Não existe ferramenta farmacológica para uso no início da Covid, diz Luana

Questionada por senador governista, ex-secretária diz que sistema imunológico vai responder melhor “quanto mais inteiro esse paciente estiver”

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Jornal GGN – A médica Luana Araújo voltou a ressaltar que não existe nenhuma ferramenta farmacológica que possa a ser usada dentro dos casos iniciais de covid-19. A ex-secretária do Ministério da Saúde depõe na CPI da Pandemia nesta quarta-feira.

“Nós não temos nenhuma ferramenta farmacológica que possa ser usada de forma inicial que impeça a progressão da doença”, afirmou em resposta a questionamento do senador Marcos Rogério (DEM-RO). “A gente identifica com precocidade, a gente trata ou melhora o tratamento das eventuais doenças que o paciente tenha em concomitância porque a gente sabe que as doenças fragilizam o sistema imunológico do paciente”, continuou. “Então, quanto mais inteiro esse paciente estiver, melhor o sistema imunológico dele vai responder”.

Luana também abordou a diferença entre profilaxia e intervenção precoce no tratamento. “Quando a gente fala de profilaxia, a gente está dizendo em impedir que a pessoa adoeça, ou diminuir a chance, o risco dessa pessoa adoecer. Hoje, se a gente restringir isso à pandemia da covid-19, a gente está falando da intervenção vacinal, majoritariamente. E associada a ela, as outras estratégias não farmacológicas de comportamento – quer dizer, a pessoa tem a vacinação como base, mas ela precisa ainda manter o uso de máscara, a higiene de mãos e o distanciamento social”.

“Com relação à intervenção precoce, ela não significa a adoção de terapêutica. Não necessariamente. Ela significa uma intervenção que a gente tente diminuir o risco de agravamento, e/ou cessar a cadeia de transmissão. É por isso que eu mencionei há pouco tempo que, dentro dessas estratégias, o diagnóstico precoce desse paciente é absolutamente fundamental. E é por isso que esse plano de teste em massa, que eu espero que seja, tem tudo para ser levado a cabo pelo ministro Queiroga, seja bastante assertivo e que tenha bons resultados.”

Questionada sobre determinações impostas pelo Planalto quanto à sua atuação, Luana reafirmou que “não teve contato com qualquer que fosse do Planalto. Meu contato foi intrinsecamente com o Ministério da Saúde – então, poucas pessoas do Ministério da Saúde – e eu não recebi nenhum tipo de interferência, não sofri nenhum tipo de interferência no período em que estive lá”.

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