Poema de amor e morte para Vinicius (truth social: só tem mentira)
por Romério Rômulo
Restam soldados que formam, permanentes
Por tudo, nestes campos, resta a vida
E a bala, em desespero, que abate
Restam as armas desabadas sobre todos
As travas que nos comem, que nos levam
Por sobre as hostes vivas e quebradas
Restam então os olhos e as mãos
As vilas todas que desatam o tempo
Do amor e morte. E tudo pouco sabe.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
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