Publicado originalmente 31/08 às 18h e atualizado com a manifestação da Reitora da PUC-SP, Maria Amalia Andery
‘Golpe contra a PUC vem, justamente, com movimentos conservadores da igreja que tentam afastar Papa Francisco’, avalia José Arbex Jr
Cardeal d. Odilo Scherer. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Jornal GGN – Na última quarta-feira (29) a reitora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Maria Amália Pie Abib Andery, foi surpreendida com um pacote medidas encaminhado pela Fundação São Paulo, mantenedora da instituição de ensino. Dentre as novas regras do decreto, está que, a partir da próxima gestão, o reitor não será mais eleito pela comunidade da PUC, assim como todos os cargos intermediários de chefia. O cardeal d. Odilo Scherer será o responsável direto pela escolha e, os demais cargos, serão definidos pelo reitor escolhido diretamente pelo líder da igreja Católica em São Paulo.
Em depoimento gravado em vídeo, o escritor, jornalista e professor da PUC-SP, José Arbex Júnior, destacou que a avaliação interna é de um levante dos setores de católicos conservadores contra o sistema democrático exercido pela instituição à décadas.
Pelas regras instituídas até então, alunos, funcionários e professores participavam diretamente da votação. Os três candidatos mais bem votados eram, então, submetidos à decisão do cardeal, arcebispo de São Paulo e presidente da Fundação São Paulo, d. Odilo.
“Na nossa opinião não é por acaso que esse golpe contra a PUC vem, justamente, em um momento em que os sistemas mais conservadores e fundamentalistas da Igreja Católica em todo o mundo, querem a demissão do Papa Francisco”, pontuou Arbex Jr completando que, em São Paulo, o mesmo movimento se insurgem contra “espaços de liberdade que estão existindo hoje na igreja graças à militância do Papa Francisco”.
Outro ponto preocupante do pacote é a aposentadoria compulsória de todos os professores com mais de 75 anos. Seria com o objetivo de apagar a sucessão da cultura histórica democrática da PUC-SP? Arbex lembra que, na instituição, já trabalharam nomes como o de Perseu Abramo e Paulo Freire.
“É difícil explicar, para quem não conhecer a história, a importância que tem a PUC. Durante a ditadura militar, quando a cúria aqui em São Paulo era comandada por Dom Paulo Evaristo Arns, a PUC representou um espaço importantíssimo de resistência à ditadura”, pontuou o professor.
Há pouco mais de 40 anos, a PUC-SP protagonizou um dos eventos mais decisivos à derrocada da ditadura militar. Em 22 de setembro 1977, a mando do coronel Erasmo Dias, centenas de policiais, investigadores civis e tropas de choque invadiram a instituição de ensino, na ocasião em que ocorria o 3° Encontro Nacional dos Estudantes, e uma das pautas era a reorganização da União Nacional dos Estudantes (UNE), então proibida pelo regime.
Durante a invasão professores e estudantes foram atacados com cassetete e bombas de gás, vários estudantes foram pisoteados e mais de 500 foram levados para um batalhão da PM, o Tobias de Aguiar, na avenida Tiradentes. A ação obrigou Dom Paulo Evaristo Arns a voltar com urgência de Roma realizando, nos dias posteriores, uma série de entrevistas contra a truculência dos militares.
Com a decisão mais recente, Arbex acredita que a comunidade da PUC-SP terá que resistir e “fazer o que for possível para barrar mais essa medida autoritária”.
“Vai ser difícil, mas com o apoio da sociedade brasileira eu acho possível barrar esse golpe”, concluiu. Veja seu depoimento a seguir.
https://www.youtube.com/watch?v=R4V4G–XUpQ height:400
Abaixo, a posição de Maria Amalia Andery, Reitora da PUC-SP:
Esclareço que em 29 de agosto informei o Conselho Universitário da PUC/SP que a Universidade iniciará amplo processo de discussão de reforma de seu estatuto, a partir de documento de trabalho que contém proposta de reformulação feita pelo Conselho Superior da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC/SP.
