O presidente Lula participou neste sábado (30) da cerimônia de lançamento da Plataforma Tela Brasil, serviço público e gratuito de streaming voltado à difusão do cinema e do audiovisual nacional. O evento aconteceu na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, durante o Rio2C, e contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, artistas e demais autoridades.
Desenvolvida com tecnologia 100% brasileira pelo Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a Tela Brasil funciona como um serviço de vídeo sob demanda de acesso gratuito, integrado ao portal Gov.br. O investimento total na plataforma somou cerca de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025, contemplando licenciamento de obras, desenvolvimento tecnológico, curadoria e acessibilidade.
O catálogo inicial reúne 555 obras audiovisuais, entre longas-metragens, médias-metragens, curtas e produções seriadas. Títulos como Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Xica da Silva (1976), Carandiru (2003) e Olga (2004) integram o acervo, ao lado de diretores como Glauber Rocha, Carlos Diegues e Lúcia Murat. Obras selecionadas por edital já contam com audiodescrição, legendagem descritiva e Libras; as demais receberão recursos de acessibilidade ainda em 2026.
Acesso
A plataforma contará com dois perfis. O Perfil Cidadão é voltado ao uso individual via Gov.br, com navegação por categorias, gêneros e formatos. O Perfil Direcionado atende exibições coletivas em cineclubes, escolas, bibliotecas, museus e festivais, com curadoria temática.
O serviço está disponível inicialmente em versão web, com possibilidade de espelhamento em smart TVs. Os aplicativos para Android e iOS devem ser lançados em até 30 dias.
Lula defendeu que a soberania cultural do país se constrói com o fortalecimento das produções nacionais e o reconhecimento dos profissionais do setor. “A cultura abre a cabeça, abre horizontes, faz a gente enxergar um pouco mais longe. Faz a gente enxergar o que antes não era visível para nós”, disse o presidente.
A ministra Margareth Menezes destacou que a plataforma cumpre o papel de garantir ao povo brasileiro o acesso aos seus direitos culturais. “O povo não tinha acesso. Para fazer com que isso chegasse ao nosso povo, a solução foi criar uma plataforma gratuita, onde o povo vai ter acesso à produção maravilhosa dessas pessoas”, afirmou.
A cerimônia também marcou a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Com vigência de 48 meses, o acordo prevê a incorporação de mais de 150 títulos e aproximadamente 3 mil horas de conteúdo do acervo da empresa à plataforma, incluindo programas como Sem Censura, Samba na Gamboa e documentários da TV Brasil.
*Com informações da Agência Gov.
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