4 de junho de 2026

Em dia de agenda fraca, bolsa fecha em queda de 0,36%

Jornal GGN – A bolsa de valores fechou o dia abaixo dos 49 mil pontos, em um dia volátil de negociação e influenciada pelo desempenho enfraquecido de segmentos importantes, afetados pela divulgação de dados econômicos na China.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as negociações de terça-feira em queda de 0,345, aos 48.542 pontos e um volume negociado de R$ 6,734 bilhões. Com isso, o total acumulado no mês e no ano chega a -5,76%.

Para Alfredo Sequeira, superintendente da Fator Corretora, um dos pontos que influenciou as negociações do dia foi o desempenho da economia da China, que cresceu menos que no ano anterior, mas um pouco acima do inicialmente esperado, o que afetou o preço das commodities e dos ativos do setor. “Siderurgia e mineração, e algumas exportadoras, caíram devido à expectativa de redução das compras da China. Outra coisa que circulou no mercado foi com relação à economia norte-americana, que o Fed (Federal Reserve, o Banco Central do país) pode promover um novo corte na política de incentivos”. Neste caso, o analista se refere à declarações de Jon Hilsenrath, colunista do jornal norte-americano Wall Street Journal, de que a autoridade monetária norte-americana pode anunciar este mês um novo corte de US$ 10 bilhões nas compras mensais de bônus.

Um ponto de destaque favorável foi o resultado de inadimplência apurado pela consultoria Serasa Experian, que encerrou 2013 em queda após uma sequência de dez anos em alta, o que ajudou as ações dos bancos a subirem.

Embora Siqueira acredite que o mercado vai seguir instável e com possibilidade de queda, ele afirma que os preços dos ativos estão convidativos para o investidor que desejar investir em renda variável. “Quem tem sangue frio e visão de longo prazo, (o momento) está bom para entrar em bolsa. Ela pode cair, mas existem ações com bons fundamentos a bons preços”. Com o fechamento da bolsa na casa de 48 mil pontos, Siqueira diz que o índice encontra-se 51,4% abaixo do maior patamar de sua história (73.516 pontos, registrado em 20 de maio de 2008), “em um cenário que as bolsas dos Estados Unidos e de outros países batem sucessivos recordes de alta”.

Quanto ao dólar, a cotação avançou 0,98%, a R$ 2,3620. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, a moeda passou por um movimento de correção após a queda registrada nas negociações de segunda-feira, e também por conta das sinalizações relacionadas a um novo corte de incentivos pelo Federal Reserve.

Na agenda macroeconômica de quarta-feira, o único índice de relevância a ser acompanhado no Brasil é a confiança industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No setor externo, destaque para a taxa de desemprego no Reino Unido, a divulgação da ata do Banco da Inglaterra, o índice dos gerentes de compras (PMI) referente a fabricação na China, e os índices antecedentes e de coincidência no Japão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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