21 de maio de 2026

Justiça dos EUA acusa Maduro e aliados de chefiar esquema de narcoterrorismo por mais de duas décadas

A acusação aponta que o esquema teria enviado milhares de toneladas de cocaína para os Estados Unidos com a proteção de estruturas do Estado venezuelano
Jeso Carneiro - Flickr

Justiça dos EUA acusa Nicolás Maduro de liderar esquema de narcotráfico internacional protegido por Estado venezuelano.
Denúncia inclui ministros, familiares de Maduro e líderes de facções, integrando o chamado “Cartel dos Sóis”.
Venezuela teria se aliado a grupos armados como FARC e Cartel de Sinaloa para tráfico de cocaína desde 1999.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Um novo documento da Justiça dos Estados Unidos acusa o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro de liderar, por mais de 25 anos, um amplo esquema de narcotráfico internacional associado a organizações classificadas como terroristas. A acusação aponta que o esquema teria enviado milhares de toneladas de cocaína para os Estados Unidos com a proteção de estruturas do Estado venezuelano.

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Segundo o texto, Maduro teria usado cargos públicos, desde deputado da Assembleia Nacional até chanceler e presidente da República, para facilitar o tráfico de drogas, fornecer proteção institucional a traficantes e enriquecer membros do alto escalão político e militar do país, além de familiares diretos.

A acusação sustenta que o governo venezuelano se transformou em um aparato a serviço do crime organizado, operando em parceria com grupos armados da América Latina.

Alvos da denúncia

Além de Maduro, a denúncia cita como réus:

  • Diosdado Cabello, ministro do Interior e uma das figuras mais poderosas do regime;
  • Ramón Rodríguez Chacín, ex-ministro do Interior e ex-governador;
  • Cilia Flores, esposa de Maduro e ex-presidente da Assembleia Nacional;
  • Nicolás Maduro Guerra, filho do ex-presidente;
  • Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, apontado como líder da facção criminosa Tren de Aragua.

De acordo com o Ministério Público norte-americano, o grupo integrou uma estrutura conhecida como “Cartel dos Sóis”, formada por altos oficiais militares e autoridades civis que teriam garantido proteção logística, policial e diplomática ao tráfico de cocaína.

Parcerias com grupos armados

A acusação afirma que o esquema manteve alianças com algumas das organizações criminosas e insurgentes mais violentas do continente, incluindo as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Exército de Libertação Nacional (ELN), o Cartel de Sinaloa, os Zetas e o Tren de Aragua. Todos esses grupos são classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras.

Segundo a denúncia, a Venezuela teria se tornado um corredor estratégico do tráfico a partir de 1999, usando portos no Caribe, pistas clandestinas e aeroportos comerciais para enviar cocaína à América Central, ao México e, posteriormente, aos Estados Unidos. O Departamento de Estado estima que, por volta de 2020, entre 200 e 250 toneladas de cocaína passavam anualmente pelo território venezuelano.

Acusações detalhadas

O documento descreve dezenas de episódios específicos, incluindo:

  • Uso de passaportes diplomáticos venezuelanos para proteger traficantes;
  • Envio de drogas em aviões oficiais e comerciais;
  • Pagamento de subornos milionários a autoridades civis e militares;
  • Uso de milícias armadas e grupos paramilitares para proteger carregamentos;
  • Emprego de metralhadoras, granadas e explosivos em apoio às operações criminosas.

Em um dos casos citados, mais de 5,5 toneladas de cocaína teriam sido enviadas em um jato DC-9 da Venezuela ao México. Em outro episódio, autoridades francesas apreenderam 1,3 tonelada de cocaína em um voo comercial que partiu de Caracas rumo a Paris.

Crimes imputados

A Procuradoria acusa os réus de:

  • Conspiração para narcoterrorismo;
  • Conspiração para importação de cocaína em larga escala;
  • Posse e uso de metralhadoras e artefatos explosivos;
  • Conspiração armada associada ao tráfico internacional de drogas.

As acusações abrangem o período de 1999 a 2025 e preveem penas severas, além da perda de bens e ativos obtidos com o esquema criminoso. A Justiça dos EUA também pede o confisco de propriedades, recursos financeiros e armamentos ligados às operações.

Repercussão internacional

O documento reforça a posição do governo norte-americano de que o regime venezuelano operou como um narcoestado, sustentado por alianças com grupos armados e pelo uso sistemático da corrupção. As autoridades americanas afirmam que a denúncia sustenta juridicamente as ações recentes contra Maduro e amplia a pressão internacional sobre figuras centrais do chavismo.

Até o momento, o governo venezuelano não se manifestou oficialmente sobre o teor detalhado da acusação.

Veja as acusações na íntegra (em inglês):

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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2 Comentários
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  1. AMBAR

    3 de janeiro de 2026 6:57 pm

    A “justiça” americana se esqueceu de acusar o Maduro de outros crimes importantes, a saber: o assassinato de John Kennedy, o ataque às torres gêmeas, a crise de econômica de 2008, o escândalo da ENRON entre outros, que já prescreveram. Se é pra acusar, vamos acusar direito né?
    Por outro lado, a nossa PF que fique de molho, porque a coca do avião do bolsonaro foi para “consumo próprio”, mas as apreensões feitas pela polícia federal nas nossas rodovias, portos e aeroportos podem significar uma grave conspiração contra o governo americano (além de prejuizo para os traficantes, naturalmente – será uma coincidência?).

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    6 de janeiro de 2026 8:07 am

    Quando os americanos descobrierem que trumpfenil é a droga que vai destruir a saúde deles, aí vai ser tarde demais.

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