4 de junho de 2026

A juíza, a política e a Lei, por Fábio de Oliveira Ribeiro

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A juíza, a política e a Lei

por Fábio de Oliveira Ribeiro

As notícias acerca da proibição da manifestação de petistas em Curitiba e da condição pessoal da juíza que proferiu a decisão são extremamente preocupantes. Todavia, os adoráveis blogues sujos estão deixando de lado o aspecto aspecto principal neste caso.

O Juiz deve (quando a Lei impõe um dever ao Juiz ele/ela não pode fazer algo diferente) se dar por impedido sempre que for inimigo daquele cujos interesses serão analisados ou tutelados no processo.

Em postagens no Facebook a juíza  Diele Zydek  já se manifestou abertamente contra Dilma, contra Lula, contra o PT e contra os petistas https://jornalggn.com.br/noticia/juiza-que-restringiu-manifestacao-em-curitiba-ja-atacou-lula-nas-redes-sociais. Portanto, além de ser inimiga de Dilma, de Lula, do PT e dos petistas ela forneceu PROVA INEQUÍVOCA desta inimizade.

É legítimo que Lula tenha interesse político na manifestação em seu apoio. Por outro lado, a CF/88 garante aos petistas e simpatizantes o direito de manifestar publicamente seu apoio a  Lula.

Como cidadã, a juíza também tem o direito de manifestar suas opções e inimizades políticas. O que Diele Zydek não tem é o direito de decidir qualquer ação que envolva os interesses de seus inimigos.

Ao receber a ação pedindo a limitação do direito de manifestação dos petistas no dia da audiência de Lula a primeira coisa que a juiza deveria fazer seria: avaliar e julgar sua própria isenção para decidir o processo.

Diele Zydek não fez esta avaliação ou, pior, ela decidiu o caso impondo a proibição justamente porque é ininiga de Lula, do PT e dos petistas.

A decisão que ela proferiu não é só nula. Ao apor sua assinatura no documento sabendo que havia postado coisas contra Lula, contra o PT e contra os petistas, a juíza violou frontalmente sua obrigação de cumprir e fazer cumprir fielmente a Lei que a obriga a ser isenta e a se dar por impedida sempre que tenha interesse pessoal (econômico, político, ideológico, profissional ou partidário) na causa. 

Portanto, o incidente é grave e deve ser levado ao conhecimento do CNJ. Qualquer petista tem legitimidade para processar esta juizinha mequetrefe que, por razões políticas, ideológicas ou partidárias, acredita estar acima da Lei e ser capaz de revogar o direito de manifestação de seus inimigos. Pau nela, sem dó…

Fábio de Oliveira Ribeiro

Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

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26 Comentários
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  1. Henrique Finco

    8 de maio de 2017 9:42 pm

    Moça

    Esta moça, que está juíza, parece não ter condições de estar juíza.

  2. MarFig

    8 de maio de 2017 11:08 pm

    Parece que ela jå apagou suas

    Parece que ela jå apagou suas postagens no Fasciburro. Só isso já demonstra a falta de caráter dessae pseudo juiza e sua covardia. 

  3. Álvaro Noites

    8 de maio de 2017 11:17 pm

    A covarde já apagou seu
    A covarde já apagou seu perfil no facebook.

    Agora é denuncia-la no CNJ.

    1. Fábio de Oliveira Ribeiro

      8 de maio de 2017 11:52 pm

      Isto é irrelevante.A prova

      Isto é irrelevante.

      A prova do ódio que ela devota a Lula, ao PT e aos petistas já está documentada.

      Além disto, o Facebook pode facilmente recuperar tudo que ela deletou. 

      A HD do computador dela também contém informações que a ligam ao perfil apagado.

      Resumindo: ela não vai se safar facilmento da grave infração que cometeu.

      Aliás, ao tentar destruir provas a juíza apenas complicou sua situação. 

      1. Somebody

        9 de maio de 2017 3:19 am

        Correto. Mas eu estou

        Correto. Mas eu estou querendo saber aonde estão os responsáveis por fazer valer a lei no Brasil, os que deveriam neste momento estar punindo de forma exemplar esta juíza pelo ato grave que ela cometeu.

        Ou aquele ditado popular brasileiro de que “só vai para cadeia pobre, preto e puta” agora virou lei oficial do sistema judicial do país?

