21 de maio de 2026

Num País de desmemoriados, avança manobra para desestabilizar economia, por Lauro Veiga Filho

Setores do mercado, com a ajuda de uma imprensa providencialmente “colaborativa”, têm se dedicado a manipular dados da realidade
Ilustración de Aykut-Aydogdu

Num País de desmemoriados, avança manobra para desestabilizar economia

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por Lauro Veiga Filho

O Brasil atravessou momentos dramáticos na área econômica justamente por não dispor de dólares para fazer frente a despesas e honrar compromissos externos, essenciais ao funcionamento de sua economia, nas décadas de 1980 e 1990. A sucessão de crises cambiais naquele período foi um dos fatores centrais a explicar a inflação crônica, na faixa dos dois dígitos ao mês, com impactos destrutivos sobre as famílias e para as empresas, limitando drasticamente as possibilidades de crescimento. Sempre que a economia conseguia engrenar, a falta de dólares, até mesmo para pagar as importações de petróleo, por exemplo, paralisava o País, numa situação que terminou levando à decretação da moratória da dívida externa no começo dos anos 1980 e novamente em meados da década seguinte.

Como parte da atual ofensiva articulada pela “esquadrilha austericida” e pela grande mídia corporativa, o noticiário econômico, análises e editoriais parecem ressuscitar aqueles tempos, de descontrole inflacionário, desta vez supostamente motivado pela “gastança” dos governos – ainda que sobrem dólares no País, o déficit primário (que não considera as despesas com juros) esteja em baixa e a inflação mantenha-se bem-comportada. Numa clara forçada de mão, a chamada “grande” imprensa, seus articulistas e comentaristas, alinhados a correntes mais nefastas do setor financeiro, têm insistido num cenário de derrocada, com avanço inescapável e descontrolado das taxas de inflação.

Como já anotado aqui, há uma evidente dissonância entre aquele tipo de análise e o mundo real, numa “desancoragem” proposital em relação aos dados oferecidos pela realidade. No caso da inflação, a taxa de 4,87% acumulada em 12 meses até novembro, ligeiramente acima do teto da meta (4,50%), foi recebida com tons alarmantes pelo noticiário fomentado pela “esquadrilha”, com o propósito mesmo de gerar comoção e manipular as decisões de política econômica em benefício de setores já privilegiados.

Desmemoriados

Num país de memória curta, deve-se recordar que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), havia atingido um pico de 12,13% nos 12 meses finalizados em abril de 2022 para fechar 2023 com elevação de 4,62%. A “escalada” atual, com o índice aproximando-se de 4,87%, corresponde a um acréscimo de 0,25 pontos percentuais – o que motivou uma elevação dos juros básicos em 1,75 pontos entre setembro e dezembro, com o Banco Central (BC) já antecipando mais dois pontos percentuais de alta até março do próximo ano, o que levaria os juros para insustentáveis 14,25% ao ano, algo como 9,3% ao ano em termos reais, descontada a inflação projetada em 4,5% para 2025. O cenário na área dos preços sequer poderia ser comparado ao que se teve no País no começo de 1990, por exemplo, quando a taxa mensal (isso mesmo, mensal) havia escalado para nada menos do que 82,39% em março, acumulando incríveis 437,02% em três meses e 6.390,53% em 12 meses.

Mais claramente, o custo médio dos produtos consumidos pelas famílias havia sido multiplicado praticamente 64 vezes em apenas um ano – como se algo que tivesse custado um real em março de 1989 tivesse seu preço remarcado para R$ 64 apenas um ano mais tarde, com remarcações de preços a cada hora nas prateleiras. Atualmente, com toda certeza, não é este o cenário constatado em seu dia-a-dia pelo consumidor nos supermercados.