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A discussão, que envolverá todos os segmentos da comunidade universitária, ocorrerá nos próximos 60 dias e a proposta elaborada pelo Conselho Universitário será enviada ao Grão Chanceler e ao Conselho Superior.
Inicia-se, pois, um processo que deverá envolver a comunidade universitária, consolidando nossas práticas participativas que têm sido exemplares no contexto universitário nacional e que, tenho convicção, resultarão em um projeto em que se vinculam organicamente nosso compromisso social, relevância acadêmica e comprometimento com princípios éticos que sempre marcaram a trajetória da PUC/SP.
Maria Amalia Andery
Reitora da PUC-SP
jota
31 de agosto de 2018 9:25 pmFica quem quer
A instituição é privada e da Igreja. Que fique quem quer, simples!
Vixe
2 de setembro de 2018 12:52 amÉ?
https://www.youtube.com/watch?v=Fk1Rs3XGOO4
Gilberto Marcondes
31 de agosto de 2018 9:40 pmPosso estar enganado, mas os
Posso estar enganado, mas os únicos jeitos de tirar um Papa de seu posto é se ele desistir ou alguém matar ele.
Quanto a PUC… não é grande coisa, é só mais uma fábrica de fascistinhas. Falo isso porque conheço gente da família formada lá.
Maria M.
31 de agosto de 2018 10:00 pmQuerem manter a violenta tradição machista, perseguem Francisco.
Papel da mulher não se limita a temas “femininos”, diz Papa
https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2017/06/papel-da-mulher-nao-se-limita-temas-femininos-diz-papa.html
“Hoje, mais do que nunca, é necessário que as mulheres estejam presentes”, completou o líder da Igreja Católica
Nesta sexta-feira, dia 9, o Papa Francisco defendeu mais uma vez os papeis fundamentais das mulheres em todos os setores da sociedade e disse que sua contribuição não deve se limitar a temas “femininos”.
“A contribuição das mulheres não deve se limitar a temas femininos ou a reuniões apenas entre mulheres. O diálogo é um caminho que a mulher e o homem devem realizar juntos. Hoje mais do que nunca é necessário que as mulheres estejam presentes”, afirmou o líder da Igreja Católica numa assembleia do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, que tem como tema “o papel da mulher na educação para a fraternidade universal”.Nesta sexta-feira, dia 9, o Papa Francisco defendeu mais uma vez os papeis fundamentais das mulheres em todos os setores da sociedade e disse que sua contribuição não deve se limitar a temas “femininos”.
De acordo com o pontífice argentino, “é evidente o quão importante é no campo do diálogo inter-religioso a educação para a fraternidade universal, o que também quer dizer aprender a construir vínculos de amizade e de respeito”. Por isso, “as mulheres podem se inserir nos intercâmbios de nível de experiência religiosa, assim com aqueles de nível teológico” e muitas delas “estão muito bem preparadas para enfrentar encontros de diálogo inter-religioso nos mais altos níveis e não só de parte católica”, explicou Francisco.
Além disso, o Papa também denunciou mais uma vez a violência e os “muitos males que afligem este mundo que, em particular, afetam as mulheres em sua dignidade e em seu papel”. “As mulheres e as crianças estão entre as vítimas mais frequentes de uma violência cega. Ali, onde o ódio e a violência se impõem, se laceram famílias e a sociedade, impedindo que a mulher desenvolva, em comunhão de intenções e ações com o homem, sua missão de educadora de modo sereno e eficaz”, ressaltou.
O Pontífice também comentou que “lamentavelmente, vemos como hoje em dia a figura da mulher como educadora para a fraternidade universal se vê ofuscada e não reconhecida”. Assim, Francisco insistiu na importância de “valorizar o papel da mulher” e protegê-las “também através de instrumentos legais, onde eles forem necessários”.
