
Surgiu na semana passada uma polêmica sobre uma publicação de Sergio Moro em seu Twitter, especilamente para o Dia do Livro Infantil, em que ele mencionava o livro “Dendeleão” como marcante em sua infância, e que foi usado por sua mãe, dona Odete, em seu alfabetizado. A controvérsia nasceu de uma versão, que se propagou rapidamente nas redes sociais, de que a obra chegou ao Brasil somente em 1995, quando o ex-juiz e ex-ministro da Justiça tinha 22 anos.
Contudo, essa versão é falsa. “Dendeleão” é um livro escrito pelo escritor e cartunista estadunidense Don Freeman. A obra original, “Dandelion”, foi publicada em seu país natal em 1964, mas a primeira versão em português chegou ao Brasil, em 1971 – portanto um ano antes de Moro nascer –, como parte da Coleção Pingos de Ouro que Eu Sei Ler, da Ediouro, que trazia não só esta como outras fábulas como “O Gato de Botas”, “Os Três Desejos”, “Ninguém Presta Atenção em Juquinha”, entre outros. Todos os textos da coleção foram traduzidos e adaptados por Maria Clara Machado, Guilherme Figueiredo, Esdras Nascimento e Stella Leonardos – esta última, responsável pela tradução e adaptação de “Dendeleão”.
Portanto, Sergio Moro não mentiu quando mencionou o livro “Dendeleão” como marcante em sua infância. No entanto, alguns meios repercutiram a versão equivocada de que a primeira edição da obra no Brasil tinha sido a de 1995 – também lançada pela editora Ediouro, e também com a tradução e adaptação da escritora e poetisa Stella Leonardos – mas, na verdade, esta era a segunda.
Entre os meios que cometeram esse erro está o próprio GGN, em matéria de Victor Farinelli – jornalista que também escreve esta segunda matéria, com a intenção de se retratar pelo erro cometido na semana passada, e pedir desculpas ao político do União Brasil e àqueles que tenham se sentido ofendidos pela publicação anterior.
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Parabéns ao GGN pela responsabilidade jornalística e retificação eficaz.
Parabéns ao GGN e ao jornalista Victor Farinelli. Mas os fatos não mudam aquela cena em que o ex-juiz diz ter como hobbie a leitura de biografias e, ato continuo, perguntado pelo entrevistador Pedro
Bial, não soube dizer qual era a última biografia lida não soube responder. Com Dendeleão Moro mostra que sua mãe lia para ele, mas não consegue desfazer a imagem de que diz ter lido o que não lê.
Bom, pelo menos resta confirmado que o sujeito foi alfabetizado.
Já é alguma coisa.
Um dente-de-leão para ele.
A mãe dele fez um ótimo trabalho ao ensiná-lo a ler, pena que ele não aprendeu direito!