O ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou neste sábado (8) que irá adotar “providências cabíveis” contra possíveis abusos de agentes públicos federais, após o Tribunal de Contas da União (TCU) considerar improcedente a representação de superfaturamento realizada contra a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
A decisão do Tribunal é mais uma parte do reconhecimento de inocência do então reitor Luiz Carlos Cancellier, que cometeu suicídio em 02 de outubro de 2017, depois de ser preso pela Polícia Federal (PF), no âmbito da operação Ouvidos Moucos, que investigou o suposto esquema de superfaturamento na UFSC.
“Com base na decisão do TCU sobre as alegações contra o saudoso reitor Luiz Carlos Cancellier, da UFSC, na próxima semana irei adotar as providências cabíveis em face de possíveis abusos e irregularidades na conduta de agentes públicos federais”, publicou o ministro, no seu perfil do Twitter.
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O caso
A partir do modus operandi da conhecida Operação Lava Jato, Cancellier teve sua prisão decretada pela delegada da PF, Erika Mialik Marena, que chegou a chefiar a força-tarefa em Curitiba antes de ir para Florianópolis.
À época, a prisão do reitor e outros docentes da UFSC durou 36 horas, no entanto, mesmo depois de soltos eles foram proibidos de voltar à universidade.
Cancellier cometeu suicídio 18 dias após a operação policial, ao se jogar do último andar de um shopping em Florianópolis. No bolso de sua calça foi encontrado um bilhete afirmando que sua morte foi decretada quando o afastaram da UFSC.
A saga foi detalhada pelo Jornal GGN no documentário “LEVARAM O REITOR”, idealizado pelo jornalista Luis Nassif com produção e roteiro de Patricia Faermann. Assista:
AMBAR
8 de julho de 2023 1:30 pmA Érika Mialik Marena poderia passar um mês na pele do Cancellier. O mesmo mês em que ela mandou prende-lo e humilhá-lo até ele querer morrer. Depois poderia ir para uma prisão comum.