Estoque da dívida pública federal fecha fevereiro em R$ 6,59 trilhões

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Custo médio acumulado em 12 meses caiu de 10,65% ao ano, em janeiro, para 10,56% anual, em fevereiro, segundo Tesouro Nacional

Foto de Lukas via pexels.com

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) encerrou o mês de fevereiro em R$ 6,59 trilhões, alta de 1,08% em termos nominais (ou R$ 145,43 bilhões) em relação a janeiro, segundo dados do Tesouro Nacional.

Os dados foram afetados pela alta de 2,32% da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que passou de R$ 6,17 trilhões, em janeiro, para R$ 6,31 trilhões, em fevereiro devido à emissão líquida de R$ 90,75 bilhões e à apropriação positiva de juros de R$ 52,37 bilhões.

Já o estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 0,84% (termos nominais) no período, encerrando fevereiro em R$ 276,14 bilhões (US$ 55,41 bilhões).

O custo médio do estoque da DPF acumulado em 12 meses caiu de 10,65% ao ano, em janeiro, para 10,56% anual, em fevereiro, enquanto o prazo médio da DPF caiu de 4,11 para 4,07 anos.

O custo médio do estoque da DPMFi acumulado em 12 meses saiu de 11% ao ano (janeiro) para 10,97% anual (fevereiro). O custo médio das emissões em oferta pública da DPMFi caiu de 11,56% ao ano, em janeiro, para 11,51% anual, no mês passado.

A queda no custo médio do estoque da DPFe acumulado em 12 meses foi de 2,72% ao ano, em janeiro, para 1,31% anual, em fevereiro, por conta da depreciação do dólar em relação ao real de 0,60% em fevereiro de 2023, contra a apreciação de 2,13% verificada em igual período de 2023.

Emissões

Em fevereiro, o governo emitiu R$ 126 bilhões em títulos da Dívida Pública Federal (DPF) e resgatou R$ 35,79 bilhões, gerando assim uma emissão líquida de R$ 90,21 bilhões no mês, sendo R$ 90,75 bilhões da DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal interna) e resgates de R$ 541,9 milhões na Dívida Pública Federal externa (DPFe).

Do total das emissões da DPMFi em fevereiro, parcela de R$ R$ 81,04 bilhões refere-se a títulos flutuantes; R$ 36,04 bilhões a títulos prefixados e R$ 8,88 bilhões a papeis vinculados a índices de preços.

As Instituições Financeiras seguem como principais detentores dos títulos da dívida, com participação de 28,82% na DPMFi, seguidas por Previdência (23,36%), Fundos de Investimento (23,30%) e Não-residentes (9,80%).

Durante o mês passado, foi observada alta nos estoques detidos por todos os grupos: Instituições Financeiras (+R$ 84,95 bilhões), Previdência (+R$ 15,98 bilhões); Fundos de Investimento (+R$ 20,99 bilhões), e Não-residentes (+R$ 6,20 bilhões).

Os leilões de LFT emitiram R$ 70,16 bilhões em títulos com vencimento em março de 2027 e março de 2030, enquanto nos leilões de LTN foram emitidos R$ 27,94 bilhões, com vencimentos entre outubro de 2024 e janeiro de 2030.

Segundo o Tesouro, os leilões de NTN-B (títulos remunerados pelo IPCA) foram emitidos R$ 8,08 bilhões, com vencimentos entre maio de 2027 e agosto de 2060. Nos leilões de NTN-F, foram emitidos R$ 7,83 bilhões, com vencimentos entre janeiro de 2031 e janeiro de 2035. Todas as emissões ocorreram mediante pagamento em dinheiro.

O total de resgates de títulos da DPMFi foi de R$ 35,25 bilhões, com destaque para os títulos atrelados a índice de preços, no valor de R$ 32,97 bilhões (93,53%). Os vencimentos efetivos do período totalizaram R$ 32,41 bilhões.

Impacto dos juros

De acordo com os dados do Tesouro Nacional, o mês de fevereiro foi afetado pelo ciclo de alta dos juros no mundo por conta da inflação e da economia dos Estados Unidos.

No mercado brasileiro, o corte de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros causou pouco impacto na curva de juros, fazendo com que a parte curta ficasse próxima da estabilidade e as partes intermediária e longa abriram até 20 pontos, refletindo principalmente o cenário externo e a alta das Treasuries (títulos de dívida emitidos pelo governo dos Estados Unidos).

O CDS Brasil Brasil [ Credit Default Swap, indicador que reflete o risco-país] alcançou o valor de 125 pontos base no dia 29 de fevereiro (queda de 9,25% em relação a janeiro).

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Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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