Um pouco mais de memória. No mês do lançamento do Plano Real, em junho de 1994, a inflação mensal aferida pelo IPCA havia batido em 47,43%, quer dizer, praticamente 10 vezes mais a taxa inflacionária acumulada em 12 meses até novembro deste ano. No segundo trimestre daquele mesmo ano, a inflação havia acumulado elevação de 202,97% e saltou ainda impressionantes 4.922,60% nos 12 meses finalizados em junho, três décadas atrás.

Falsa sensação de caos

Setores do mercado, com a ajuda de uma imprensa providencialmente “colaborativa”, têm se dedicado a manipular dados da realidade para criar a sensação de caos iminente e, por isso, as manchetes e editoriais escondem a real situação das contas no setor público, que tem desmentido as projeções mais catastróficas, além de reafirmar a despesa com juros como grande fator de desequilíbrio fiscal, agravando ainda mais as distorções na economia.

Em sua projeção mais recente, liberada na semana passada, a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado e que tem se aproximado mais do pensamento econômico mais conservador, aponta que a despesa primária do governo central, incluindo gastos do Tesouro Nacional, da Previdência e do BC, deverá experimentar neste ano uma variação de 3,47% em valores não atualizados, ou seja, abaixo da taxa inflacionária esperada para este ano, próxima de 4,9%.

Descontado o gasto com juros, a despesa primária naquela área deverá saiu de alguma coisa abaixo de R$ 2,130 trilhões para R$ 2,204 trilhões, num acréscimo de R$ 74,0 bilhões em grandes números. Em comparação com o Produto Interno Bruto (PIB), no entanto, deverá haver uma queda (isso mesmo, queda), com a relação saindo de 19,5% no ano passado para algo mais próximo de 18,7% neste ano. Mais claramente, a tal “gastança” tende a se resumir a um corte de 0,8 pontos sobre o PIB estimado pela IFI para este ano. O dado é a negação da “gastança”, na verdade concentrada em outra área, propositadamente “esquecida” por analistas e grande imprensa.

O déficit primário, ou seja, a diferença entre receitas e despesas, excluídas aquelas de caráter financeiro, a exemplo dos juros, deve literalmente despencar de R$ 230,5 bilhões para R$ 49,3 bilhões na previsão da IFI. Espera-se, portanto, não um “descontrole fiscal”, mas uma redução de R$ 181,2 bilhões no rombo, correspondendo a uma queda nominal de 78,61% na comparação entre os dois exercícios. Seria um dado a ser comemorado, não estivesse a imprensa completamente obliterada por sua campanha para desestabilizar a economia e sua gestão.

A verdadeira “gastança”

Ao contrário do que tentam fazer crer parte do mercado e a imprensa corporativa, as despesas com saúde, educação, aposentados, pensionistas e milhões de famílias de baixa renda não representam ameaça real à estabilidade fiscal. Na verdade, o “choque” de juros iniciado pelo BC e a ser reforçado nos próximos meses, salvo mudanças inesperadas de rumo, tende a agravar o endividamento do setor público.

Os gastos com juros atingiram R$ 773,036 bilhões nos 12 meses encerrados em outubro deste ano, apenas na área do governo central, representando crescimento de 25,79% em relação aos valores acumulados no ano passado, na faixa de R$ 614,548 bilhões – uma alta de R$ 158,488 bilhões, duas vezes maior do que a elevação projetada para as despesas primárias. Como proporção do PIB, o gasto com juros deve subir de 5,66% para 6,73%. A gastança tem nome e endereço, portanto. Para a “esquadrilha austericida”, no entanto, os juros sobem porque não há controle da “gastança”, o que produz déficits e mais dívida. O raciocínio parece desconsiderar a lógica dos dados, que mostram outro cenário, com a dívida sendo puxada pela imposição à economia brasileira dos juros reais mais elevados no planeta.

