4 de junho de 2026

A traição e o Brasil oculto, por Izaías Almada

Embora derrotado em 1945, o nazi-fascismo ainda não morreu e vem dando demonstrações de querer voltar a infernizar o mundo.

A traição e o Brasil oculto

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por Izaías Almada

         O Brasil oculto nos bueiros da maldade, da meledidência e da violência tem vindo à tona com cabais demonstrações de suas ovelhas que, alimentadas pelo ódio que corre em suas veias, se transformam na velha metáfora de Robert Louis Stevenson em o “Médico e o Monstro”: o crescimento da violência e da maldade podem se tornar irreversíveis.

         Embora derrotado em 1945, o nazi-fascismo ainda não morreu e vem dando demonstrações de querer voltar a infernizar o mundo.

Alguns países ainda resvalam por essas saudosas lembranças da ignorância político- ideológica de um fanático e doente mental de nome Adolf Hitler, cujo pensamento e a ação levaram à morte milhões e milhões de pessoas pelo mundo, sem que disso resultasse qualquer avanço civilizacional, antes pelo contrário.

Impossível não nos lembrarmos do excelente filme: “A Escolha de Sofia”.

         A tentativa do golpe de 08 de janeiro em Brasília, sua organização e a liberdade com que muitos dos seus organizadores usaram as redes sociais e a dark web para lançar o Brasil numa aventura inimaginável de um nazifascismo caboclo, acendeu o sinal de alarme para que o país se organize seriamente para evitar novas tentativas nesse sentido.

         E parece que elas existem!

         Ameaças de morte ao presidente da república; ameaças a ministros do STF; agressões ao ministro Moraes; falas ameaçadoras pelas redes sociais; a falta de punição dos responsáveis pelo 08 de janeiro; a demora na punição dos líderes do bolsonarismo explícito e enrustido, como a do próprio ex-presidente, que cultiva uma série de processos e nenhum deles é levado a julgamento.

         Mais do que isso até: a traição à pátria. Não é mesmo senhor Dallagnol? Como explicar a conversa secreta com autoridades norte americanas sobre a Petrobrás? O que aconteceria a um procurador nos Estados Unidos se agisse como o senhor agiu contra o seu país?

         O que é que o Brasil espera? Que o nazifascismo caboclo respeite os valores de um regime verdadeiramente democrático? Ou que se organizem atempadamente para ensaiar um novo golpe? Ser ou não ser? Avançar ou regredir?

         Um lançar de olhos pela vida política brasileira mostra que os períodos de aparência democrática são invariavelmente interrompidos quando um governo eleito democraticamente a duras penas resolve governar em nome da maioria do povo. Até quando?

         O que pensa o novo governo do presidente Lula?

Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

Izaias Almada

Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.

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