As duas visões do TSE sobre conteúdo impulsionado

Em 2019, tribunal multou Haddad por impulsionar conteúdo contra Bolsonaro; em 2021, Bolsonaro foi absolvido por disparo em massa

Fachada do edifício sede do STF

Jornal GGN – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o mesmo que poupou a chapa Bolsonaro/Mourão da cassação na última semana, multou a campanha de Fernando Haddad (PT) em 2019 por ter impulsionado notícias contra Bolsonaro.

Documentos apresentados pelo Google dizem que a campanha de Haddad pagou R$ 88.257 ao Google pelos serviços. Segundo Fachin, isso causou desequilíbrio na disputa e feriu a lei eleitoral.

Porém, o ministro não puniu o Google por entender que o contrato foi suspenso quando a empresa foi notificada pelo TSE. A campanha de Haddad foi multada em R$ 176,5 mil, o dobro do valor pago, conforme divulgado pelo portal G1 na época.

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Dois anos depois, o mesmo TSE absolveu de forma unânime a chapa Bolsonaro/Mourão por abuso de poder político e econômico por conta do disparo em massa de fake news pelo WhatsApp na mesma eleição de 2018.

Embora os ministros tenham admitido a existência de provas, a alegação para a absolvição da chapa foi a falta de elementos que constituíssem a “gravidade” dos fatos acusados pela defesa do PT e dos partidos coligados.

Contudo, a decisão do TSE também abriu precedente para a cassação de candidaturas e a prisão de cidadãos que espalharem fake news. E essa decisão colocou bolsonaristas em alerta.

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2 Comentários

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Edwald

- 2021-10-30 09:35:27

O conluio entre ricos, judiciário, centrão, militares e mídia da direita é imbatível. No entanto, manter Bolsonaro a qualquer preço( 650 mil vidas não é suficientemente caro) não será óbvio sintoma apenas de que o Bolsonaro é um arquivo vivo que pode sim,(mesmo grunhindo) denunciar um monte de gente graúda( ainda na sombra) que está de promíscuo rabo preso com ele e seu esquema? Ricardo Barros é apenas um deles.

Eduardo

- 2021-10-30 09:24:55

Alguma surpresa ? Se o "crime" julgado em 2019 tivesse sido cometido pela chapa Bolsonaro/Mourão, não teria havido multa; se a chapa ora julgada fosse a de Haddad/Manuela, haveria impeachment. Porém, seja por obra divina ou satânica, a ação humana é limitada, às vezes paradoxal, e nem sempre tem objetivo único. Vejamos, se Bolsonaro e Mourão fossem alijados agora do governo, seria mesmo uma coisa boa ? 3/4 passados de um governo ilegítimo, mas considerado legítimo até agora, cujas medidas foram quase que só destrutivas, porém legais, dá para simplesmente apagar, desvalidar, estornar? Pacificamente ? Vale o risco ? Como não creio que nem Deus, nem o diabo estão interessados no nosso horror, horror, horror, apenas homens e mulheres, penso ser melhor aguardar 2013, quando se instalar o novo governo, já não tem muito mais a ser horrorizado. E se o novo governo for a continuidade do atual, ou um outro, mas similar ? Nesse caso o choro e ranger de dentes serão eternos, não por obra de Deus, do diabo, de fake news ou de quem quer que seja, o "merecimento" será só nosso. Eleger Lula será uma escolha difícil ?

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