Os dados divulgados na quinta-feira, 26, pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) anotam um avanço de 9,48% para o saldo da dívida pública mobiliária interna, expressa em títulos emitidos pelo próprio Tesouro, entre dezembro do ano passado e novembro deste ano. O estoque daquela dívida saiu de R$ 6,269 trilhões para R$ 6,863 trilhões, num acréscimo de R$ 594,479 bilhões. Ao longo desse período, no entanto, o Tesouro resgatou, quer dizer, comprou de volta, liquidamente, em torno de R$ 18,675 bilhões.

Teoricamente, tudo o mais constante, como gostam os economistas, o saldo da dívida deveria ter recuado em valor equivalente, já que o governo “pagou” para resgatar uma parcela dos títulos que formam a dívida mobiliária. No entanto, o aumento da dívida esteve concentrado precisamente nos juros apropriados pelo saldo da dívida mobiliária interna, que somaram R$ 613,836 bilhões nos 11 primeiros meses deste ano, o que explica todo o crescimento da dívida, com alguma sobra. O custo médio dessa dívida elevou-se de 10,50% ao ano em novembro do ano passado para 11,64% no mesmo mês deste ano, embora o custo médio da “ dívida nova” emitida pelo Tesouro tenha recuado de 11,68% para 10,86% em igual período.

Front externo

Na área externa, embora tenham sofrido baixa para US$ 339,112 bilhões até o dia 23 deste mês, as reservas internacionais ainda representam praticamente 2,6 vezes mais toda a despesa do País com pagamento de juros e amortizações sobre sua dívida externa, num compromisso estimado para este ano em US$ 131,178 bilhões. Mais claramente, a escalada do dólar deveu-se muito mais a movimentos especulativos no mercado. Há sobra de dólares no Brasil.

Lauro Veiga Filho – Jornalista, foi secretário de redação do Diário Comércio & Indústria, editor de economia da Visão, repórter da Folha de S.Paulo em Brasília, chefiou o escritório da Gazeta Mercantil em Goiânia e colabora com o jornal Valor Econômico.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para dicasdepautaggn@gmail.com. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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47 Comentários
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  1. Douglas da Mata

    27 de dezembro de 2024 9:43 am

    Lauro foi quase perfeito.

    Quase.

    Faltam ingredientes na receita:

    O governo e o PT. Os movimentos sociais. Os sindicatos.

    A obediência canina do governo, a inércia sepulcral, enfim, a burrice institucionalizada parece indicar mais que medo ou incapacidade, apontam uma cumplicidade.

    Antes, quando havia alguma seiva política percorrendo as entranhas do PT (e do governo), essa cumplicidade até gerava desconfortos e ruídos.

    Hoje, só o silêncio apocalíptico.

    Um governo catatônico.

    O governo se mantém em coma (auto) induzido, talvez reunindo forças para a única coisa que importa:

    Reeleger Lula a qualquer custo.

    Mesmo que isso custe vidas, futuros, justamente de quem quase não tem.

    Sim, as forças econômicas pós capitalistas e suas redes digitais disruptivas, que liquidificam a realidade em milhares de versões, como um estranho fractal do caos, sim, elas têm culpa.

    Mas e as forças políticas?

    Qual é a parcela de responsabilidade daqueles que se dizem eleitos para defender os interesses dos excluídos?

    Fora Lula, por uma política anticapitalista…

    1. Hilton Fraboni

      27 de dezembro de 2024 6:15 pm

      Junta a voracidade do “mercado especulativo” com a incapacidade do governo de estabelecer uma comunicação eficaz com a população para termos uma “crise” por encomenda.
      A verdade é que os caras estão rifando o Lula que entrou pela janela para demitir o “capitão golpista”.
      Uma ferramenta que daria certo seria aumentar os compulsórios dos bancos para 15 ou 20% e enxugar dinheiro da praça.

      1. Douglas da Mata

        28 de dezembro de 2024 1:37 pm

        Sim, ou aumentar a carga tributária sobre a indústria de fundos, ou do mercado cambial.