O líder católico também ressaltou que percebe um “processo benéfico na crescente presença das mulheres na vida social, econômica e política em nível local, nacional e internacional, assim como eclesial”.
Schell
1 de setembro de 2018 12:26 amOra, ora e ora, dom odilo
Ora, ora e ora, dom odilo scherer, por si, diz tudo: fascismo descarado opus-deista. bando é muito pouco.
Schell
1 de setembro de 2018 6:19 pmAlém do que, havia esquecido,
Além do que, havia esquecido, a alteração teria a ver com a terceirização generalizada aprovada pelo stf (minúsculo). Com certeza essa puc (minúscula), com esse odilo (minúsculo), ano que vem partirá para a demissão em massa de funcionários e professores, contratando – aló, boquinha de ouro – empresas e pejotizando pessoas. Daí, como demitir os eleitos pela comunidade? É só esperar.
André Monteiro
1 de setembro de 2018 12:34 amPrimeiro, a sociedade não
Primeiro, a sociedade não deve intervir, já que a PUC é uma instituição privada e confessional.
Depois, querem chamar de golpe aquilo que não é. O Cardeal arcebispo é autônomo, a instituição é autônoma. A PUC deixou de ser católica já alguns anos por conta desses grandes professores que passaram por lá e doutrinaram os alunos com ideologias e doutrinas contrárias à fé católica.
Estou com o Cardeal, amo o Papa e torço para que a PUC volte a ser católica; não um antro de ideologizadores ateus.
Deus abençoe e proteja a Santa Igreja e suas instituições.
Vixe
1 de setembro de 2018 4:38 amHá coisas mais graves….
…para se preocupar.
Como por exemplo o alto índice de PEDOFILIA nas igrejas, conventos, seminários e demais instituições sob o abrigo da ICAR, mentora e idealizadora da inquisição, onde milhares foram torturados e barbaramente mortos.
Quando surje uma luz ou caminho de mudança, aí vem os ratos de sacristia vociferar e condenar os processos democráticos.
Esse pessoal da direita católica, que já produziram excrescencias como TFP, OPUS DEIS e toda vertente de ultra direita são justamente os que querem manter a PEDOFILIA praticada por seus membros em completo anonimato.
Vocês não valem NADA.
CANALHAS!
meuamigospin1
1 de setembro de 2018 5:20 am….essa cor abóbora na
….essa cor abóbora na cabeça é uma abóbora,,,
Maria M.
1 de setembro de 2018 1:35 pmVocê é Pedro e sobre essa pedra…
Em troca da sua confissão, Pedro ganha o maior elogio (Mt 16,17-20), e também a maior responsabilidade: do seu reconhecimento vai nascer a Igreja, a comunidade de todos aqueles que reconhecem em Jesus, na sua palavra e ação, o germe de uma nova humanidade, liberta para mais vida. Graças á sua confissão Pedro será o chefe dessa comunidade… …para vigiar pelo cumprimento da justiça que Deus quer…
O EVANGELHO DE NATEUS – IVO STORNIOLO – ed. Paulus – pg. 118
Roberto C. Todorovski
1 de setembro de 2018 5:52 pmAjudai-me a respeitar e admirar o que não é meu
Senhor, ajuda-me a ser fiel à sua Palavra. Que a inveja não tome conta do meu ser. Que eu saiba respeitar o sucesso do meu irmão, inclusive admirando-o sinceramente. Que eu saiba aceitar a sua vontade de dar à cada um o que o Senhor deseja. Caso eu esteja equivocado em minhas ações e pensamentos, mostrai-me a verdade e ajudai-me a superar a minha arrogância. Amém.
Maria M.
1 de setembro de 2018 10:14 pmNa verdade, Deus escolheu o
Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte.
Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, para que ninguém possa gloriar-se diante dele. É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça, santificação e libertação, para que, como está escrito, “quem se gloria, glorie-se no Senhor”. ( Cor. 1,27-31)
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria#.W4sK485KjIV – DIA 1º – Sábado
Maria M.
