22 de junho de 2026

Covid-19 – O país torna a aparecer entre os cinco piores, ainda que a taxa de mortes tenha estagnado, por Felipe Costa

O Brasil (623 mil) está na 8ª posição. Preocupa saber que, em todos esses países, as estatísticas subiram na última semana

Covid-19 – O país torna a aparecer entre os cinco piores, ainda que a taxa de mortes tenha estagnado.

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Por Felipe A. P. L. Costa [*].

RESUMO. – Este artigo atualiza as estatísticas mundiais a respeito da pandemia divulgadas em artigo anterior (aqui). No caso específico do Brasil, o artigo também atualiza os valores das taxas de crescimento. Entre 5 e 11/12, as taxas ficaram em 0,0840% (casos) e 0,0130% (mortes). A primeira subiu pela quinta semana consecutiva. A segunda estagnou. Apesar deste último resultado, o país tornou a aparecer entre os cinco países que mais registraram mortes nas últimas quatro semanas, atrás apenas de Estados Unidos, Japão, Alemanha e Itália. O sinal amarelo continua ligado, aqui e em muitos outros países. Máscaras e vacinas são as armas que nós temos para frear as escaladas e puxar as estatísticas para baixo.

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1. ESTATÍSTICAS MUNDIAIS: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES.

Levando em conta as estatísticas mundiais obtidas na manhã de hoje (12/12) [1], eis um resumo da situação.

(A) – Em números absolutos, os 20 países mais afetados [2] estão a concentrar 74% dos casos (de um total de 649.207.625) e 69% das mortes (de um total de 6.653.264) [3].

(B) – Nesses 20 países, 465 milhões de indivíduos receberam alta, o que corresponde a 97% dos casos. Em escala global, 629 milhões de indivíduos já receberam alta.

(C) – Olhando apenas para as estatísticas das últimas quatro semanas, eis um resumo da situação: (a) em números absolutos, a lista segue a ser liderada pelo Japão, agora com 2,89 milhões de novos casos; (b) entre os cinco primeiros da lista, estão ainda a Coreia do Sul (1,54 milhão), os Estados Unidos (1,41), França (1,31) e China (1,02). O Brasil (623 mil) está na 8ª posição. Preocupa saber que, em todos esses países (e mais os cinco que completam a lista dos 11 primeiros colocados), as estatísticas subiram na última semana; e (c) a lista dos países com mais mortes segue a ser liderada pelos Estados Unidos (9,64 mil); em seguida aparecem Japão (4,03 mil), Alemanha (3,38), Itália (2,43) e o Brasil (2,02), que reingressou ao Top 5 da Morte na semana passada.

2. ESTATÍSTICAS BRASILEIRAS: SEMANA 5-11/12.

Ontem (11/12), de acordo com fontes extraoficiais (ver aqui), foram registrados em todo o país mais 6.777 casos e 7 mortes. Teríamos chegado assim a um total de 35.577.538 casos e 690.754 mortes.

Na semana encerrada ontem (5-11/12), foram registrados 208.433 casos e 630 mortes. O número de casos é maior que o da semana anterior, mas o de mortes é ligeiramente inferior (28/11-4/12: 200.904 casos e 645 mortes).

3. O RITMO DA PANDEMIA EM TERRAS BRASILEIRAS.

Para monitorar de perto o ritmo e o rumo da pandemia, sigo a usar como guias as taxas de crescimento no número de casos e de mortes. Vejamos os resultados mais recentes.

A taxa de crescimento no número de casos subiu de 0,0814% (28/11-4/12) para 0,0840% (5-11/12) (ver a figura que acompanha este artigo) [4].

A taxa de crescimento no número de mortes, por sua vez, estagnou, variando de 0,0134% (28/11-4/12) para 0,0130% (5-11/12). Apesar dessa estagnação, o número de mortes se manteve elevado, fazendo com que o país voltasse a integrar, como foi dito antes, o Top 5 da Morte.

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FIGURA. A figura que acompanha este artigo ilustra o comportamento das médias semanais das taxas de crescimento no número de casos (pontos em azul escuro) e no número de óbitos (pontos em vermelho escuro) em todo o país (valores expressos em porcentagem), entre 19/6 e 11/12/2022. (Para resultados anteriores, ver aqui.)

*

4. CODA.

A situação da pandemia em terras brasileiras segue preocupando.

A taxa de casos escalou pela quinta semana consecutiva (ver a figura que acompanha este artigo). A de mortes, ao que parece, estagnou. Apesar deste último resultado, o país tornou a aparecer entre os cinco países que mais registraram mortes nas últimas quatro semanas, atrás apenas de Estados Unidos, Japão, Alemanha e Itália.

O sinal amarelo continua ligado, aqui e em muitos outros países. Máscaras e vacinas são as armas que nós temos para frear as escaladas e puxar as estatísticas para baixo. (Lembrando que a vacina combate a doença, mas não impede o contágio. O que pode impedir o contágio é o uso correto de máscara facial.)

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NOTAS.

[*] Há uma campanha de comercialização envolvendo os livros do autor – ver o artigo Ciência e poesia em quatro volumes. Para mais informações ou para adquirir (por via postal) os quatro volumes (ou algum volume específico), faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros artigos e livros, ver aqui.

[1] Como comentei em ocasiões anteriores, as estatísticas de casos e de mortes estão a seguir o painel Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA), enquanto as de altas estão a seguir o painel Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).

[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em 10 grupos: (a) Entre 95 e 100 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 40 e 45 milhões – Índia; (c) Entre 35 e 40 milhões – França, Alemanha e Brasil; (d) Entre 25 e 30 milhões – Coreia do Sul e Japão; (e) Entre 20 e 25 milhões – Itália, Reino Unido e Rússia; (f) Entre 15 e 20 milhões – Turquia (estatísticas congeladas); (g) Entre 12 e 15 milhões – Espanha; (h) Entre 10 e 12 milhões – Vietnã e Austrália; (i) Entre 8 e 10 milhões – Argentina, Países Baixos e Taiwan; e (j) Entre 6 e 8 milhões – Irã, México e Indonésia.

[3] Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver os volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Sobre o cálculo das taxas de crescimento, ver qualquer um dos três primeiros volumes.

[4] Para conferir os valores numéricos, ver aqui (entre 27/12/2021 e 26/6/2022) e aqui (semanas anteriores).

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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