        Também é possível diminuir a emissão de títulos em dólar e emitir em reais, com taxas maiores, revertendo esse dinheiro para dentro do país, e não para “comprar” o déficit dos EUA, que emite a mesma moeda na qual se endivida.

        Está aí a base da assimetria cambial eterna e a exportação de déficits para os países pobres.

      2. jose carlos lima

        29 de dezembro de 2024 6:40 am

        A midia quer o povo de volta a fila do osso. A cultura escravista faz parte do DNA do tal mercado, um grupo de bilonarios perversos, os mesmos donos de escravos de antes

        1. CLAUDIO RODRIGUES DOS SANTOS

          29 de dezembro de 2024 10:13 am

          Perfeito esse mercado perverso que certos economistas comprados defendem não está nem aí prós trabalhadores!!!

    2. Dss2604

      27 de dezembro de 2024 7:43 pm

      É muito curioso ver como as pessoas podem torcer a lógica para fugir da realidade. Economia pode não ser uma ciência exata como a física, todavia, isso não a impede de ter suas próprias leis. Dentre essas está a que diz que déficits orçamentários persistentes, sem uma fonte de financiamento adequada, vai levar, inexoravelmente, a um processo inflacionário. Isso independe de opiniões ou visões de mundo. É um fato, queira ou não!

      1. Douglas da Mata

        28 de dezembro de 2024 1:27 pm

        Filhote, o texto traz dados detalhados que desmentem sua afirmação.

        E sim, a economia é uma ciência social, a qual não se pode conferir o mesmo rigor das leis das ciências exatas.

        Ao contrário, digamos que as “leis” econômicas têm correspondência com uma visão a priori, isto é, uma concepção pré estabelecida que sai em busca de “leis” que a confirme.

        Por isso que a economia não consegue resolver, nem prever os problemas, ela no máximo, os descreve.

        Como um carro sem retrovisor, mas com para brisas embaçado.

        Mesmo assim, se considerarmos o seu “argumento”, de que déficits fiscais e/ou orçamentários (são coisas distintas), provocam inflação, é preciso antes diagnosticar a natureza desse déficit e composição desse déficit.

        Sem contabilizar o gasto com juros, filhote, não temos uma análise fiel e honesta do problema.

        Ao contrário, temos essa farsa permanente.

        Essa extorsão praticada por quem duz que oferece “proteção”, mas é justamente quem representa o perigo.

        Igualzinho a milícia, máfias, esse pessoal.

        Por derradeiro, não há conciliação possível entre o que eu penso, e o que você defende.

        Para mim, é as política que comanda a economia, e não o contrário, apesar da economia determinar como se encaminham relações sociais, a partir de um modo de organização da produção, é a política que estabelece como lidamos com os conflitos, demandas e prioridades no âmbito dessas sócio reproduções…

      2. João

        29 de dezembro de 2024 12:44 am

        O atual Presidente em exercício Luiz Inácio é um ditador. Ele não tem medo. Observe suas declarações publicamente. O congresso deu ao “Lula” plenos poderes. Esse “cara” tem o ensino fundamental completo. O Supremo Tribunal Federal fere o Estado Democrático de Direito e oferece suporte aos políticos em Brasília. Você sabia que estão expondo a vida privada das pessoas no Brasil? Leiam a constituição! Está “errado” isso!
        Esses políticos em Brasília ficam inventando despesas e acumulando “direitos gratuitos”. Você sabia que tem muitos “gatos” no Brasil? Como por exemplo: energia e água?
        Você sabia que tem um monte de favelas de propósito para não pagar o IPTU e a taxa
        de incêndio?
        O mais adequado é “amortizar” a dívida pública com o excedente de arrecadação.
        Olha que o Estado está muito “endividado”. Isso é de propósito.
        Você sabia que este programa “pe de meia” está “errado”?
        Você sabia que o programa “bolsa família” está “errado”?
        Esses políticos em Brasília ficam inventando programas para acumular “direitos gratuitos”.
        Esses políticos em Brasília tem plena convicção que as pessoas são “otárias”!
        Você sabia que essas urnas eletrônicas são “excessivamente” onerosas para as pessoas?
        Você sabia que estas urnas eletrônicas estão “erradas”?
        Que “som” irritante!
        Você sabia que os políticos e a Polícia Militar são muito “coniventes” com a criminalidade?
        Olha só: “A “criminalidade” está “asfixiando” as UPPs!
        Que Políticos “irritantes”. Não são partidos políticos, são “organizações criminosas”.
        Olha que tem muita “indexação” no Brasil! Esses partidos políticos, ou seja, organizações criminosas tem plena convicção que as pessoas são “otárias”!
        Que fique muito bem esclarecido este fato!

