Após escândalo sexual, Bolsonaro escolhe assessora de Guedes para presidência da Caixa

Cintia Alves
Cintia Alves é graduada em jornalismo (2012) e pós-graduada em Gestão de Mídias Digitais (2018). Certificada em treinamento executivo para jornalistas (2023) pela Craig Newmark Graduate School of Journalism, da CUNY (The City University of New York). É editora e atua no Jornal GGN desde 2014.
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Embora assédio sexual seja crime, Bolsonaro ainda não demitiu nem afastou Guimarães do cargo, para que ele possa se dedicar à defesa

Secretária Especial de Produtividade e Competitividade, Daniella Marques Consentino, é a entrevistada no programa A Voz do Brasil. Foto: Agência Brasil
Secretária Especial de Produtividade e Competitividade, Daniella Marques Consentino, é a entrevistada no programa A Voz do Brasil. Foto: Agência Brasil

A substituta de Pedro Guimarães na presidência da Caixa Econômica Federal já está escolhida. Numa resposta política ao escândalo sexual, Jair Bolsonaro vai colocar Daniella Marques, ex-sócia e atual “braço direito” de Paulo Guedes no Ministério da Economia, no lugar do presidente acusado de assediar funcionárias do banco.

O escândalo sexual, combinado com assédio moral, veio à tona na noite de terça, 28. O site Metrópoles revelou que Pedro Guimarães está sendo investigado em sigilo por tocar partes íntimas, constranger e fazer convites inapropriados para funcionárias. Até agora, são cinco as vítimas que já falaram com as autoridades.

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Nesta quarta, 29, Pedro Guimarães apareceu em um evento da Caixa ao lado da esposa para dizer que sua conduta é pautada pela ética e moral. Segundo alguns veículos, funcionários do governo Bolsonaro admitiram que ele tinha fama de descontrolado e assediador.

Embora assédio sexual seja crime, Bolsonaro ainda não demitiu nem afastou Guimarães do cargo, para que ele possa se dedicar à defesa. O governo aguarda que o próprio suspeito coloque o posto à disposição.

Daniella Marques comanda, desde fevereiro de 2022, a Secretaria de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Até 2019 ela foi sócia de Paulo Guedes na Bozano Investimentos. Deixou a gestora para ir trabalhar no governo Bolsonaro.

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