Nem tão chato assim e bem curtinho, por Rui Daher

Nem tão chato assim e bem curtinho, por Rui Daher

Em 17 de março, postei “A produção agrícola brasileira: de verdade mundial a possível mito”. Não subiu. Ótimo, evitou chateações triunfalistas. Insisti, “As ameaças à agropecuária tornam-se reais”. Subiu e não deu outra: somos imbatíveis. Não desisti. Em 29 de março, explicitei: “Trump e os riscos para o agronegócio”. Ufanismo mantido.

O ruralismo parece zumbido de zumbis, quando Caiados, Maggis, bancadas, sindicatos patronais ligados ao setor, federações e confederações se unem em torno de chavões como “o planeta não vai parar de comer”, “o apetite do chinês é glutão”, “só aqui a área plantada pode crescer”, “celeiro do mundo”.

Verdade? Vamos fundo: maior produtor ou exportador disso e daquilo outro. Até a página 32. Somos, também, todos loiros e de olhos azuis, montados em plantadeiras e colheitadeiras digitalizadas com precisão.

Apenas chato assim, talvez até esotérico, por lembrar o quanto é recente essa pujança. Por ter acompanhado séries históricas de pindaíba, fracassos e quebradeiras, e o Tesouro Nacional firme na parada.

“Ah, mas isso mudou muito nos últimos 10 ou 15 anos”. Ops, período incômodo para reconhecer alguma virtude, não? Até porque nem tanto. Alguns anos, como 2005 por exemplo, foram desastrosos.

Pensam que falo somente da produção de grãos para o mercado externo? Falo não. A demanda interna, por falta de poder aquisitivo da população, sempre colocou os produtores rurais numa gangorra perversa. Também, nesse segmento, se formos citar o período de bonança podemos ir parar em Curitiba de pedalinho.

A bienalidade dos cafezais – um ano veste o proprietário, no outro ele veste o cafeeiro – se repete com batata, tomate, cebola, folhosas, legumes, leite, feijão, e por aí vamos. Não pela natureza ou tratamentos e manejos, mas pelos preços de comercialização. É quando se bifurcam em vilões ou mocinhos do comportamento da inflação, e William e Renata têm motivos para emoções … se Ali Kamel permitir.

Caso é o seguinte: na agropecuária e, depois dela, nos agronegócios, estão todos acomodados em seus recentes umbigos, permitidos unicamente pela amena variação nos preços das commodities agrícolas e o ajuste cambial. Do consumo chinês nunca duvidei. Confiram. Voltar aos quatro anos que escrevo sobre o tema, em CartaCapital.

Entre os inúmeros fatores citados usei, sem precisar, “A Carne”, de Júlio Ribeiro, romance de ardente paixão publicado em 1888. Se forte ou fraca, depende de você ter sido adepto ou não dos quadrinhos de Carlos Zéfiro.

No mais, citei o tesão dos EUA em nos vender trigo, corroborado por seus ataques na OMC aos subsídios brasileiro e a pretensão tupiniquim de atrelar a taxa de juro do crédito rural à Selic, que reduzirá em 22% o gasto do Tesouro, para R$ 8,7 bi.

O bolso de vocês aguenta? O do Trump, sim.  

https://www.youtube.com/watch?v=WWrMxACyeaY]

[video:https://www.youtube.com/watch?v=cc7HBAu2SWQ     

 

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8 comentários

  1. o….

    Caro sr. José Lima, este região citada pelo sr. até uns 20 anos atrás  era um “nada”. Nada vezes nada mais nada. Miseráveis, doenças medievais, quinto mundo ( e bota quinto mundo nisto. Lembra da música We are the world? Poderiam destinar o dinheiro para esta região também). Pasto para Sudene, Sudan e Sarney’s da vida. De Sarney direto para um comunista. Você acha que isto seria possível sem ter vindo a gauchada junto com as plantações? História, educação, cultura junto com sementes. Região rica em terras, rica em águas, rica em sol, passava no JN só para mostrar morte e seca. E dá-lhe verbas públicas contra a miséria para bolsos coronéis. O que mudou isto? Política Pública? Governo Brasileiro? AGRONEGÓCIO que é um termo preconceituoso. AGROPECUÁRIA. Atividade exercida na maciça maioria do sistema por brasileiros. A parte não exercida, como sr. cita, é nossa culpa. Uma ideologia anticapitalista imbecil. Somos nós que damos de graça um mercado fabuloso. Então fertilizantes, remédios, defensivos agrícolas, Cargill, Bunge, Ford, Caterpillar, New Holland, John Deere da vida nadam de braçada. Olha o tamanho do mercado, do dinheiro, das profissões, da tecnologia, do futuro do seu filho que damos de graça a estrangeiros. Mas mudemos de atividade. Olha o tamanho do  mercado de comunicação? Fale de uma única marca nacional no mercado de celulares ou tecnologia usada? Eles entram com o produto e você em pagar as contas. E fica mais fácil a compreensão sem o preconceito quanto à atividade agricola e a perseguição ideológica que nós mesmos fazemos contra brasileiros. Olhe o exemplo da Carne Fraca? abs.  

