Desembargador citado em sentença de Toffoli julga suspeição de Appio e anula suas decisões na Lava Jato

Desembargador Loraci Flores de Lima é irmão de um dos delegados da Polícia Federal mais envolvidos com a operação Lava Jato

O desembargador Loraci Flores, novo relator da Lava Jato na 8ª Turma do TRF-4. Foto: Divulgação/TRF-4
O desembargador Loraci Flores. Divulgação/TRF-4

Na sentença em que decretou a nulidade das delações da Odebrecht, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, cita expressamente um trecho das mensagens da Operação Spoofing sobre julgamento no TRF-4 com participação direta do desembargador Loraci Flores de Lima – irmão, aliás, de um dos delegados da Polícia Federal mais envolvidos com a Lava Jato, Luciano Flores.

O mesmo Flores é o julgador da exceção de suspeição criminal armada contra o juiz Eduardo Appio, para afastá-lo da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde promovia a abertura de informações da Lava Jato.

Não se sabe de nenhuma atitude do corregedor nacional de justiça, Luiz Felipe Salomão, visando esclarecer a parcialidade escandalosa do TRF-4.

O Loraci Flores passou por cima do STF e deu como “válidas” as prova contidas no sistema Drousys da Odebrecht, depois que Toffoli já as havia declarado totalmente nulas e que não poderiam ser usadas em nenhum processo criminal. E declarou a nulidade de todas as decisões e sentenças proferidas por Appio na 13ª vara, extrapolando o próprio escopo da ação contra o juiz.

Para declarar a parcialidade e o afastamento de Appio, Loraci Flores ainda emprestou o voto de Gilmar Mendes no julgamento da suspeição de ninguém menos que Sergio Fernando Moro.

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Luis Nassif

3 Comentários

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  1. Parece que se intensificam as suspeitas sobre a existência um conluio de autoridades do Poder Judiciário, que deixa pistas e rastros de que tudo fazem para não apenas proteger os abusos, as desobediências, os crimes e a insurreição de juízes e promotores contra a ordem constitucional, como em alguns casos também o façam para protegerem a si próprio de supostos malfeitos cometidos, seja por omissão e/ou engajamento político partidário e por sede de mais poder, mais mordomias e mais autoritarismo jurídico ilegal. O fato é que mesmo com toda a destacada sinalização rebelde e suspeita, a grande corte do judiciário continua assistindo a flagrante rebeldia degradar a imagem da instituição, cada vez mais opaca, sem tomar qualquer atitude rígida e definitiva, que reponha totalmente a ordem na casa, o respeito, a exigida e obrigatória obediência a Carta Magna da Constituição Federal.

  2. Imagino o tamanho e o poder da trolha, que tanto assusta determinados membros de tribunais superiores, no Brasil. Observo um visível e extremo desespero, que paira principalmente pelos ares da região sul do Brasil. Também dá para imaginar o quão borrada está a grande mídia, que se mostra não apenas como a possível principal avalista, mas ao mesmo tempo como uma grande parceira na sustentação e condução do projeto de impedir que a voz acusadora de Tacla Duran possa ganhar corpo e colocar todos e todas, de comprovado envolvimento, no banco dos réus para serem julgados conforme determinam as leis.

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