        1. Luis martins

          29 de dezembro de 2024 9:17 am

          Tu deve ser terraplanista ….

    3. solle

      27 de dezembro de 2024 9:08 pm

      Agora só falta explicar como faz pra implantar uma política anticapitalista

      1. Douglas da Mata

        28 de dezembro de 2024 8:07 am

        Bem, o primeiro passo é pensar nela.

        Há idiotas, não é o seu caso, tenho certeza, que sequer elaboram essa possibilidade, e dizem ser impossível mudar a realidade.

        Ora, como mudar algo se você já (auto)censura o pensamento de mudança?

        Mas, como eu disse, tenho certeza que esse não é o seu caso.

        Saudações anticapitalistas.

    4. EDUARDO PEREIRA

      28 de dezembro de 2024 10:17 am

      Caraca mano, porque vc não leu o texto e saiu descendo a lenha no PT nos sindicatos e em tudo querepresenta a sociedade civil que em nenhum momento aperecem na analise? Continua prolixo e teu texto ,pra varia, vai prto lixo.

      1. Douglas da Mata

        28 de dezembro de 2024 1:32 pm

        E você continua econômico mas palavras e no raciocínio…

        Se você ler o texto e o comentário, “jênio” veria que é isso que diagnóstico:

        O governo e o PT (e todo resto) não estão no texto…

        (risos).

        Rapaz, o nível intelectual do culto lulopetista está só ladeira abaixo…

        (risos).

      2. VALDINEI FRANCISCO ALVES

        29 de dezembro de 2024 11:12 am

        Filhote….urubu come carniça mas não abate a presa….o “mercado” já comeu a carniça que foi abatida pela própria política do seu presidente querido….agora eles já pegaram os botes salva vidas e já estão abandonando o barco ..enquanto isso vcs estão delirando aí com suas ideias infantis

      3. AMBAR

        30 de dezembro de 2024 4:32 pm

        Pois é, Eduardo, essa é a diferença entre a direita e a esquerda. O “gado” da direita, vive pelo que o lider diz, acredita no que ele diz que faz e morre pelo que ele deseja. A direita elege seu líder sem considerar qualquer crítica. Ela vota de coração aberto e mente fechada, já a esquerda, se esforça para eleger um representante que contemple suas aspirações e na primeira dificuldade o crucifica.

        1. Douglas da Mata

          30 de dezembro de 2024 7:41 pm

          Imagine se Lenin tivesse ficado satisfeito com Kerensky…

          Pelo que disse a Ámbar, temos que virar gado também.

          O cara está no terceiro mandato, está pelas tabelas como Joe Biden, o partido no seu quinto mandato, e não é hora de criticar.

          Rereree…

          Tá certo, né?

          Eu acho que a bovinice já contaminou esse pessoal.

    5. Jose Carlos

      28 de dezembro de 2024 6:11 pm

      Fora Lula! Vem Bolsonaro????

      1. Douglas da Mata

        29 de dezembro de 2024 12:02 pm

        Uai, é a isso que se resume a política?

        O ruim ou o muito pior?

