18 de julho de 2026

Crime e violência seguem no topo das preocupações dos brasileiros, aponta Ipsos

Segundo o levantamento, 41% dos entrevistados apontam o tema como o maior problema do país
Rovena Rosa - Agência Brasil

Pesquisa Ipsos indica que 41% dos brasileiros veem crime e violência como maior problema, queda desde novembro de 2025.
Megaoperação no Rio contra o Comando Vermelho causou 121 mortes e impulsionou projeto de lei antifacção no Congresso.
Segurança pública segue central no debate político, com propostas federais enfrentando resistência e foco nas eleições 2026.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Pesquisa divulgada pelo instituto Ipsos nesta segunda-feira (2) indica que crime e violência continuam sendo a principal preocupação dos brasileiros, embora com redução em relação aos índices registrados no fim de 2025. Segundo o levantamento, 41% dos entrevistados apontam o tema como o maior problema do país. Em dezembro, o percentual era de 45% e, em novembro, chegou a 52%.

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Os dados mostram que a queda ocorre após meses de forte exposição do tema na agenda pública, especialmente em razão da megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro, no fim de outubro, contra o Comando Vermelho. A ação resultou em 121 mortos, entre eles quatro policiais, e reacendeu o debate nacional sobre segurança pública.

Na esteira da operação, o governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei que endurece as punições para integrantes de facções criminosas. O texto, conhecido como PL antifacção, sofreu alterações feitas pelo relator, o deputado Guilherme Derrite (PL-SP), e foi aprovado pela Câmara dos Deputados. No Senado, passou por novas mudanças e agora aguarda nova análise dos deputados.

Além desse projeto, o governo apresentou em abril a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, que amplia o poder da União para definir diretrizes de atuação das forças policiais no país. A proposta enfrenta resistência de governadores e ainda não foi votada pelo Congresso. Tanto o governo quanto a oposição tratam a segurança como um dos principais temas do debate político em 2026, ano de eleições.

Para o CEO da Ipsos Brasil, Diego Pagura, os resultados refletem uma reorganização das prioridades da população no início do ano. “Os dados de janeiro indicam um ajuste nas preocupações após um mês de dezembro marcado por picos de atenção em temas específicos”, avalia.

Segundo ele, embora crime e violência sigam liderando o ranking, a queda do percentual sugere uma diminuição da intensidade do tema após o período de maior exposição no fim do ano passado.

Além da segurança pública, os brasileiros apontam saúde (36%) e corrupção (33%) como as principais preocupações. Também aparecem com destaque pobreza e desigualdade social (33%), impostos (28%) e inflação (26%). Questões como educação, mudanças climáticas e desemprego aparecem em patamares mais baixos, mas ainda relevantes.

A pesquisa foi realizada com 1.000 pessoas, entre 16 e 74 anos, entrevistadas entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026.

O levantamento também avaliou a percepção da população sobre os rumos do país. Para 55% dos entrevistados, o Brasil está indo na direção errada, índice inferior aos 59% registrados em dezembro e aos 60% de novembro. Já 45% avaliam que o país segue no caminho correto, uma alta de quatro pontos percentuais em relação a dezembro e de cinco pontos em comparação a novembro.

No cenário internacional, crime e violência e inflação aparecem como as maiores preocupações em diversos países. Globalmente, 32% dos entrevistados citam crime e violência, seguidos por inflação (29%), pobreza e desigualdade social (28%) e desemprego (27%).

De acordo com Diego Pagura, as tendências globais reforçam o peso de questões estruturais. “Inflação, crime e violência e pobreza e desigualdade social seguem concentrando as maiores menções, indicando que as preocupações globais permanecem ancoradas em temas econômicos e sociais”, afirma. Nos Estados Unidos, segundo ele, a inflação continua sendo a principal inquietação da população, refletindo um custo de vida ainda pressionado, apesar da queda registrada em relação ao fim de 2025.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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