A escritora Lygia Fagundes Telles faleceu neste domingo (03/04) aos 98 anos de causas naturais em sua casa, na cidade de São Paulo.
Nascida em São Paulo, Lygia passou a infância no interior do Estado, onde o pai, o advogado Durval de Azevedo Fagundes, foi promotor público. A mãe, Maria do Rosário (Zazita), era pianista.
Voltando a residir com a família em São Paulo, a escritora fez o curso fundamental na Escola Caetano de Campos e em seguida ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo, onde se formou.
A vocação para a literatura foi incentivada ainda na adolescência pelos seus maiores amigos, os escritores Carlos Drummond de Andrade e Erico Verissimo.
O livro Ciranda de Pedra (1954) é considerada por Antonio Candido a obra em que a autora alcança a maturidade literária, e também é a obra que Lygia considera o marco inicial de suas obras completas.
Algumas de suas obras mais marcantes foram publicadas na década de 70: Antes do Baile Verde (1970), que recebeu o Primeiro Prêmio no Concurso Internacional de Escritoras, na França; As Meninas (1973), que recebeu os Prêmios Jabuti, Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras e “Ficção” da Associação Paulista de Críticos de Arte. Seminário dos Ratos (1977) foi premiado pelo PEN Clube do Brasil.
A Disciplina do Amor (1980) recebeu o Prêmio Jabuti e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte. O romance As Horas Nuas (1989) recebeu o Prêmio Pedro Nava de Melhor Livro do Ano.
Lygia Fagundes Telles conduziu sua trajetória literária trabalhando ainda como Procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, cargo que exerceu até a aposentadoria. Foi ainda presidente da Cinemateca Brasileira, e integrou a Academia Paulista de Letras e da Academia Brasileira de Letras.
Com informações da CNN Brasil e da Academia Brasileira de Letras
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