5 de junho de 2026

China perdeu dinamismo “em todos os níveis”, diz site

Foto de Dominic Kurniawan Suryaputra na Unsplash

Os principais dados econômicos da China, incluindo dados de gastos de varejo e investimento, ficaram abaixo das expectativas de mercado no mês de agosto, e analistas dizem que cenário é desafiador para que meta de crescimento do ano seja alcançada de fato.

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As vendas do varejo (um indicador-chave de consumo) subiram 2,1% no mês de agosto, abaixo dos 2,7% vistos em julho e inferior às expectativas de 2,68% traçadas pela consultoria chinesa Wind, segundo reportagem do South China Morning Post.

Em meio a um contexto de incertezas, o investimento imobiliário chinês caiu 10,2% nos primeiros oito meses do ano, igualando a perda vista no período de janeiro a julho.

Já o investimento global em ativos, que inclui itens como a construção de infraestrutura, indústria de transformação e gastos imobiliários, subiu 3,4% ao longo dos primeiros oito meses do ano, pouco abaixo dos 3,6% vistos nos primeiros sete meses.

Porém, o investimento privado ao longo de 2024 caiu 0,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a proporção no investimento global em ativos fixos caiu para 50,98%, abaixo dos 51,16% de julho.

Ao mesmo tempo, a produção industrial chinesa subiu 4,5% em agosto (em termos anuais), abaixo dos 5,1% vistos no mês anterior, na medida em que a dinâmica de crescimento perdia força pelo quarto mês consecutivo – apesar das exportações seguirem acima das expectativas, economistas dizem que a redução da demanda doméstica pode ter travado a produção.

Em linhas gerais, os dados mostram que tanto os investimentos privados como o consumo das famílias seguem com um quadro de gastos cautelosos, sendo que as categorias de consumo discricionário (como automóveis, ouro e joias) foram especialmente afetadas.

Diante dos dados, analistas da Goldman Sachs reduziram seus prognósticos para o crescimento global da China em 2024 de 4,9% para 4,7% – o que pode levar o governo a adotar novas medidas para estabilizar o crescimento.

O banco também destacou as preocupações com a deflação, uma vez que o índice de preços ao consumidor subiu 0,6% em agosto, e o índice de preços ao produtor também ficou abaixo das expectativas.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Marcelo Silva

    17 de setembro de 2024 2:21 pm

    “China perdeu dinamismo “em todos os níveis”, diz site”

    Faltou dizer “diz site de banco norte-americano”.

    Há quantos anos as consultorias e meios de comunicação norte-americanos repetem esse diagnóstico?

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