        Se for, tanto faz…

    6. Everardo

      28 de dezembro de 2024 9:51 pm

      A bomba ainda não explodiu nas nossas cabeças… sosseguem, ela está para explodir.

    7. Moacir

      29 de dezembro de 2024 7:09 am

      Na política, a maioria são canalhas que só olham para o próprio umbigo e não para o interesse do povo, se assim não fora, a tabela do imposto de renda já teria sido atualizada há muito tempo

    8. Milton

      29 de dezembro de 2024 9:19 am

      Vejo como grande problema nos governos petistas é a comunicação do que está fazendo.
      O texto acima causa espanto diante da total ausência do contraditório federal. Levam bordoadas de diversas origens e seguem inertes. Lula deu uma entrevista onde foi levado , aparentemente, sem qualquer prévio acordo, argumentos de fácil entendimento ao povaréu, estratégia no desenvolvimento. Foi posteriormente batido pelas adversativas, fato constante na Globo e similares, para desfazer o que de bom faz o governo. Passado o “feito” e com a economia bombando o que faz o governo ? Espera – Godot ?- e nada faz para contraditar. Haddad, ministro da área, deveria ter espaço, pago pelo governo, para mostrar, graficamente o que realmente acontece na economia brasileira, talvez, com comparações a outras. Conversa em economês não chega ao povão. Mas já faz tempo que a anomia avassala o governo federal no quesito comunicação. Política é a arte do convencimento que requer bons argumentos, boa comunicação e propagadores.

    9. Adão Divino De Andrade

      29 de dezembro de 2024 10:43 am

      O governo é refém do Centrão, se não conviver com o sistema, sofrerá impeachment. Força Lula.

      1. Douglas da Mata

        29 de dezembro de 2024 3:29 pm

        Refém ou está acometido da síndrome de Estocolmo?

  2. ed.

    27 de dezembro de 2024 11:47 am

    Ora, o mundo financeiro e seus agregados vivem de DESEQUILÍBRIOS, sejam eles matemáticos (valorizações e desvalorizações, acumulações, etc.), sejam humanos (mão de obra barata ou “digràtis” para traduzir em “produtividade”, pagar os impostos regressivos, etc.).
    Afinal se não for assim eles precisarão “produzir” (às custas do alheio) coisas mais úteis para a sociedade do que para eles próprios, némêz?

    1. José Roberto Rolim Nunes

      28 de dezembro de 2024 6:05 pm

      Caro Lauro Veiga Filho,
      Você nunca resolverá um problema se não enxerga-lo. No caso do Brasil o problema atual é evidente.

  3. José de Almeida Bispo

    27 de dezembro de 2024 5:37 pm

    A “imprensa” nunca será lulista. Ela é um reles panfleto da agiotagem. Que o governo, incompetentíssimo em matéria de comunicação deixa correr frouxo. Não entra na cabeça de qualquer um que “o dono” não mande. E para o povo, “o dono” é o governo; não os boateiros pagos pelos agiotas para infernizar.

  4. marcos

    28 de dezembro de 2024 7:28 am

    A bola de neve da dívida pública cada vez aumenta mais. O governo não abre mão de gastar mais do que arrecada, isto exige juros cada vez maiores, porque o risco de calote aumenta, risco este que está fazendo com que muitos que podem enviem dinheiro para o exterior, fazendo o dollar, aumentar de valor.

    1. ALEX FRANCISCO SARDA

      28 de dezembro de 2024 8:49 pm

      Exatamente, mas é mais fácil fazer todo um malabarismo falacioso tentando justificar o injustificável do que admitir o óbvio.
      Infelizmente tive que chegar ao último comentário para encontrar coerência.

    2. OTAVIO PACANARO

      29 de dezembro de 2024 12:00 am

      Explicacaozinha primária a sua. Bem ao gosto da mídia liberal.