1 de setembro de 2018 1:36 pm…Evangelho de Mateus…
…Evangelho de Mateus…
Frederico Firmo
1 de setembro de 2018 2:17 pmNão se esqueçam que Dom Odilio perdeu a indicação para Francisco
Dom Odílio ‘e o mesmo que se posicionou contra a missa de Dona Marisia Letícia, é o mesmo que ficou possesso com a indicação de Fancisco, pois queria ser o primeiro papa Sul Americano, mas não o foi. Odílio é um político da igreja, um homem que apesar de suas origens prefere ficar com os poderosos. Investir desta forma contra a PUC, neste momento é aderir ao escola sem partido. Se isto vencer veremos logo logo a mão de ferro inquisitorial contra alguns e os afagos na cabeça de outros.
A PUC para alguns que não a conhecem, não é uma instituição privada, mas sim confessional, e por isto tem benesses fiscais, , vários incentivos pois tem uma função social importante e não visa o lucro. Portanto ela é tambem parcialmente pública. A PUC tem grupos de pesquisa do mais alto nível, congrega em seus quadros intelectuais de primeira linha, cujas pesquisas são financiadas pelos orgãos públicos de fomento. A PUC construiu seu nome em cima de um desenvolvimento impar, comandada por seus professores, pesquisadores e alunos e dentre eles religiosos do mais alto gabarito. Portanto qual a razão desta guinada. A instituição se desenvolveu e ganhou o seu nome bem antes da posse de Odilio. Já em 2013 Dom Odilio escolheu a terceira de uma lista tríplice, quebrando com uma tradição democrática. A pergunta que tem que ser respondida é qual o objetivo desta tomada de posição de Dom Odilio. Me parece uma briga de poder que Odilio quer mascarar com uma briga religiosa. Mas isto me parece muito pouco católico da parte dele. Um retrocesso quase medieval.
Claudionor de Medeiros
1 de setembro de 2018 6:12 pmA FUNDAÇÃO SÃO PAULO,
A FUNDAÇÃO SÃO PAULO, Mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo é pessoa jurídica de fins não econômicos, tendo sua sede na Capital do Estado de São Paulo, no bairro das Perdizes, Edifício Franco Montoro, Rua João Ramalho, 182, inscrita no CNPJ/MF sob nº 60.990.751/0001-24.
https://www.pucsp.br/fundasp/a_fundacao/historico.html
Não existe a figura jurídica do ”parcialmente pública”’ quando se aplica a fundação de natureza PRIVADA. Por mais que o estado injete dinheiro público na instituição, ele não tem natureza pública per si, a menos que mude seus estatutos. Isso porque não existe fundação pública não criada pelo estado, mesmo que parcialmente administrada
”Maria Sylvia Zanella di Pietro leciona que a fundação tem natureza pública quando “é instituída pelo poder público com patrimônio, total ou parcialmente público, dotado de personalidade jurídica, de direito público ou privado, e, destinado, por lei, ao desempenho de atividades do Estado na ordem social, com capacidade de auto administração e mediante controle da Administração Pública, nos limites da lei” (Direito Administrativo, 5ª edição, São Paulo: Atlas, 1995, p. 320). Destaca as suas características: a- dotação patrimonial ou inicial do ente governamental; b- personalidade jurídica; c- desempenho de atividade atribuída ao Estado no âmbito social; d- capacidade auto-administrativa; e- sujeição ao controle administrativo ou tutela por parte da Administração direta (p. 320).”
