5 de junho de 2026

Vitória ampla de Fachin põe Renan diante de um bom dilema, por Fernando Brito

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Vitória ampla de Fachin põe Renan diante de um dilema: ceder ou arriscar-se a perder

por Fernando Brito

A vitória por 20 a 7 da indicação do jurista Luiz Edson Fachin mostra que, se é verdadeiro o empenho de Renan Calheiros a rejeitar seu nome, não será fácil sabotar o nome do jurista paranaense.

Dos sete votos contrários, ainda que em votação secreta, ao menos seis é possível saber a origem: os dois tucanos escalados para esta missão – Aloysio Nunes Ferreira e Cassio Cunha Lima – da banda de música “impixista” – os dois demistas  Ronaldo Caiado e Agripino Maia e o do peeemedebista  Ricardo Ferraço, um dos maiores opositores da indicação. Restam dois, provavelmente o de Magno Malta e de outro peemedebista.

Só que os senadores do PMDB titulares da comissão são sete, o que daria a Fachin  um quase empate nos votos peemedebistas restantes (sete, com a morte de Luis Henrique) nos votos em igual número dos do PT que não têm assento na comissão.

Mas Renan não conseguirá levar para o não todos os sete votos restantes do PMDB, o que é virtualmente impossível, até porque pelo menos um, Garibaldi Alves Filho, do RN, já declarou voto favorável. E Roberto Requião, cuja posição é pública e desassombrada. O mesmo deve acontecer com Sandra Braga, senadora pelo Amazonas e mulher do Ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga.

Logo, ainda que acontecesse todo o poder de Renan, somados aos votos já dados na comissão, seriam 31 a 11.

O bloco tucano-demista tem ainda 11 votos,  além de Álvaro Dias, que somados aos quatro negativos já dados na comissão, totalizariam levariam o placar para 22 votos contrários  e 33 favoráveis (os 20 da comissão, mais oito do PT, um do PCdoB e um do PSOL, além dos três peemedebistas).

Ou 23 contra, no caso de não ter entrado em exercício o suplente de Luiz Henrique Ferreira, um tucano, embora o grupo do falecido senador peemedebista fosse um pólo hostil a Renan.

No PDT, além do líder Acyr Gurgaz, Fachin dificilmente deixará de ter o voto de Telmário Mota e, provavelmente, Cristóvam Buarque.

No PR, Blairo Maggi deve votar sim. Idem Fernando Collor, do PTB.

São 37 votos favoráveis, num total de 59 ou 60 senadores, dependendo da posse de Dalírio Berer, de Santa Catarina.

São necessários, ao menos, mais quatro votos em 20  votos,

Possível, até provável, mas não garantido.

Portanto, ninguém se iluda com o placar relativamente folgado da votação na Comissão de Constituição e Justiça.

A menos que Renan, em lugar de expor-se a um risco de uma votação perigosa, baixe as armas e não mobilize seu grupo para uma votação contrária em bloco, que o colocaria numa situação delicada.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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8 Comentários
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  1. Fabio SP

    13 de maio de 2015 11:53 am

    Esse Fachin não deve ser boa

    Esse Fachin não deve ser boa bisca, já que o Álvaro Dias, o relator, está apoiando!!! Ou não?

  2. maria rodrigues

    13 de maio de 2015 12:16 pm

    Foi vergonhoso ver um jurista

    Foi vergonhoso ver um jurista do porte de Fachin ser quase humilhado por alguns, como Aloysio Nunes, e ainda ter que permanecer por tantas horas numa sabatina, que jamais se viu igual ou parecida. 

    Aloysio Nunes foi de uma grosseria sem par, ao tocar no assunto relativo às duas funções que o sabatinado exerceu. Ele chegou a dizer que também foi procurador e, diferente de Fachin, não precisou saber de ninguém se podia ou não ser advogado ao mesmo tempo. Depois, veio com aquela pergunta ridícula sobre o vídeo postado na Internet de Fachin dando explicações sobre sua conduta. Aloysio quis saber quem o ajudou a entrar naquele site petista, e quem pagou a conta. Se não me engano Fachin chorou pela segunda vez de tão constrangido. 

    Àlvaro Dias falou após Aloysio, e não poupou muitos elogios ao sabatinado, como esclareceu por fatos que Fachin tinha todas as condições para ser ministro. Desvinculou a imagem do sabatinado de qualquer sentido político-partidário, e até deu alguns recados a alguns como seu colega Aloysio.

    Via-se claramente que Aloysio e Caiado, juntos, estavam dispostos a negarem a indicação de Fachin. Agripino, como os primeiros, e Ferraço, não acompanhavam as palmas, declarando seus votos. 

    Acho difícil uma derrota, mas nas atuais circunstâncias parece que tudo é possível.

  3. Antonio C.

    13 de maio de 2015 12:42 pm

    Comentário.

    Fachin é um “perigo”. Um “sobrevivente”, inteligente, muito bem articulado, garantista. Mereceria uma charge com os pigais comentando: “ihhh, esse aí não dá pra corromper.”

