A máquina do mundo (pós-Drummond), 7
por Romério Rômulo
A máquina do mundo é só um câmbio
que toca o menestrel das minhas dores
sem mais nem menos. Cantos e amores
Corroem a tarda vila que me sobra
de estardalhaços, véus e estertores
com tantos aços e pulsos. Tudo dobra.
São armas tão benditas e amadas
as brumas que seguram meus andores
onde o corpo do amor, desabraçado
Corrói a missão dos meus pavores.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
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