Bolsa começa semana em alta de 0,71%, puxada pela Petrobras

Jornal GGN – A bolsa brasileira encerrou as operações desta segunda-feira em alta, acompanhando o humor do mercado internacional, com destaque para os ganhos apurados pelas ações da Petrobras. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia em alta de 0,71%, aos 46.846 pontos e com um volume negociado de R$ 7,058 bilhões. Com isso, o índice registra um ganho acumulado de 2,13% no mês, mas perde 6,32% no ano e -9,51% em 12 meses.

A sessão desta segunda-feira foi marcada pelo alívio depois dos atentados terroristas em Paris na sexta-feira. “Os investidores buscaram proteção no dólar, assim como no Ouro e em títulos do tesouro dos Estados Unidos, considerados ativos de segurança, porém não houve o temido sell-off”, explica o BB Investimentos, em relatório.

Na Ásia as bolsas fecharam em direções opostas. “Enquanto Shanghai fechou em alta de 0,73%, no Japão o índice Nikkei fechou em baixa de 1,04%, diante do cenário geopolítico e também devido ao fraco resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, que apresentou queda anualizada de 0,8% e coloca o país em recessão pela segunda vez no governo de Shinzo Abe”, dizem os analistas. Na Europa as bolsas fecharam majoritariamente em alta, impulsionadas por empresas do setor energético e bélico. No fim da tarde, o índice Dow Jones subia 0,90% e o S&P 500 avançava 0,89%.

Na Bovespa, em dia de vencimento de opções sobre ações, os negócios tiveram mais uma vez fraco volume até a abertura dos mercados em Nova Iorque (que acontece às 12:30). Apesar da indecisão inicial, a bolsa manteve-se em território positivo. O destaque de alta foi a Petrobras, que foi impulsionada pela alta do preço do petróleo no mercado internacional: as ações ordinárias da estatal (PETR3) saltaram 6,83%, a R$ 9,38, e as preferenciais (PETR4) ganharam 5,91%, a R$ 7,70.

As ações da Vale voltaram a cair nesta sessão. As ações ordinárias da mineradora (VALE3) perderam 2,08%, a R$ 15,05, e as preferenciais (VALE5) recuaram 2,04%, a R$ 12,50. Desde o desastre de Mariana (MG), no dia 5, os papéis ordinários da Vale acumulam desvalorização de 11,21% e os preferenciais, queda de 9,75%. A Vale é parceira da anglo-australiana BHP Billiton no controle da mineradora Samarco, envolvida no caso.

O exercício de contratos de opções sobre ações movimentou R$ 1,53 bilhão nesta segunda, dos quais R$ 602,2 milhões em opções de compra e R$ 936,6 milhões em opções de venda. A opção mais exercida foi dos contratos de venda das ações da JBS (JBSS3) a R$ 14,33 por ação, com R$ 76,20 milhões.

No câmbio, a cotação do dólar abriu em baixa, fazendo ajustes após a alta de sexta-feira, em meio a um ambiente de liquidez reduzida. A moeda fez um movimento de alta à tarde, mas a entrada de recursos de exportadores provocou nova queda: a cotação terminou o dia em baixa de 0,38%, a R$ 3,819 na venda. Os investidores evitavam realizar negócios considerados de maior risco após os ataques registrados em Paris na última sexta-feira, mas existia a avaliação de que o impacto de tais eventos sobre os negócios é limitada.

A expectativa em torno da divulgação do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos e da ata do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), nos próximos dias. Segundo informações da agência de notícias Reuters, existe a aposta entre os investidores de que a autoridade monetária vai começar a ajudar os juros a partir do próximo mês.

No Brasil, segue o clima de cautela diante das incertezas sobre a possível saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda. Rumores de que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles poderia ser seu sucessor agradaram o mercado na semana passada, mas o pessimismo voltou diante das notícias de que o próximo ministro não teria autonomia completa.

Além disso, o Banco Central deu continuidade ao processo de rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado para dezembro. Até agora, o BC rolou o equivalente a US$ 5,909 bilhões, ou cerca de 54% do lote total, que corresponde a US$ 10,905 bilhões.

Na terça-feira, os agentes aguardam a publicação do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10), pesquisa mensal de serviços pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e os dados de emprego industrial pela Fiesp/Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). No exterior, destaque para o índice de preços ao consumidor e ao produtor no Reino Unido, levantamento de sentimento econômico na Alemanha; índice de preços ao produtor e produção industrial nos Estados Unidos, entre outros indicadores.

 

(com Reuters)

 

 

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