O ex-jogador Robson de Souza, o Robinho, terá de cumprir pena pelo crime de estupro coletivo pelo qual foi condenado na Itália no Brasil, segundo maioria formada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (20/03).
O ex-jogador e outros cinco amigos embriagaram uma mulher de origem albanesa em 2013, quando Robinho estava no Milan. Em gravações feitas com autorização da Justiça, Robinho debochou do estado mental da vítima, e afirmou ter presenciado os amigos “fodendo” com ela.
Robinho foi condenado a nove anos de prisão em 2017, e teve todas as tentativas de recurso esgotadas em 2022, com trânsito em julgado.
Nove dos 13 ministros presentes foram favoráveis ao pedido feito pela Justiça italiana. O julgamento será adiado caso um dos quatro ministros restantes peça vista no processo.
O pedido de homologação tem como relator o ministro Francisco Falcão, que não só foi favorável ao cumprimento da pena como fez um discurso onde enfatizou que deixar Robinho livre seria uma forma de impunidade.
Seu voto foi acompanhado pelos Humberto Martins, Herman Benjamin, Luis Felipe Salomão, Mauro Campbell, Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Jr. Os ministros Raul Araújo e Benedito Gonçalves foram contrários à decisão.
Após deliberação de Falcão sobre a possibilidade de execução imediata da decisão e orientar a Justiça da cidade de Santos (SP) a emitir ordem de prisão contra Robinho, os ministros irão debate se esse procedimento será adotado de fato ou se o ex-jogador poderá recorrer novamente ao STJ ou mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O julgamento está em andamento na Corte Especial do STJ, formada composta pelos 15 ministros mais antigos da Casa. Bastaria a maioria simples para que a sentença contra Robinho fosse homologada – ou seja, metade mais um dos ministros presentes.
Com Folha de São Paulo e Revista Fórum.
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