http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/fundacao-publica——-x———-fundacao-privada/15189
E, convenhamos, é uma democracia ateniense, basta olhar os corredores recheados de racismo, xenofobia e classismo da PUC SP
Frederico Firmo
4 de setembro de 2018 7:58 pmParcialmente Pública ou não
Os termos legais são fantásticos, pois como dizem por aí, são objetos da hermeneutica. Assim vou tentar esclarecer o meu parcialmente publico, vem de uma outra origem. Eu não venho do judiciário, não sou advogado, mas defendo a PUC, pelo sua contribuição publica inegável Eu defendo o caráter universitário da PUC, eu defendo seus professores e pesquisadores, e seus alunos. Eu defendo que as decisões dentro de uma Universidade sejam universitárias e não autoritárias . E acredito que o financiamento publico que PUC recebe vem devido ao corpo de professores pesquisadores e alunos. Corpo do qual deveria se orgulhar e prestigiar o seu Chanceler. Isto para mim significa o parcialmente publico,. A discussão do Parcialmente Publico como termo legal eu deixo para Rosa Weber e Barroso. Quanto ao racismo e a xenofobia e o classismo no interior da PUC, não vai ser combatido por uma medida autoritária de um Chanceler, pelo contrário o ato de cima para baixo, vai sim estimular, mais racismo, mais xenofobia e mais classismo
Rosemary Segurado
1 de setembro de 2018 4:00 pmO que está ocorrendo na PUCSP
O que está ocorrendo na PUCSP é mais um atentado à democracia brasileira. Discordo totalmente dos argumentos que defendem a autonomia do cardeal. O que está em jogo é o fim da autonomia universitária conquistada pela PUC ainda na ditadura militar e da qual a comunidade acadêmica não abre mão e lutará até o fim pela manutenção das práticas construídas coletivamente, debatidas nas instâncias com a participação de professores, estudantes e funcionários.
Ao propor mudança do estatuto, com fim da eleição para reitoria e cargos de direção, o Cardeal demonstra que quer levar à condução da universidade com a truculência da igreja mais retrógrada, mais conservadora e, pior, mais intolerante. Quer impor de cima para baixo sua vontade contra a vontade da comunidade unviersitária e faz isso porque não se propõe a debater os rumos da gestão universitária de forma transparente e participativa. Vamos ao debate, como sempre fizemos.
Aqueles que dizem que querem ver a PUC ser mais católica expressam o desconhecimento da universidade e seria bom que se informassem. A democracia da PUC, historicamente, garatiu a liberdade de expressão de grupos de qualquer tipo de opção religiosa e preferências político-ideológicas. Essa é a marca da PUC que Don Olilo quer acabar, impedindo liberdade de cátedra, cerceando a vontade da comunidade acadêmica e impondo medidas draconianas contrárias à história de uma instituição de ensino reconhecida internacionalmente, não somente por sua excelência acadêmica, mas pela ousadia de em tempos tão difíceis ousar, enfrentar poderosos, acolher professores e pesquisadores perseguidos em suas universidades durante a ditadura militar justamente por defenderem uma universidade livre e autônoma.
Estamos mobilizados, estamos alertas: Em defesa da autonomia universitária da PUCSP!
Rosemary Segurado
1 de setembro de 2018 4:01 pmO que está ocorrendo na
<p>O que está ocorrendo na PUCSP é mais um atentado à democracia brasileira. Discordo totalmente dos argumentos que defendem a autonomia do cardeal. O que está em jogo é o fim da autonomia universitária conquistada pela PUC ainda na ditadura militar e da qual a comunidade acadêmica não abre mão e lutará até o fim pela manutenção das práticas construídas coletivamente, debatidas nas instâncias com a participação de professores, estudantes e funcionários.
Ao propor mudança do estatuto, com fim da eleição para reitoria e cargos de direção, o Cardeal demonstra que quer levar à condução da universidade com a truculência da igreja mais retrógrada, mais conservadora e, pior, mais intolerante. Quer impor de cima para baixo sua vontade contra a vontade da comunidade unviersitária e faz isso porque não se propõe a debater os rumos da gestão universitária de forma transparente e participativa. Vamos ao debate, como sempre fizemos.</p><p>Aqueles que dizem que querem ver a PUC ser mais católica expressam o desconhecimento da universidade e seria bom que se informassem. A democracia da PUC, historicamente, garatiu a liberdade de expressão de grupos de qualquer tipo de opção religiosa e preferências político-ideológicas. Essa é a marca da PUC que Don Olilo quer acabar, impedindo liberdade de cátedra, cerceando a vontade da comunidade acadêmica e impondo medidas draconianas contrárias à história de uma instituição de ensino reconhecida internacionalmente, não somente por sua excelência acadêmica, mas pela ousadia de em tempos tão difíceis ousar, enfrentar poderosos, acolher professores e pesquisadores perseguidos em suas universidades durante a ditadura militar justamente por defenderem uma universidade livre e autônoma.Estamos mobilizados, estamos alertas: Em defesa da autonomia universitária da PUCSP!