    • Em 1977 quando aquela região

      Em 1977 quando aquela região era um “nada” eu morava lá….vi quando os gaúchos,com muito preconceito contra os nativos, começaram a chegar por lá….eu morava em Balsas num pensionato para estudar….as terras eram praticamente dadas para os chegantes, quando não tomadas na marra……a Igreja tentava impedir mas pouco podia fazer….o Banco do Brasil emprestava o dinheiro que nunca era pago, o setor deve 1 trilhão de reais aproximadamente e se não ainda não foi, será anistiado…muito bom o desenvolvimento nestes termos…de fato há muita riqueza naquela região mas concentrada nas mãos de 1% da população, os demais estão à mercê de praticarem ou serem vitimas da violência urbana uma vez que foram expulsos das suas terras para que dessem lugar ao agronegócio e a monocultura. Concordo com você alguns pontos, não sou contra empresas e pessoas jurídicas em geral que cumpram antes de tudo sua funcão social, a propriedade tem uma função social que não apenas a do lucro, dá na CF. O MA estava tendo bom crescimento econômico com o comunista Flavio Dino, não sei após o golpe. Sobre tecnologia nacional, de celulares por exemplo, discordo da sua visão: tinhamos centros de desenvolvimento de tecnologia na área, devidamente soterrado quando da privataria. Sobre o mercado da comunicação há um monopólio privado que a Globo não deixa quebrar. Enfim, sejamos menos preconceituosos contra nós mesmos, isso soa um pouco de complexo vira-lata e não estou dirigindo isso a vc  não. os brasileiros em geral padecemos disso, a nossa zelite zelot eem especial: somos eteramente aqueles indios que receberam os portugueses na primeira missa..em relação as multi como Bunge e Cargil a gauchada também se insere nessa lógica:  são meros fornecedores de matérias primas ou rentistas….ah sim, quanto aos empregos gerados por Bunge e Gargil, são muito poucos, isso se em relaçãos as centenas de bilhões de reais que lucram e mandam para suas matrizes…os empregados são substituidos por maquinas, tudo é digitalizado, com as leias da tercerização, previdencia, vendas de terras a estrangeiros e outras relativas ao desmonte deste pais,  agora que o caldo vai entornar….abração.

      • em….

        Caro sr.  José, obrigado pela resposta. Ainda bem que você é testemunha daquilo que falei. Mas não deixou claro a minha afirmação que refaço: aquele “nada” em 1977 não era realmente “nada”? Miséria, Chagas, Leschmaniose, Febre Amarela e Malária. IDH abaixo da Somália.Ou era outra realidade diferente da que vi? Gauchos, sulistas e paulistas. Brasileiros iguais a eu e a você. Por que as pessoas desta região não desenvolveram agropecuária tão espetacular? Por que não tinham nem formação nem informação. Explorados pelo próprio Estado que deveria protegê-los. Qual a culpa dos migrantes? Em que esta região está pior que há 20 anos atrás? Em que o MA está pior com Dino em relação a Sarney? Em que os habitantes desta região pioraram com a chegada de outros brasileiros? Só melhoraram. Se não é ainda melhor, o Estado novamente a explorar a miséria. Quanto às “multis”, como eu disse, nós somos pasto para sua voracidade. Para que temos Governo? É a mesma coisa em quase todos setores industriais. Longe de mim esta Sindrome de Vira Latas. Nunca aceitei isto. Temos capacidade para ser o melhor pedaço do Planeta Terra. E se ainda não somos, a culpa é exclisivamente minha. E sua. E de todos nós brasileiros. E de mais ninguém. abs.  

        • A melhora de vida não se deu com a chegada de migrantes.

          http://www.revistaespacios.com/a16v37n21/16372126.html

           Houve sim, uma melhora na renda per capita, mas essa riqueza é concentrada. A melhora no padrão de vida não tem a ver com a chegada dos migrantes e sim graças a um conjunto de ações a partir dos governos Lula e Dilma, o que foi interrompido a partir do segundo mandato da presidenta eleita, quando Instituições, midia e mega-corporações, as tais “forças ocultas”, se uniram para detonar a economia e impedir a governabilidde, o que levou a tomada do poder pelos golpists.

          A melhora no padrão de vida não tem a ver com a chegada dos migrantes, uma vez que se trata de riqueza concentrada nas mãos de poucos. Percepção que tenho de todos estes últimos 40 anos, a partir de 1977.

