13 de junho de 2026

Filipe Martins, condenado pela trama golpista, é preso por ordem do STF

Ex-assessor de Bolsonaro estava em prisão domiciliar e acessou o LinkedIn, descumprindo medida cautelar imposta pela Suprema Corte
Crédito: Divulgação

Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, foi preso em Ponta Grossa pela PF por descumprir medidas cautelares do STF.
A prisão foi determinada por Alexandre de Moraes após Martins violar a proibição de uso de redes sociais, mesmo em prisão domiciliar.
Martins foi condenado a 21 anos por tentativa de golpe e participação em organização criminosa para manter Bolsonaro no poder.

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Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi preso na manhã desta sexta-feira (2) em sua residência, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, durante operação da Polícia Federal. Após a detenção, ele foi encaminhado à sede da PF e, segundo apuração do g1, deverá ser transferido para uma unidade prisional.

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A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente. Martins estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro, com restrição expressa ao uso de redes sociais, o que, de acordo com o STF, não foi respeitado.

Condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Filipe Martins teve a pena definida pela Primeira Turma do STF em julgamento realizado no dia 16 de dezembro. A decisão considerou sua participação em uma organização criminosa que atuou para manter Jair Bolsonaro no poder mesmo após a derrota nas eleições.

O g1 procurou a defesa de Filipe Martins e aguarda posicionamento.

Na decisão que determinou o retorno à prisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que, no dia 29 de dezembro de 2025, foi anexada aos autos informação de que o réu teria utilizado a rede social LinkedIn para buscar perfis de terceiros, o que configuraria violação direta da proibição imposta pela prisão domiciliar. Diante disso, o magistrado solicitou manifestação da defesa.

Ao analisar as explicações apresentadas, Moraes destacou que os próprios advogados reconheceram a utilização da rede social, afastando qualquer dúvida sobre o descumprimento da medida cautelar. Segundo o ministro, não há respaldo jurídico para a alegação de que o acesso teria ocorrido com o objetivo de preservar ou organizar informações relacionadas à ampla defesa. Na avaliação do STF, a conduta demonstrou desrespeito às decisões judiciais e às instituições democráticas, justificando a decretação da prisão.

Filipe Martins atuou como assessor especial para assuntos internacionais da Presidência durante o governo Bolsonaro. Na condenação, o STF entendeu que ele cometeu crimes relacionados à tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, à tentativa de deposição de governo legitimamente constituído por meio de violência ou grave ameaça, a danos qualificados contra o patrimônio público, à participação em organização criminosa e à destruição de bens especialmente protegidos por lei.

Além de Martins, outros cinco réus integrantes do chamado “núcleo 2” da trama golpista também foram condenados. Todos são acusados de integrar um dos núcleos de uma organização criminosa estruturada para impedir a alternância de poder após o resultado das eleições presidenciais.

A prisão domiciliar havia sido decretada no dia 26 de dezembro, após o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques ser preso no Paraguai enquanto tentava fugir para El Salvador utilizando documentos falsos. Na mesma decisão, Alexandre de Moraes determinou que Filipe Martins e outros condenados utilizassem tornozeleira eletrônica, entregassem seus passaportes, não mantivessem contato com outros investigados e tivessem suspensos quaisquer registros ou autorizações relacionadas ao porte ou à posse de armas de fogo. Também foi estabelecida a proibição de visitas, com exceção de advogados e pessoas previamente autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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