  5. LEONARDO BARBOSA DE REZENDE

    28 de dezembro de 2024 3:08 pm

    Ei, você aí… É você mesmo! Onde você aplica suas econonomias? Onde rende mais ou onde rende menos?
    Se você aplica suas econonomias nas opções mais rentáveis, você é parte do mercado especulativo?
    Se você aplica suas econonomias nas opções mais rentáveis para se proteger da inflação e buscar um futuro melhor para você e sua família, você é um traidor da causa?… O que você acha que acontece com as instituições financeiras que não geram resultados para seus clientes que aplicam suas econonomias?… O que você acha que está acontecendo com a economia do Brasil? Um governo que não para de se endividar, não para de elevar os tributos, não para de desestimular o investimento… Reflita…

    1. Douglas da Mata

      29 de dezembro de 2024 4:40 pm

      Uau, e quem são esses poupadores?

      5, 10% da população?

      Eita, então devemos submeter todo o resto à lógica dos “poupadores”?

      Nem vou mencionar que colocar fundos e grandes operadores no mesmo nível de assalariados é coisa de cretino mesmo…

      É…nível desses robôs da Faria Lima está só piorando.

      Desinteligência artificial.

  6. Laurindo Bonilha

    28 de dezembro de 2024 6:46 pm

    Texto excelente não só porque me passou informações importantes, mais ou menos ignoradas por mim até agora, afinal,a essência do verdadeiro jornalismo é exatamente a de informar,correta e claramente,ao leitor, aquilo de que o leitor precisa, mas, além disso, o texto mostra a coragem de se posicionar contrariamente à “imprensa” cooptada pelos grandes capitais financeiros. Obrigado!

  7. João Barbosa

    28 de dezembro de 2024 7:06 pm

    O FED USA vão dar as cartas para Economia Mundial o Protecionismo de Trump está Próximo Dele Pôde se Esperar Tudo o André Esteves é Super Inescrupuloso em suas Ações e o Lira Não é Mais Presidente da Câmara de Deputados

  8. Walter cavalaro

    28 de dezembro de 2024 8:16 pm

    Sr. Lauro Veiga, se a crise não é verdadeira, então me explique por que a atividade de negócios do meu escritório de engenharia caiu 80% após a chegada do governo atual.

  9. Paulo carneiro

    28 de dezembro de 2024 8:38 pm

    Não concordo com a forma de contabilizar as contas do governo. Para mim o deficit tem que ser nominal. O.resto é pura falácia.ja pensaram se a sociedade brasileira fizesse suas contas como o governo faz?

    1. Justino

      1 de janeiro de 2025 12:39 pm

      Sim já pensei, todo mundo estaria mega endividado!

  10. Everardo

    28 de dezembro de 2024 9:49 pm

    Se você leu e ficou preocupado, pare com isso e siga sua vida normal. A bomba ainfa vai explodir nas nossas cabeças em breve. Para hoje, sossegue.

  11. Fernando luiz romero

    28 de dezembro de 2024 10:07 pm

    Seu texto e muito longo , e pouco explicativo , só algum economista para entender , o que me faz crer em números são os que vivo no dia a dia , financyandte de casa , bens e serviços , estão caríssimos que vai na contra mão de que diz que existe uma inflação de 4,5 % ao mês , precisaria explicar aos supermercados , que se a indicação está baixa como dizem , porque a alta nunca e vista , gasolina no seu maus alto estágio , como não compreendi direito se está defendendo ou ajudando a governança , estou expondo o que eu sinto com minhas contas , do esqueceram de trazer o gatilho salarial e cortar os dois zeros , para ter a ideia fahsa até tudo está barato , o que eu ganho hoje e exatamente o que eu ganhava em 1977 nem mais nem menos

  12. Orlando Gones de Freitas

    28 de dezembro de 2024 10:58 pm

    Concordo plenamente com o articulista, rentistas unidos, criando uma percepção falsa de derrocada econômica, quando na realidade ocorre exatamente o contrário.