          1977 a 1877 – Década perdida. Tempo de ditadura militar. A população ouvia falar em Transamazônica, e motes como plante que o João Garante. Lembrança que tenho dessa época: uma grande mortandade de peixes provocada pelo envenamento do Rio Balsas: era o caos ambiental trazido pelo agronegócio trazido pelos migrantes. Nada de politicas de inclusão social e muito êxodo rural, nenhum incentivo para a agricultura familiar, os ditos nativos nunca se interessaram em explorar grandes extensões de terra, e sim pequenas glebas, com aliás, é praxe rm paises capitalistas como os EUA, onde é proibido esse tipo de propriedade de tamanho ilimitado. 

          1988 a 2002 – Mais duas décadas perdidas com governos neoliberais como Sarney, Collor e FHC. A população nao viu melhoras em sua vida. Continuidade da década anterior. Nada de novo. 

          2003 a 2015- Tempo de mudança. Os governos Lula e Dilma, com suas políticas de desenvolvimento e inclusão social provocaram mudanças.positivas naquela região.  Estado social com programas como o Bolsa-Familia que a verdade éera  bolsa para que crianças estudem e se desenvolvam, o que retirou crianças da marginalidade e das margens de estradas, criação de universidades,  Inistitutos Federais de Ensino e Universidades direcionadas a áreas como pecuária e veterinária. Programa Luz para Tdos e incentivo a agricultura familiar, essa sim, que alimenta este pais e não ao agronegócio e a monocultura.

          2016/2017 – Golpe de Estado com regresso a Era FHC.  

          Posts que ilustram a questão agronegócio e grandes propriedades vs agricultura familiar e desenvolvimento social

          O pequeno agricultor, o “Jeca Tatu”, o “doente de verminose”, alimenta – ou alimentava – o Brasil. Bastava que os governos respeitassem o perfil dessa gente para, a partir dai, instalar um modelo de desenvolvimento e inclusão social que não o das grandes propriedades e destruição ambiental provocada pelos migrantes

          Agricultura familiar produz 70% dos alimentos consumidos pelo brasileiro

          http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2015/07/agricultura-familiar-produz-70-dos-alimentos-consumidos-por-brasileiro

          A Gargil tem muitos bilionários mas poucos funcionários no Brasil e no mundo, sendo que no Brasil deve ter 17 mil empregados, muito pouco em relação ao faturamento

          http://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2016/03/11-empresas-com-maior-numero-de-bilionarios-no-mundo.html

          A Bunge do faturamento de muitos bilhões de reais, tem poucos funcionários em relação ao faturamento

          Atualmente a subsidiária brasileira, uma das mais importantes do grupo no mundo, fatura mais de R$ 22 bilhões, emprega 20.000 pessoas 

          http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/08/bunge-do-campo-sua-mesa.html

           

           

  2. O golpe de Estado e o desmonte na área rural

    Há outras multinacionais atuantes na área rural, mas destaco estas duas porque me são familiares: Bunge e Cargil estão praticamente em todas as cidades do Sul do Maranhão, estado pobre não é mesmo, estado que não produz nada nem tem água. Mentira! Trata-se de uma região fértil e com muita água, há muitos rios, essa região fértil que produz grãos, álcool, carne, aquilo lá é muito maior que muitos paises da Europa juntos.

    MaToPiBa

    Estamos falando de uma nação chamada MaToPiBa,  formado pela junção de partes dos Estados do MA, TO, PI e BA. Bunge e Cargil são americanas, elas transformaram os empresários brasileiros em rentistas ou vendedores de grãos e carnes….para elas, claro….ai elas processam os grãos, as carnes….como monopólio, tal como a Monsanto, vendem ao preço que bem entendem…para piorar, os estrangeiros, sejam pessoas físicas ou jurídicas, podem comprar a quantidade de terras que quiserem: o céu é o limite…

    O estrago não ocorre somente no MaToPiBa

    Agora me lembro da Dona Divina e Seu Alonso, um casal que tem uma chacrinha perto de Leopoldo de Bulhões, a 40 km de Goiânia. Estive lá há uns 4 anos, os vi felizes da vida em meio a plantação irrigada, muita jaca, frutas. Acordavam cedo para a lida. 

    Eu: seu Alonso, você gastou muito para a energia chegar aqui?

    Ele: não. No tempo do FHC isso não era possivel, os postes eram muito caros. Esse programa Luiz Para Todos, do Lula, foi muito bom pro povo. 

    Eu: o que o senhor faz com essas frutas, verduras, queijo e carnes de frango que vc produz

    Ele: uma parte eu vendo para um supermercado em Brasilia, o excedente vendo para o governo federal, para abastecer creches, asilos e escolas, o programa de alimentação escolar…

    Ultimamente, com esse desmonte da agritucultura famliar, bem como de tudo o que foi feito de bom para o povo nos útlimos anos, tenho me lembrado e muito daquele casal. 