Antônio Mafra
1 de setembro de 2018 4:45 pmEleições na Puc reitoria
Corrijam na frase:”setores de católicos conservadores contra o sistema democrático exercido pela instituição à décadas. “ É “há décadas”. Tal erro não fica bem num texto jornalístico a respeito do mundo acadêmico
Anarquista Lúcida
1 de setembro de 2018 8:25 pmHaja IRRELEVÂNCIA!
Fazer um comentário sobre ortografia numa discussao de idéias demonstra uma pobreza ímpar de raciocínio!
Chauke Stephan Filho
2 de setembro de 2018 3:09 amNão pise na Última Flor !!
A palavra “Ideia” não leva acento, Filhinha.
Claudionor de Medeiros
2 de setembro de 2018 6:08 pmA Anarquista Lúcida (que
A Anarquista Lúcida (que trabalha pro Estado) não teve tempo ainda de se adequar ao novo Acordo Ortográfico.
Anarquista Lúcida
2 de setembro de 2018 8:42 pmE o c* com as calças?
O que tem a ver trabalhar pro Estado com isso? E nao é que nao tive tempo de me adequar ao novo Acordo, eu sou CONTRA o novo Acordo, que foi decidido sem democracia nenhuma e que é além do mais burro, em nome de diminuir acentos leva a ambigüidade de pronúncias que nao ocorriam antes (como na palavra ambigüidade, por ex., que com trema tinha a pronúncia indicada, e sem trema, como quer o novo Acordo, poderia ter o u pronunciado ou nao; e como na própria palavra idéia, que sem acento nao indica se o ditongo é aberto ou fechado, mas com acento indica que ele é aberto).
Claudionor de Medeiros
3 de setembro de 2018 8:19 pm”e como na própria palavra
”e como na própria palavra idéia, que sem acento nao indica se o ditongo é aberto ou fechado, mas com acento indica que ele é aberto).”
Sim, é a coisa mais natural do mundo, ditongo fechado após oclusiva…só o acento nos salva!
Então que voltem com o ”almôço” para difernciar de (eu)”almoço”
Anarquista Lúcida
3 de setembro de 2018 10:20 pmVc acha inútil a ortografia indicar a pronúncia?
Nao entendi se vc acha que nao há ditongos fechados depois de oclusiva, ou se só acha inútil a ortografia indicar a pronúncia. Claro que é possível haver ditongos fechados após oclusiva. Alguns exemplos: teia, peia, teu, deu, boi, apoio (subst), dou… Quanto ao outro ponto, é questao de opiniao, mas nao vejo a vantagem de fazer mudanças que implicam em perda de funcionalidade. E o caso de almoço (substantivo) X almoço (verbo) é um pouco diferente, porque, caso o acento diferenciador fosse posto nos substantivos fechados, a cada vez que um novo verbo fosse derivado a partir do substantivo a ortografia anterior do substantivo deveria mudar, e claro que isso nao era bom.
Anarquista Lúcida
2 de setembro de 2018 8:36 pmVc tb incidiu na besteira e na irrelevância
Haja pobreza de espírito 2.
Anarquista Lúcida
2 de setembro de 2018 8:43 pmAlém da irrelevância, confunde escrita com língua…
A “última flor” (ai que jequice!) nao muda em nada quando a ortografia muda, o que muda é apenas a ortografia…
Paulo Pedreira
1 de setembro de 2018 7:36 pmE daí? Não sou acionista da PUC.