      2. Mário Mendonça

        9 de maio de 2017 10:05 am

        Prezado Fabio
        Bom dia 
        O que

        Prezado Fabio

        Bom dia 

        O que “esperar de seus superiores” nesse caso ?

        Abração

        1. Fábio de Oliveira Ribeiro

          9 de maio de 2017 10:30 am

          Só existem duas opções: lutar

          Só existem duas opções: lutar ou se resignar.

          Não acredito em resignação. 

    2. Renato Lazzari

      9 de maio de 2017 1:06 am

      Muita gente tem “prints”

      Muita gente tem “prints” guardados. Sempre se pode alegar que os “prints” foram adulterados. Mas em caso de crime o Facebook pode recuperar o perfil, inclusive tornando-o indisponível para o usuário que o criou. Tem sido assim, por exemplo, com perfis de traficantes internacionais.

       

  4. WG

    8 de maio de 2017 11:33 pm

    A plutocracia transformou a

    A plutocracia transformou a casa do judiciário brasileiro numa casa de prostituição do direito, frequentada por fascistas e nazistas. A globo, que sempre foi muito competente em cenas de bordel, poderia convocar a juíza de Curitiba para estrelar uma cena de suas novelas, quem sabe concedendo habeas corpus a um banqueiro bonzinho. Difícil imaginar cena mais obscena, a causar orgasmos múltiplos em nossa elite. 

  5. MThereza

    8 de maio de 2017 11:39 pm

    Do jeito que juízes/as estão

    Do jeito que juízes/as estão agindo eu podia jurar que essa questão de “declarar-se impedido/a” tinha saído de moda ou até sido suprimido do ordenamento jurídico do país, se é que ainda temos algum. Moro, por exemplo, deveria se declarar impedido de sequer pronunciar o nome de Lula, quanto mais posar de juiz num processo que envolve o ex-presidente. 

    Agora, denunciar ao CNJ… sei não. Ainda está funcionando ou o pessoal só passa lá pra assinar o ponto e garantir o salário? 

  6. Valéria Miguez

    8 de maio de 2017 11:47 pm

    Os da LJ apoiaram Aécio…

    Também com postagens nos próprios perfis… E não aconteceu nenhum empecimento…

    São eles que estão ditando as leis!

  7. Naldo

    9 de maio de 2017 12:57 am

    Ninguém achou estranho essa
    Ninguém achou estranho essa notícia do poder 360?

    A presidente do stf em encontros secretos com empresários e com gente da globo?

  8. Maria Rita

    9 de maio de 2017 1:04 am

     E agora, mais uma ironia dos

     E agora, mais uma ironia dos irresponsáveis do golpe: Janot pede ao STF o afastamento de Gilmar do caso Eike, afirmando o que todos já sabiam. Eike é defendido pelo escritório de advocacia onde sua mulher trabalha. Está cada vez mais claro que o impedimento é geral, de norte a sul do país. E ele viajou no avião presidencial a Portugal com vários acusados na lava jato. E o Moro depois surgiu no beija mão de Temer naquela entrega de prêmios ofertados pelo Exército, se não me falha a memória. É uma promiscuidade total. Ninguém escapa, nem o santinho do Janot.

  9. Marcos Antônio

    9 de maio de 2017 1:16 am

    O judiciário é decepção, acabará inútil…

    Desde que a humanidade existe sobre a terra, é uma busca para aperfeiçoamento nas edificações, nas máquinas, no conhecimento, menos na justiça, no Brasil, ao que parece – quer andar para trás…

    Devíamos, como nação, estar buscando a ética, o valor!

    Se juízes não ligam para isso, o que esperar daqueles com inclinação a bandidagem?

    O judiciário só vem com noticia de atraso de vida!

    Por isso nosso sistema carcerário é um caos, os bandidos fazem o que querem nas ruas e a ladroagem é institucionalizada e protegida pelo judiciário…

    A justiça é um guarda costas de alguns políticos, de certos partidos!

    Estamos ferrados!

  10. Marcão Souza

    9 de maio de 2017 1:25 am

    Duro é saber

    Duro é saber que nenhum petista entrará com ação contra a juizeca. É mais fácil, mais uma vez, algum parlamentar da REDE fazer isso rsrs. Infelizmente essa turma do PT é boa de papo, mas de briga judicial… vide o Zé da jusitça. A última pérola da bananice petista é o golpe de cavalheiros q tá rolando debaixo dos narizes petistas para adiar as eleições de 2018.