    1. Justino

      1 de janeiro de 2025 12:43 pm

      “rentistas unidos”.
      Mais 1 que pensa como no século retrasado.

  13. Afranio Valladares Filho

    29 de dezembro de 2024 12:38 am

    A exclusão das despesas com o pagamento dos juros da dívida pública implica em irrealidade ou até mesmo mentira das contas públicas. O saldo comercial do Brasil tem que ser parcialmente utilizado para o pagamento da dívida pública mas mantendo reservas tão somente necessárias para garantia das transações internacional. O nome do credor não importa e sim a liquidação da dívida a quem cobrar isso maiores juros. O Brasil só sairá da mediocridade do crescimento se investir em infraestrutura; condicionar o bolsa família ao aproveitamento escolar acabando com a aprovação automática no ensino; a posição de eficiência aos servidores publicos; a fixação da remuneração máxima dos servidores e agentes públicos sob qualquer e pedinte que a ultrapasse, sob pena de demissão em caso de pagamento/recebimento acima do teto estabelecido;a extinção de leis parlamentares que imponham normas ao exevutivo, dentre outras medidas nesse sentido. Lembre-se de que ineficientes isto direito adquirido contra normas. onsttitucionais, originárias ou de emendas onstituvionais.

  14. Miriam Lopes

    29 de dezembro de 2024 6:46 am

    A situação do governo está parecendo ser a mesma de quem com dívida no cartão de crédito paga somente o mínimo no rotativo.

    1. AMBAR

      30 de dezembro de 2024 4:43 pm

      Mas é isso que dá dinheiro para os credores, nunca receber o principal. Eles ficariam desesperados se o país pagasse o principal da dívida. A fonte deles secaria e eles então, como fazem os bancos, nos ofereceriam dinheiro quase de graça só para nos endividar de novo.

  15. Luiz de Santana Junior

    29 de dezembro de 2024 7:20 am

    Nosso capitão-mor, declarava outro dia que o povo não come dólar, que o BRICs iria criar uma moeda que derrubaria o dólar. Diz uma coisa e faz outra. Democracia é coisa frágil, mas é o sonho de se sonhar!

  16. Cleir Victorino Pacheco

    29 de dezembro de 2024 9:35 am

    Afinal quem é o culpado de tudo isso? Os políticos envolvidos na corrupção ou eleitores que se deixam enganar por migalhas? Tendo em vista, que muitas pessoas fingem desconhecer da realidade da importância do voto mas se conforma por tão pouco. Nesse sentido, canalhas se perpetuam no poder.

  17. JOSÉ REYNALDO BASTOS DA SILVA

    30 de dezembro de 2024 9:12 am

    Perfeita análise, caro Nassif. Envie essa matéria para o presidente do Bacen Galípolo, o Fernando Haddad, o Presidente Lula e o Alexandre de Moraes, para o bem do Brasil.

  18. Mariana rocha Silveira

    30 de dezembro de 2024 3:55 pm

    Sério? Quanto esforço ideológico pra em suma dizer que o governo é vítima dos capitalistas malvadoes! Na época do Bolsonaro a alta do dólar era culpa dele, e tudo de ruim também era culpa do Genocida. Agora todos são culpados, menos o presidente! Conveniente, né? Depois os negacionista são os da direita! A paixão ideológica cega! vai cortar no BPC, mas no salário dos políticos e juízes ninguém mexe! Afinal eles são as colunas de sustentação para esse governo. Afinal, missão dada, missão cumprida! E até que enfim vencemos o Bolsonarismo! Se criticar o governo vamos usar a criatividade para produzir provas contra os golpistas! Afinal na democracia relativa não é aceito o contraditório e nem oposição. Questionar é crime! Coisas da democracia defendido pelo juiz vítima! Mas verás que o filho teu não foge a luta!

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