Temer distribui cargos e cria prazo para enterrar investigação sobre JBS

Foto: Lula Marques/PT

Jornal GGN – O governo Michel Temer já começou a esboçar um plano para fazer a investigação da força-tarefa da Lava Jato sobre o escândalo da JBS acabar em pizza. Segundo reportagem da Folha, a ação passa pela compra de votos na Câmara com distribuição de cargos e emendas parlamentares, além do estabelecimento de um cronograma de tramitação mais rápida. Por fim, Temer ainda pretende nomear para a Comissão de Constituição e Justiça um relator de sua confiança.

A investigação contra Temer iniciada após a JBS revelar conversa em que o presidente teria dado aval à compra do silêncio de Eduardo Cunha, além de ouvir relatos de obstrução de Justiça por parte de Joesley Batista, terá na Câmara um caminho parecido com o processo de impeachment.

Assim que o Supremo Tribunal Federal o pedido de processo contra Temer da Procuradoria-Geral da República, a CCJ da Câmara será acionada para analisar se a demanda atende os requisitos legais. Depois disso, será encaminha ao plenário da Casa, que terá de dar permissão para que o presidente seja julgado por 2/3 dos votos. É para garantir 1/3 em seu favor que Temer, segundo a Folha, tem distribuído benesses ao chamado centrão.

Na CCJ, a expectativa era de que levassem pelo menos 15 sessões para conclusão da fase inicial do possível julgamento de Temer. Mas o presidente quer acelerar a tramitação e concluir tudo em 5 sessões, antes de 18 de julho, quando a Câmara entra em recesso parlamentar.

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“O objetivo é tentar encurtar a crise política, evitando que ela se estenda para o segundo semestre e continue a afetar o cronograma de votação da reforma previdenciária, cuja nova expectativa é de que fique apenas para agosto”, disse a Folha.

O jornal afirmou que o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB), concorda com o plano de Temer. “Como a indicação do relator cabe ao presidente da comissão, o Palácio do Planalto tem defendido que seja escolhido um nome que seja de confiança do presidente, mas que também tenha conhecimento jurídico e perfil técnico.” O favorito é Alceu Moreira (PMDB), que esteve com o presidente na segunda-feira (12).
 
Ainda de acordo com o jornal, Temer “começou a fazer o mapa de votação da denúncia na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e a estruturar estratégia para reduzir o máximo possível o número de sessões regimentais.” Ele também já começou a negociação de cargos com partidos do centrão.
 
O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, prorrogou no último dia 12 o prazo para a Polícia Federal relatar o inquérito de Temer. O novo prazo encerra-se em 17 de junho.
 
“Em tese, após o inquérito ser concluído pela PF, a Procuradoria-Geral da República tem até cinco dias para oferecer denúncia ou pedir arquivamento. O órgão também pode apresentar denúncia antes de o relatório da PF ser concluído”, lembrou a Folha.

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3 comentários

  1. Não adianta ficare com

    Não adianta ficare com mais-mais! Se não se partir para o que resolve verdadeiramente: porrada e etc… (enquanto somos grande maioria, graças a Deus!), tudo vai continuar como antes.

    Só depende de nós.

  2. Abaixo o golpe juristocrático-global!

    Normalmente para ser um “dilema” precisa ter ao menos ~2~ opções, não?? rs

    “ACORDÃO”: COMEÇA O FIM DA LAVA JATO (É O “TOO BIG TO FAIL”, ESTÚPIDO!)

    Por Romulus & Núcleo Duro

    – A Medida Provisória que permite ao Banco Central celebrar acordos de leniência – secretos! – com os Bancos muda o jogo.

    – Esvazia sobremaneira o poder de chantagem da Força Tarefa da Lava a Jato – e de Palocci! – sobre o Mercado: a “bomba atômica” está em vias de virar uma…

    – … biribinha (!)

    – Esse fato – tomado isoladamente – é ruim para o PT. E para Lula (!)

    – Mas…

    – Sempre se pode contar com a estupidez dos Procuradores de Curitiba. Eles que – até agora! – ainda não entenderam que o Acordão é…

    – … I-NE-VI-TÁ-VEL!

    – Por quê?

    – Ora, “é o too big to fail, estúpido!”.

    – No caso, literalmente “estúpidos” M E S M O.

     

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