Fiz pactos de amores, os mais loucos, por Romério Rômulo

Cantatas me condenam os olhares fatídicos da vida que pariu

Wassily Kandinsky

Fiz pactos de amores, os mais loucos

por Romério Rômulo

Sagrado o seu silêncio não me chega
e eu me enterneço no silêncio vil
cantatas me condenam os olhares
fatídicos da vida que pariu

as telas, as canções, meus guardiões
o anjo Nosferatu que me riu.
Fiz pactos de amores, os mais loucos
perdidos nos olhares do Brasil.

Tectônico na vida, todo seco
tenho a vergasta feita pela mão:
a amargura me chega pelo beco
e tórrida me arrasta pelo chão.

Romério Rômulo

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