No mesmo dia, governo Bolsonaro rejeitou 130 milhões de vacinas da Pfizer e Butantan/Sinovac

"As vacinas da Astrazeneca e Covax seriam insuficientes [para dar conta da vacinação da população brasileira]. A questão da vacina não foi bem resolvida no ano passado", diz Dimas Covas

Jornal GGN – Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia, fez questão de frisar, na manhã desta quinta (27), que o governo de Jair Bolsonaro rejeitou, no mesmo mês, ofertas da Pfizer e Butantan para fornecimento de vacinas contra coronavírus que totalizavam 130 milhões de doses.

“Em 18 de agosto de 2020, o Butantan apresentou a segunda oferta de 60 milhões de doses [de vacinas da Sinovac]. No mesmo dia, a Pfizer também fez a segunda oferta, de 70 milhões de doses. Ou seja, em só dia, o governo brasileiro perdeu a oportunidade de comprar 130 milhões de doses de vacina, o que seria suficiente para dar a primeira dose à mais metade da população brasileira. A média móvel de mortes naquele momento estava em mais de 1 mil óbitos por dia e estávamos perto de 110 mil mortes.”

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À CPI, o direitor do Butantan, Dimas Covas, disse que o governo federal errou em não comprar a Coronavac antes e que o Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a começar a vacinação, em dezembro de 2020. “As vacinas da Astrazeneca e Covax seriam insuficientes [para dar conta da vacinação da população brasileira]. A questão da vacina não foi bem resolvida no ano passado.”

O Ministério da Saúde levou seis meses, entre a primeira oferta e a assinatura do contrato, para adquirir a vacina Coronavac.

Acompanhe a CPI por aqui:

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