Aliados descontentes com ação da PF colocam articulação na berlinda

Os senadores ficaram descontentes e têm, em suas mãos, a reforma da Previdência e a indicação de Zero03, Eduardo Bolsonaro, para o cargo de embaixador do Brasil em Washington. Pontos delicados nesta relação com o Palácio.

Foto Veja

Jornal GGN – A operação da Polícia Federal ocorrida na manhã de quinta, 19, que atingiu o principal articulador do governo Bolsonaro no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), não agradou aliados. A preocupação com a agenda tira o sossego do Palácio do Planalto.

As ações de buscas e apreensões nos endereços ligados a Bezerra e ao deputado Fernando Filho (DEM-PE) tiveram autorização do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, em 9 de setembro, atendendo pedido da PF. Raquel Dodge se manifestou contrária à ação.

Sergio Moro, que comanda a PF, esteve no Palácio conversando com Bolsonaro. E se já havia uma crise envolvendo a PF com a ameaça de Bolsonaro em demitir o diretor-geral Maurício Valeixo, a ação desta quinta atiçou a situação delicada.

Os senadores ficaram descontentes e têm, em suas mãos, a reforma da Previdência e a indicação de Zero03, Eduardo Bolsonaro, para o cargo de embaixador do Brasil em Washington. Pontos delicados nesta relação com o Palácio.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e também do DEM, declarou que vai questionar a operação oficialmente, no STF. Alcolumbre, em entrevista, disse que já existe um entendimento de que a operação realizada precisa ter conexão com o mandato, e que os ocorridos se deram em 2012 e 2014, quando Fernando Bezerra ainda não era senador e nem líder do governo.

Alcolumbre tem em mãos outra cartada, a de que segurou, desde o início do ano, a criação da CPI da Lava Toga, que deveria investigar integrantes do STF. Insatisfeito com o ocorrido, declarou ainda se sentir perplexo com a decisão de Barroso, que considerou ‘grave medida’ e ‘drástica interferência’.

Barroso, por seu turno, considera a defesa da Lava Jato uma cruzada. Afirmou, em nota, que autorizou a operação de maneira técnica e republicana ‘baseada em relevante quantidade de indícios da prática de delitos’. E que o fez por ‘puro cumprimento da Constituição’.

Leia também:  A prisão após condenação em segunda instância não tem nada a ver com o “combate à corrupção”, por Gustavo Roberto Costa

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2 comentários

  1. Votei em Ciro no primeiro turno. Não voltei á eleição no segundo turno( não tenho mais obrigação eleitoral), porém não voto mais nele. Seria o menos ruim, só que ele é muito boquirroto e deselegante. O seu”pavio curto” acaba detonando bomba antes da hora, o vitimando

  2. Votei em Ciro no primeiro turno. Não voltei á eleição no segundo turno( não tenho mais obrigação eleitoral), porém não voto mais nele. Seria o menos ruim, só que ele é muito boquirroto e deselegante. O seu”pavio curto” acaba detonando bomba antes da hora, o vitimando

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