  4. hora

    13 de maio de 2015 1:44 pm

    Achei primorosa a intervenção
    Achei primorosa a intervenção de Fachin, vai dar “moralidade” ao dúbio STF. Mas os blogues e internet, nunca lidam com o assunto diretamente:- O que a direitona tem medo ´´é da independência de Fachin, eles querem “bonecos” “ventríloquos controláveis” e Fachin não se encaixa nisto, Fachin é isento, ele como muitos são garantistas legais. Este jogo todo que fazem é para “enquadrar” o candidado à feição do PIG, porque sejamos realista, se não for Fachin, será outro “aparelhado” indicado pela mesma Dilma aí sim com o jogo feito, nos moldes do PIG que levou o Senado a rejeitar o primeiro. Este é o jogo e não “aparelhamento do governo” e sim “aparelhamento do PIG”.

  5. oneide

    13 de maio de 2015 2:03 pm

    Interessante nossa

    Interessante nossa “republica” e seus três poderes.

    O executivo achaca a sociedade dia e noite. 

    O legislativo é comprado pelo executivo  com verba desviada das obras publicas.

    O judiciário é formado pelos que o executivo manda o legislativo “aprovar”.

    E o povo se perguntando quanto que vai levar o seu nesta festa que não foi convidado, afinal ninguém quer ser pobre pelo resto da vida.

    Abaixo Raquel é o povo (eleitor), e a Maria de fátima representa o PT e seu projeto de poder. 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=qaOOUFhT2I0%5D

     

     

     

    1. Roberto L.

      13 de maio de 2015 3:57 pm

      Oneide a cada dia mais
      Oneide a cada dia mais paranoico (a) se descabelando pensando no Apocalipse pregado pelo profeta astrólogo islâmico de Virgínia denunciador do “Foro de São Paulo”, Olavo de Carvalho. Essas olavetes detonaram a discussão política do país levando a coisa prum nível tão baixo que dá desgosto só de ler essa baboseira típica de leitor de Veja.

  6. Ely Souza

    13 de maio de 2015 3:00 pm

    Avaliação invertida.

    Achei interessante o diálogo entre mãe e filha. Talvez porque, pela primeira vez, tenha prestado atenção nessas personagens que por mais de 30 anos retratam a burguesia brasileira. Essa burguesia que morre de vontade de enriquecer, morre de inveja dos ricos E ODEIA A POBREZA. Daí vai um desavisado e posta que que a mãe (cujo nome não me lembro e que já falou que tinha medo que o PT tomasse o poder) representa o povo. Representa o povo ? A filha (de cujo nome também não me lembro dado a importância que as novelas e /globo têm para mim), e que também tem o mesmo tempo de “casa”, representa o quê mesmo ? legislativo, judiciário ? Não, insensato ! Você lança mão de um diálogo que sempre permeou a nossa sociedade e que enredar o PT como vilão, insensato ? Será que em sua sabedoria nunca descobriu que a corrupção sempre houve em todas as partes do mundo em toda a história da civilização, insensato ? Sua sabedoria não chega a ser do tamanho do seu cérebro, e sua opção política é menor que um grão de ervilha, insensato. Alfabetizado não é aquele que consegue interpretar as leis ou desempenhar uma profissão a contento, mas aquele que consegue, com isenção, fazer uma leitura mais apurada de mundo, da sociedade em que vive, leitura sobre a igualdade entre as pessoas. A Constituição diz, e isso é LEI, que as pessoas são iguais entre sí independente de raça, cor, credo, opção de qualquer ordem. MAS NÃO DIZ E NUNCA DIRÁ QUE VOCÊ É MELHOR OU SUPERIOR POR TER MAIS DINHEIRO.

     

  7. Jose Mayo

    13 de maio de 2015 3:25 pm

    Luiz “onde digo digo, digo diogo” Fachin… Será?

    Perdi algum do meu tempo assistindo à “sabatina” desse ilustre indigitado. Perdi, porque, reles mortal que sou, e sendo “duro feito um côco”, jamais poderei desfrutar os privilégios e encômios de Tribunal tão diferenciado. Então, lá vai pro “cordel”:

    O que eu observei,

    talvez com olho algo torto,

    foi o preclaro jurista negar

    ou fingir de morto

    sempre que foi perguntado

    sobre o antes afirmado;

    Negou os próprios escritos

    e o documento assinado,

    afirmando ser “em tese”,

    ou mera elucubração,

    tudo que antes dissera

    com toda a convicção.

     

    Nos ambientes de esquerda

    tudo era “posição”,

    mas fez-se “inadequado”

    e, portanto, foi negado,

    quando se deu ocasião.

    Quisera estar enganado,

    e lamento achar que não;

    Esse “tipo” de jurista,

    depois que sobe na “lista”,

    mostra que é “camaleão”.

    Alguém lembra do Barbosa?

    Esse é do mesmo padrão.

     

    Abs

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