PUC é uma entidade privada. Que façam o que acharem melhor. Ninguém tem nada a ver com isso.
Anarquista Lúcida
1 de setembro de 2018 8:29 pmNao é uma mercearia, é uma UNIVERSIDADE
E isso implica em respeito pela liberdade de cátedra e pelos princípios acadêmicos. E a PUC tem uma tradiçao de universidade séria, será que quer se transformar numa Estácio de Sá da vida? E recebe verbas públicas pela qualidade acadêmica, tem sim que prestar contas à sociedade.
Wilson Cajurú
1 de setembro de 2018 9:34 pmPara a dona da PUC
Fiz apenas uma ironia para lembrar que a PUC, assim como o Mackenzie, é uma entidade privada. Não cabe a mim, nem a voce e nem a comentaristas sem noção pretender se meter ou dar pitacos na sua administração. Experimente dar palpites na administração da Volkswagem, na Siemens ou na Padaria do Seu Manoel. E por falar em “liberdade de cátedra” eu não me intrometeria se a PUC resolvesse criar um curso de umbanda ou de doutorado em tarô. Lamentaria, apenas.
Anarquista Lúcida
1 de setembro de 2018 10:04 pmClaro que cabe. A PUC recebe verbas federais
E tem que prestar contas. Ou entao desistir de receber dinheiro público, e reconhecer que é apenas mais uma Estácio de Sá da vida. Nao pode é querer ao mesmo tempo ter o prestígio de uma universidade séria, receber verbas públicas, e impor censura religiosa, ou de qualquer tipo, sobre o ensino ministrado.
Marcelo Gross
2 de setembro de 2018 1:41 pmPrivado=liberdade absoluta?
Assim com a Igreja Católica é uma entidade privada e pode razer o que quiser, inclusive comer criancinhas? Entidades privadas podem fazer falsa propaganda, enganando o consumidor? Sonegar, escravizar mao-de-obra? Quem sabe tb pagar propinas? Se a liberdade das organizações privadas é absoluta, pq não nas famílias? Bater na esposa, torturar ou molestar os filhos? Esse é o caldo de cultura de um Brasil que justifica muito coisa de ruim no país, como a corrupção, a violência, o feminicídio, o racismo etc.
Marcelo Gross
2 de setembro de 2018 1:46 pmPrivado=liberdade absoluta?
Assim com a Igreja Católica é uma entidade privada e pode razer o que quiser, inclusive comer criancinhas? Entidades privadas podem fazer falsa propaganda, enganando o consumidor? Sonegar, escravizar mao-de-obra? Quem sabe tb pagar propinas? Se a liberdade das organizações privadas é absoluta, pq não nas famílias? Bater na esposa, torturar ou molestar os filhos? Esse é o caldo de cultura de um Brasil que justifica muito coisa de ruim no país, como a corrupção, a violência, o feminicídio, o racismo etc.
Wilson Cajurú
3 de setembro de 2018 9:39 pmVc é um jumento ao quadrado
Lí seu comentário (ou seria vômito?) e pergunto: O QUE TEM A VER O CÚ COM AS CALÇAS? Larga de ser idiota. O que vc escreveu não faz o menor sentido. Vc não entendeu nada, nada. Atenção: não entre na net qdo estiver bêbado.
Claudionor de Medeiros
2 de setembro de 2018 6:23 pm”liberdade de cátedra” =
”liberdade de cátedra” = perfumaria semântica ”chupada” de intelectuais do Direito, tem significância evasiva usada ao belprazer do enunciante. Pode ser usado pró ou contra o discente (muito mais recorrente).
”princípios acadêmicos” = superestrutura
”prestar contas à sociedade” = fomentar eleições tão democrática quanto as de Atenas clássica…
Eduardo Outro
1 de setembro de 2018 9:56 pmQue saudade de Dom Paulo
Que saudade de Dom Paulo Evaristo !