Covid-19 – Balanço de momento: 395 milhões de casos, 5,74 milhões de mortes e 315 milhões de altas.
Por Felipe A. P. L. Costa [*].
Levando em conta as estatísticas obtidas no início da noite de ontem (6/2) [1], eis um balanço da situação mundial.
(A) Em números absolutos, os 20 países [2] mais afetados estão a concentrar 75% dos casos (de um total de 394.757.639) e 76% das mortes (de um total de 5.738.898) [3].
(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade segue em 1,5%. A taxa brasileira está em 2,4%. (Dois vizinhos nossos que também estão no topo da lista têm taxas inferiores à brasileira: Argentina, 1,4%; e Colômbia, 2,3%.)
(C) Nesses 20 países, receberam alta 233 milhões de indivíduos, o que corresponde a 79% dos casos. Em escala global, 315 milhões de indivíduos já receberam alta [4].
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NOTAS.
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[1] Vale notar que certos países atualizam suas estatísticas uma única vez ao longo do dia; outros atualizam duas vezes ou mais; e há uns poucos que estão a fazê-lo de modo mais ou menos errático. Acompanho as estatísticas mundiais em dois painéis, Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA) e Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).
[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em onze grupos: (a) Entre 75 e 80 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 40 e 45 milhões – Índia; (c) Entre 25 e 30 milhões – Brasil; (d) Entre 20 e 25 milhões – França; (e) Entre 16 e 18 milhões – Reino Unido; (f) Entre 12 e 14 milhões – Rússia e Turquia; (g) Entre 10 e 12 milhões – Itália, Alemanha e Espanha; (h) Entre 8 e 10 milhões – Argentina; (i) 6 e 8 milhões – Irã; (j) Entre 4 e 6 milhões – Colômbia, Polônia, México, Países Baixos, Ucrânia e Indonésia; e (k) Entre 3,6 e 4 milhões – África do Sul e Filipinas.
Analisando em separado as estatísticas (casos e mortes) das últimas quatro semanas, eis como está a situação mundial: (i) em números absolutos, os EUA seguem na liderança, agora com 16,6 milhões de novos casos; (ii) a lista dos cinco primeiros tem ainda os seguintes países: França (8,8 milhões), Índia (6,7 milhões), Itália (4,3 milhões) e Brasil (3,98 milhões); e (iii) a lista dos países com mais mortes é escabeçada pelos EUA (62,44 mil); em seguida aparecem Rússia (18,97 mil), Índia (18,19 mil), Brasil (12,16 mil) e Itália (9,7 mil).
O número de casos segue a crescer em todos os continentes. E o mais intrigante: Países outrora exemplares (e.g., Austrália e Coreia do Sul) ou com elevada cobertura vacinal (e.g., Portugal, Israel e Uruguai) seguem a registrar escaladas em suas estatísticas. Um dos fatores a explicar isso, além de novidades importantes no comportamento do vírus, seria a interrupção precoce de medidas preventivas (e.g., a suspensão do uso de máscaras e o relaxamento das barreiras sanitárias em portos e aeroportos).
[3] Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver qualquer um dos três primeiros volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).
[4] Como comentei em ocasiões anteriores, fui levado a promover a seguinte mudança metodológica: as estatísticas de casos e mortes continuam a seguir o painel Mapping 2019-nCov, enquanto as de altas estão agora a seguir o painel Worldometer: Coronavirus.
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WEDSON DESIDERIO FERNANDES
7 de fevereiro de 2022 6:53 pmEsperando ansiosamente que realmente aconteça o arrefecimento desta pandemia.