10 de junho de 2026

Greve do Metrô de SP termina e metroviários criticam Tarcísio

Metroviários aceitaram a proposta enviada pelo governo de São Paulo, mas mantiveram as críticas ao governador Tarcísio
Reprodução

A greve do Metrô em São Paulo foi finalizada, nesta sexta-feira (24). Os metroviários aceitaram a proposta enviada pelo governo de São Paulo, mas mantiveram as críticas ao governador Tarcísio de Freitas na condução da greve.

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A partir da tarde desta sexta-feira as operações de todas as estações serão retomadas normalmente, com o retorno dos trabalhores.

Motivos da greve

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo iniciou a greve pela falta do pagamento de abono salarial compensatório, referente aos 3 anos trabalhados durante a pandemia; para pedir a abertura de concurso público para contratações emergenciais; o fim das terceirizações e o restabelecimento do adicional de periculosidade de alguns cargos.

Na manhã desta quinta (23), o metrô amanhaceu paralisado. Em resposta à imprensa, o governador Tarcísio afirmou que, enquanto as negociações caminhavam, iria aceitar liberar as catracas para a população, mas ao mesmo tempo entrou com uma liminar na Justiça para impedir a catraca livre.

Críticas a Tarcísio de Freitas

“Ontem, vimos o Tarcísio fazendo uma política para a imprensa e uma política para a Justiça. Falou para a imprensa que ia ter catraca livre e foi para a Justiça pedir a cassação da catraca livre. Se tem alguém fazendo política contra os trabalhadores, é o governador Tarcísio”, criticou a presidente do sindicato Camila Lisboa.

Para a liderança sindical, a postura do governador “revoltou” a categoria. “Os metroviários estão revoltados com o que o governador Tarcísio fez ontem, com aquela mentira em relação à catraca livre. Essa postura, que nós entendemos como uma molecagem, um desrespeito, gerou uma enorme indignação na categoria, que já estava muito insatisfeita com as condições de trabalho no Metrô.”

Propostas do governo

Para findar a greve, o governo propôs participação dos trabalhadores nos lucros de 2023 e uma quantia de R$ 2 mil de abono salarial compensatório. Apesar de a categoria considerar o valor baixo, a maioria acatou à proposta, com uma pequena maioria: 1.480 metroviários votaram pelo fim da greve e 1.459 por manter.

Segundo a presidente do Sindicato, não há “condições de continuar o movimento no fim de semana” e os trabalhadores não querem “transformar a vitória política dessa greve em uma derrota”. Ela informou que em duas semanas haverá novas negociações com o governo para campanha salarial dos trabalhadores.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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1 Comentário
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  1. adelgicio de paula

    24 de março de 2023 6:02 pm

    A democracia é assim mesmo. Há conflitos, é dinâmica. Para um governante que tem futuro político funciona como um Mestrado. Creio que o governador de São Paulo saberá aprender muito com a prática democrática.

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