    Links

    Resultado de busca no Google para Temer e desmonte da agricultura familiar

    https://www.google.com.br/search?q=temer+e+desmonte+da+agricultura+familiar&oq=temer+e+desmonte+da+agricultura+familiar&aqs=chrome..69i57.6735j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8

    Bunge ganha ainda mais musculutura no mercado do trigo

    http://alfonsin.com.br/bunge-ganha-ainda-mais-musculatura-no-mercado-de-trigo/

    Gargil prevê aprovação de projeto com derrubada de Dilma

    http://exame.abril.com.br/negocios/cargill-preve-investimento-de-r-600-mi-no-brasil/

    Agronegociantes entram no mercado de carnes

    https://jornalggn.com.br/blog/jose-carlos-lima/agronegociantes-estao-entrando-no-mercado-de-carnes-por-jose-carlos-lima

     

     

     

  3. (in) sustentável

    Assistindo ao documentário “Sustainable” (diretor Matt Wechsler, 2016, EUA) me peguei pensando que um dos entraves para o desenvolvimento sustentável no campo, no Brasil e no mundo, é, também, a falta de informação do público em geral sobre o que acontece nessa região, o que favorece a ação latifundiária e financista dos ruralistas e que a discussão sobre os rumos da política agrário-agrícola e seus impactos social e econômico fique restrita a especialistas ou interessados diretos quando interessa a todo cidadão, e não só porque dela depende para ter acesso, ou não, à alimentação de boa qualidade.

    O documentário retrata a interrelação delicada entre o cultivo da terra ou a criação de animais e os modos de vida que com eles se desenvolvem, seu impacto nos grupos sociais envolvidos e na economia de pequena e média escala, as interconexões com a biodiversidade como meio de avanço e não como empecilho aos “negócios” e como não se pode reduzir a vida e o trabalho no campo ao sucesso ou fracasso do agronegócio: é uma teia intrincada da qual depende não apenas a economia em todas as escalas mas a alimentação e a saúde das pessoas (“seja tua comida teu remédio”, Hipócrates) e o direito à sobrevivência de diferentes modos de vida, humana e natural.

    E senti falta de acesso mais fácil a material similar sobre o Brasil – que é citado de passagem como fornecedor de matéria-prima –, sobre nossa realidade e o que as pessoas do MST, da Embrapa, das faculdades públicas de agronomia e ciências da terra e ambientais, os agricultores familiares, as cooperativas, andam produzindo – como realidade e como seu retrato, em documentários ou registros diversos –, para entender por que, por exemplo, a G.Lobo.Empeledecordeiro.con, retirou a versão diária matutina do outrora excelente programa apesar do nome autorreferente, Globo Rural, e lançou campanhas de popularização do agronegócio em horários nobres – o que anda acontecendo no campo que ela quer esconder pela redução de espaço?, ou porque o IBGE resolveu cortar exatamente as questões que tratam da agricultura familiar no polêmico Censo Agropecuário 2017.

    Os reis do oligopólio, no Brasil e no mundo, no campo e na cidade, sequestraram as pautas das quais dependem a sobrevivência da sociedade dos 99% e do planeta que tratam como mais um escravo, dentre as quais as três que mais prometem conflitos mundiais por relação direta com o meio ambiente, as mudanças climáticas, o acesso à água e os altos índices de fome e desnutrição causados por fenômenos de ordem natural alterada ou não pelo ser humano.

    Não por acaso, o médico e descobridor da bolha imobiliária que deu na crise mundial de 2008, Michael Burry, anda investindo na forma agrícola de “produção” e conservação de água. De bobo ele não tem nada, e se se adiantou ao mundo antes, não deve gastar seus milhões em filantropia ambiental agora. (http://brasil.elpais.com/brasil/2016/01/23/economia/1453583265_589733.html)

    O mundo agrário brasileiro e mundial está muito além, para o bem e para o mal, da Operação Carne Fraca e dos interesses da bancada ruralista ou dos rentistas extraterritorializados.

    Pena que o assunto só cause interesse generalizado na forma de escândalo ou através da maquiagem global que deixa tudo “pop”, e depois do estouro da boiada, a sociedade ampla volte ao noticiário “pra boi dormir” da mídia de massa com recheio duvidoso.

    O futuro depende do campo, das florestas, dos sistemas naturais de produção e conservação, para sobrevivência e geração de emprego e renda, e se nós que estamos exilados nas regiões urbanas não formos educados e informados para esta realidade, continuaremos reféns dos que transformam e reduzem a vida, literalmente, a negócios para poucos.

     

    SP, 04/04/2017 – 21:27

     

    • Cristiane,

      li com muito interesse o seu instigante comentário. Estou em viagem pelo interior de São Paulo. Vou copiar para ler com mais tempo e assistir ao documentário. Obrigado e abraço.

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