  11. Lima Gb

    9 de maio de 2017 2:01 am

    É impressão minha….

    … ou mandaram cercar a Bastilha?

  12. peregrino

    9 de maio de 2017 2:29 am

    ” Juro cumprir a Constituição e as leis do país “

    se da função era a lei de ouro, foi roubada

    1. peregrino

      9 de maio de 2017 2:34 am

      todo juramento é uma lei de ouro…

      fosse na Igreja, seria o pecado julgando o pecador

      1. peregrino

        9 de maio de 2017 3:05 am

        decepção mesmo…

        basta o comportamento de um, pois já podemos escolher entre milhares, para nos convencer

        preocupam-se tanto com a política, chamam-na de porca, mas a sabedoria usada naquela é a mesma que é usada por eles, juízes e procuradores

  13. peregrino

    9 de maio de 2017 2:58 am

    quer saber o que penso realmente disso tudo…

    ou mais exatamente, da participação desse tipo de funcionário nas redes sociais?

    ANTRO EXPOSTO

  14. Somebody

    9 de maio de 2017 3:15 am

    Texto perfeito. Mas eu

    Texto perfeito. Mas eu pergunto: Quem têm o dever de fazer valer a lei e portanto punir a juíza? Aonde está o responsável no Brasil por enforçar as leis para que elas sejam cumpridas e evitar essa palhaçada aonde parece que seguir a constituição é opcional se o infrator for de um partido de direita?

  15. Schell

    9 de maio de 2017 3:37 am

    Não se iludam. Nem a

    Não se iludam. Nem a (in)justiça paranaense possui corregedor, como, pior, também se julgam exceção e assim agem contra a democracia. Ora, como o cnj não existe (né, dona Carmencita) e a corregedoria que nele existia (bons tempos do Dipp), agora, está nas mãos do “criador-de-direito”, lá no stj (argh) posto pelo GM e o FHC, vê-se que não sobra quem quer que seja para enquadrar a dita desajuizada. Aliás, cá pra nós, a juíza da vara da fazenda pública sentenciar sobre mobilização em função de oitiva de réu, em si, já é o descalabro generalizado. Como foi que essa juizita recebeu o escambo? Nem a ONU será capaz de acabar com essa criminalidade-de-toga. Haja saco.

  16. andre rs t

    9 de maio de 2017 6:01 am

    (Sem título)

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=6Y3qmG3mEcw%5D

  17. martos venicio

    9 de maio de 2017 10:42 am

    Quem irá deter essa

    Quem irá deter essa turbatogada? O CNJ? O Ministro? Como entrar na justiça contra esses que dizem aplicar a lei e na realidade passa por cima delas? Estamos lascados com essa ditadura facista dos justiÇeiros da justiça.

  18. mauro silva 3

    9 de maio de 2017 11:58 am

    um problema, aí:

    o cnj é um tribunal corporativista, portanto, a dita juíza-militante-antipetista será inocentada em nome deste mesmo corporativismo nefasto.

    não adianta: o judiciário está tomado por indivíduos sem nenhuma condição moral de exercer a magistratura. com esse tipo de juiz, o próprio poder judiciário torna-se dispensável, que resulta numa única solução para corrigir tais distorções: expurgo total nos quadros da magistratura e promotorias, e mudança radical no perfil dos aprovados nos concursos públicos para esses cargos, com salários adequados à realidade nacional.

  19. Juliano Santos

    9 de maio de 2017 12:30 pm

    ……nem piedade.
    Mas os

    ……nem piedade.

    Mas os juízes, a maioria, perderam a vergonha na cara. Qual a última vez que alguém viu um juiz declarar-se suspeito, e abrir mão de uma causa, principalmente uma que lhe atribua poder e holofotes? 

    O juízes e também procuradores estã sofrendo de síndrome de BBB. O negócio é aparacer na Globo, e escrúpulos são obstáculos.

    Moro criou a jurisprudência para seus pares. A partir dele esse negócio de “parcialidade” é indulgência com o “crime”. Muitos juízes começaram a tirar suas imparcialidades do armário.

    Essa situação se consolidando, se o cidadão for a julgamente por algum motivo, que reze para cair na mão de um juíz que tenha as mesmas preferências ideológicas que voce. 

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