O governo de Israel determinou, nesta terça-feira (28), a retomada imediata dos bombardeios contra a Faixa de Gaza, mesmo com o cessar-fogo firmado com o Hamas ainda em vigor.
De acordo com um comandante das Forças Armadas israelenses ouvido pela agência Reuters, a ofensiva é uma resposta a supostas violações do acordo por parte do grupo palestino. Segundo ele, combatentes do Hamas teriam atacado tropas israelenses que permanecem no território.
O Hamas negou as acusações e, em contrapartida, afirmou que Israel é quem rompeu a trégua. O grupo anunciou ainda a suspensão da entrega do corpo de um refém morto em cativeiro — uma das cláusulas previstas no acordo — que estava programada para ocorrer nesta terça-feira.
Até o momento, o governo israelense não apresentou justificativas detalhadas para a retomada dos ataques. Em comunicado oficial, informou apenas que a ordem partiu do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que solicitou “ataques poderosos” contra Gaza.
“Após as consultas de segurança, o primeiro-ministro Netanyahu instruiu o escalão militar a realizar imediatamente ataques poderosos na Faixa de Gaza”, diz a nota do governo.
Mais cedo, autoridades israelenses acusaram o Hamas de ter devolvido um conjunto de restos mortais que, segundo Israel, pertenceria a um refém cujo corpo já havia sido recuperado anteriormente, o que teria provocado tensão entre as partes.
O cessar-fogo, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previa a suspensão dos bombardeios israelenses em troca da devolução de corpos de 28 reféns mortos em cativeiro. Desde o início do acordo, o Hamas também libertou 20 reféns vivos.
Se confirmada, esta será a segunda violação da trégua desde sua entrada em vigor, em 10 de outubro. No dia 19, Israel já havia realizado ataques no sul de Gaza após alegar uma ação do Hamas contra suas forças, mas o cessar-fogo foi restabelecido no mesmo dia.
O conflito na região teve início em 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas invadiram Israel, matando mais de 1.200 pessoas e sequestrando mais de 200. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva militar em Gaza, que já deixou mais de 65 mil mortos, segundo autoridades locais controladas pelo grupo palestino.
*Com informações do g1.
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