários

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  1. Atrás da porta

    Antigamente o professor tinha o direito de agredir o aluno insurrecto.

    Avisava uma vez, advertia duas, e na terceira, descia-lhe a régua, ou antes, a palmatória, que poderia ficar pendurada atrás da porta.

    Hoje, o professor apanha do aluno em sala de aula,  o estado alisa a cabeça do aluno ignorante e pendura atrás da porta a palmatória para agredir os professores que tenham a ousadia de ensinar.

  2. Tornamo-nos um país de
    Tornamo-nos um país de imbecis……

    Deveriam vir e fechar esse p….,

    Os brasileiros não sabem o que fazer com o próprio país……..

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